As decisões arrojadas do técnico Arne Slot surtiram efeito na expressiva vitória do Liverpool por 5 a 1 sobre o Eintracht Frankfurt, pela terceira rodada da fase de pontos corridos da UEFA Champions League, disputada no Deutsche Bank Park. Agora, a grande dúvida é: qual time o treinador escalará diante do Brentford, neste sábado (23), pela nona rodada da Premier League 2025/26?. Na Alemanha, o técnico holandês também apostou em uma estratégia diferente para encerrar a sequência negativa dos Reds, que vinham de quatro derrotas consecutivas na temporada.
Utilizando o esquema 4-2-2-2, Slot reuniu pela primeira vez os atacantes Alexander Isak e Hugo Ekitike, enquanto Florian Wirtz também começou entre os titulares. Com isso, o treinador demonstrou confiança nos novos reforços, avaliados em mais de 300 milhões de libras, para recolocar o time no caminho das vitórias. Essa opção tática deixou Mohamed Salah no banco de reservas, mas as escolhas corajosas foram recompensadas. O Liverpool marcou cinco gols com cinco jogadores diferentes, retomando a confiança. O único contratempo na noite perfeita foi a lesão do sueco, que precisou ser substituído no intervalo.
Durante a semana em que Arne Slot pareceu encontrar a “nova fórmula” do Liverpool — após a quarta derrota consecutiva, sofrida diante do Manchester United —, a escalação do técnico se tornou tema de debate. O ex-zagueiro e ídolo dos Reds, Jamie Carragher, em participação no programa Super Sunday, afirmou que Salah não deveria mais ter titularidade garantida nesta temporada, sugerindo que o treinador holandês escalasse Alexander Isak e Hugo Ekitike juntos para acomodar as novas contratações, ao invés de Mohamed Salah.
Mais tarde, no X (antigo Twitter), Jamie Carragher voltou a comentar sua formação ideal no Liverpool, incluindo o meio-campista Dominik Szoboszlai após tê-lo esquecido inicialmente, reforçando o desafio que Arne Slot enfrenta para montar seu onze ideal. Na goleada sobre o Frankfurt, o técnico manteve Mohamed Salah no banco, apostou na dupla Isak–Ekitike e colheu os frutos, mesmo com a lesão do sueco no segundo tempo. Agora, resta saber se o treinador holandês repetirá a fórmula bem-sucedida contra o Brentford na Premier League — ou se o astro egípcio voltará à equipe titular.
Antes do confronto em Londres, a tendência é que o treinador do Liverpool mantenha a base da equipe que brilhou na Champions, mas com possíveis ajustes: Mohamed Salah deve reassumir a vaga deixada por Alexander Isak, lesionado, enquanto Hugo Ekitike pode ser mantido como centroavante titular após marcar contra seu ex-clube. Florian Wirtz e Cody Gakpo devem seguir abertos pelos lados, com Curtis Jones mais avançado ao lado de Dominik Szoboszlai, e Alexis Mac Allister no papel de primeiro volante.
Na defesa do Liverpool, o escocês Andrew Robertson retoma a posição à frente de Milos Kerkez pelo lado esquerdo do setor defensivo dos Reds na temporada, e a lateral direita segue indefinida após a lesão de Jeremie Frimpong. Ainda assim, Arne Slot prefere manter o mistério sobre a escalação que levará a campo contra o Brentford, tentando consolidar a recuperação após semanas turbulentas, resultados que tiraram o Liverpool da liderança da Premier League contra o Chelsea, antes da pausa para a Data Fifa de outubro.
Apesar do resultado convincente na Champions, o técnico holandês ainda tem muito a ponderar antes do fim de semana. Se estivesse no lugar de Slot, você manteria o novo esquema ou devolveria a titularidade a Mohamed Salah na visita a Londres, quando o Liverpool tentará retomar o embalo na Premier League e seguir na perseguição ao líder Arsenal?

