O Santos foi até a Argentina precisando vencer o San Lorenzo, no Nuevo Gasometro, para se recuperar na Copa Sul-Americana. Mas, depois de um primeiro tempo razoável, o time caiu muito com a saída de Rollheiser e ficou no 1 a 1 com os argentinos.
Desde o início, o Santos era o time que jogava para construir, mas o San Lorenzo parecia bem mais ligado. Em uma falha de Willian Arão, seguida de um erro de Brazão, o time da casa abriu o placar. Entretanto, Rollheiser, melhor em campo, deu uma linda arrancada, serviu Neymar, recebeu de volta e tocou de calcanhar para Gabigol, que empatou o jogo.
A esperança era que o Santos seguisse controlando a partida no segundo tempo, mas o que se viu foi um time mais lento e previsível, principalmente após a saída de Rollheiser. E assim, o duelo terminou em 1 a 1.
O resultado é péssimo para o Santos que segue na lanterna do grupo e agora precisa vencer os três jogos que restam para buscar a classificação direta. De positivo, vale ressaltar as atuações de Rollheiser e Oliva, além do fato de gol de Gabigol. Em relação a Neymar, mais uma atuação bem abaixo do que ele pode. Confira em detalhes como foi a partida.

Santos busca empate com belo gol coletivo
O jogo começou bem morno, como era de se esperar. O Santos tentava armar jogadas em passes pelo meio, enquanto o San Lorenzo tinha a defesa como principal pilar. A primeira chegada com perigo no ataque veio num erro pavoroso de Willian Arão, que foi desarmado na área por Cuello. O atacante saiu na cara de Brazão, mas o goleiro fechou o ângulo e jogou para escanteio.
O tiro de canto foi batido e Gabriel Brazão apareceu de forma ainda melhor. Romaña ajeitou para Auzmendi, que emendou uma puxeta para ver o goleiro efetuar uma defesaça, muito comemorada. Apagão no Santos salvo por Brazão.
O San Lorenzo seguiu tentando minar o Santos na base da transição, quando o Peixe não tinha um grande contingente na defesa. Apesar disso, as principais oportunidades vinham nas bolas paradas, como num escanteio aos 18 minutos em que Romaña subiu sozinho e cabeceou por cima.
O San Lorenzo era melhor em campo e o gol não demorou para sair. Willian Arão, totalmente desligado, perdeu a bola no meio-campo de forma feia para Gulli, que serviu Cuello. O atacante chutou de fora da área e Gabriel Brazão, mal posicionado, aceitou. Merecidamente os argentinos abriram o placar.
O gol animou o San Lorenzo e incendiou a torcida. Com isso, o time da casa foi para cima para tentar o segundo. Contudo, uma jogadaça de Rollheiser, que arrancou do meio-campo e tocou para Neymar, Ney devolveu e o argentino deu lindo passe de calcanhar para Gabigol finalizar sem chances para o goleiro, colocando 1 a 1 no marcador.
Depois do empate, o duelo ficou mais parelho, com os dois times se respeitando. Desta forma, o perde e ganha foi a tônica. A última oportunidade do primeiro tempo, no minuto derradeiro, foi do Santos. Num contra-ataque de manual, Gabigol tocou para Oliva que serviu Neymar, sozinho e com campo para avançar, mas ele recebeu e chutou de fora da área, perto da trave.
Segundo tempo onde nada aconteceu
A etapa complementar começou com o mesmo equilíbrio do final do primeiro tempo, o San Lorenzo tentava sair timidamente, enquanto o Santos parecia fazer uma pressão correta, tentando roubar a bola na fase ofensiva. A primeira chance mais contundente veio numa jogada de pé em pé que acabou com Bomtempo servindo Oliva e o uruguaio testando o goleiro Gill, aos 12’.
O tempo passava e a partida ficava morna e sem graça, as duas equipes não conseguiam criar chances de gol. O Santos tinha mais posse de bola, tentava trocar passes, mas Neymar estava mal tecnicamente e não conseguia fazer o time jogar. Desta forma, o jogo se arrastava e nada de importante acontecia.
E a partida se desenvolveu assim até o final. Com as duas equipes não passando perto de vencer. Desta forma, o Santos segue Ane vencer na Copa Sul-Americana e, para se classificar direto para a próxima fase, terá que vencer os últimos três jogos, sendo dois na Vila Belmiro.
Final: San Lorenzo 1×1 Santos
(Imagem de capa: REUTERS/Rodrigo Valle)