A titularidade de Mohamed Salah volta ao centro em debate no Liverpool
A decisão de Arne Slot de deixar Mohamed Salah no banco de reservas durante a goleada do Liverpool sobre o Eintracht Frankfurt levantou um questionamento inevitável: o treinador encontrou uma nova fórmula capaz de reduzir o protagonismo do craque egípcio?
O que aconteceu
O técnico Arne Slot surpreendeu ao montar o time em um 4-2-2-2 e apostar em Hugo Ekitike e Alexander Isak como dupla ofensiva, priorizando as contratações recentes e optando por preservar Mohamed Salah. O plano deu certo: o Liverpool venceu com autoridade, marcando cinco gols com cinco jogadores diferentes e apresentando uma dinâmica ofensiva renovada.
O que isso representa para Salah
A ausência de Salah entre os titulares não significa que o atacante perdeu espaço definitivamente, mas evidencia que ele já não é mais uma escolha automática. O técnico mostra disposição em variar suas opções táticas e adaptar o elenco às demandas de cada jogo. Salah continua sendo peça influente, mas agora precisa disputar seu espaço em um elenco mais competitivo e moderno.
O que pode vir a seguir
Caso Slot mantenha o mesmo sistema que funcionou na Alemanha, Salah pode iniciar no banco ou atuar em uma função diferente, dependendo do adversário. Em partidas que exigem experiência e poder de decisão imediato, o egípcio continua sendo a principal referência ofensiva. No entanto, o treinador avalia caso a caso, levando em conta a forma dos atacantes e a estratégia de jogo.
Conclusão
Em resumo, Salah não foi descartado, mas seu papel na equipe passa por reavaliação. Slot encontrou uma alternativa funcional e, com isso, abriu uma disputa legítima pela titularidade no ataque. O camisa 11 agora precisa provar, jogo a jogo, que ainda é indispensável no projeto do novo Liverpool.

Salah busca reafirmar protagonismo no Liverpool em meio à renovação ofensiva
O atacante Mohamed Salah vive um dos momentos mais desafiadores desde que chegou ao Liverpool. A chegada de Alexander Isak e Hugo Ekitike ampliou o leque de opções ofensivas de Arne Slot, tornando a concorrência pela titularidade mais acirrada do que nunca.
Por anos, o egípcio foi uma peça intocável no sistema do clube. Porém, as recentes variações táticas e o sucesso da nova dupla ofensiva colocaram seu status em xeque. Slot vem testando formações que priorizam mobilidade e intensidade — e, em algumas ocasiões, Salah começou no banco, algo impensável em temporadas anteriores.
Competição saudável e nova abordagem tática
A mudança reflete a filosofia de Slot, que valoriza pressão alta, rotação e movimentação constante entre os atacantes do Liverpool. Nesse cenário, Ekitike se destaca pela explosão nas diagonais e Isak pela presença de área e precisão nas finalizações. Salah, por sua vez, vem se adaptando ao novo estilo, utilizando sua leitura de jogo e experiência para contribuir na criação e organização ofensiva.
O estafe técnico reconhece sua importância técnica e mental no vestiário, mas entende que ele precisa se reinventar para permanecer central no projeto do clube.
A resposta em campo
Mesmo com menos minutos, Salah continua decisivo. Suas participações diretas em gols seguem elevadas e sua capacidade de aparecer nos momentos cruciais ainda o diferencia. Para Slot, o equilíbrio ideal passa por aproveitar o ímpeto dos jovens sem abrir mão da liderança e do instinto goleador do camisa 11 do Liverpool.
O que vem pela frente
Com o Liverpool envolvido em múltiplas competições, a rotação do elenco é inevitável — o que pode beneficiar Salah. Sua experiência em jogos grandes e histórico de regularidade o tornam uma arma valiosa para Slot, que parece mais interessado em adaptar o craque ao novo sistema do que substituí-lo.
Entre renovação, pressão e ambição, Salah vive um novo capítulo em Anfield. Sua missão agora é provar que, mesmo diante da nova geração vermelha, sua estrela ainda tem brilho suficiente para iluminar o ataque do Liverpool.
(Foto: Getty Images)