O Santos gastou 13 milhões de dólares em reforços em reforços defensivos buscando reforçar o setor em que Juan Pablo Vojvoda mais enfrentou dificuldades durante a última temporada, com esperanças para uma campanha mais favorável no Brasileirão. No entanto, as chegadas de Alexis Duarte, Adonis Frías e Lucas Veríssimo acabaram não oferecendo o impacto esperado, ampliando o sentimento de dificuldades estratégicas para lidar com o sistema defensivo.
No entanto, é válido ressaltar que o Santos está sofrendo problemas coletivos acima de tudo, pois ao todo já foram oito gols cedidos em apenas quatro jogos no Brasileirão, sendo esta uma das defesas mais vazadas do campeonato. Há muitos lances sofridos por erros coletivos e individuais dos defensores e transições mal protegidas pelo meio-campo.
Uma das causas táticas apontadas por estes problemas consiste na exposição da linha defensiva devido à pressão alta mal executada e falta de compactação entre meio-campo e defesa, especialmente em transições ofensivas sem cobertura, gerando situações no 1v1 e bolas lançadas aleatoriamente que acabam gerando chances de gol para os adversários.
O atual panorama dos reforços defensivos do Santos em 2026
Em relação à falta de produção defensiva dos reforços do Santos, podemos iniciar esta análise tratando de Alexis Duarte, que chegou com status de reforço, mas não se firmou no elenco. O zagueiro acumulou poucos jogos (seis no total) antes de perder espaço na equipe e acabou emprestado ao Libertad-PAR em fevereiro de 2026, oficialmente, após sequência de atuações abaixo do esperado. Em sua estreia no Brasileirão, Duarte foi um dos protagonistas negativos, diretamente envolvido em erros que resultaram em gols sofridos, incluindo falhas de marcação e decisões defensivas imprecisas.
Outra decepção consiste em Adonis Frías, que está sendo uma presença mais regular na zaga titular do Santos ao lado de Luan Peres. O jovem oferece alguns atributos positivos como força física, capacidade de vencer duelos aéreos com frequência e uma leitura tática positiva já demonstrada no Defensa y Justicia e León. Por outro lado, Adonis apresenta muita lentidão nas transições, ficando para trás e criando espaço nas costas da linha defensiva, além de ter muita dependência das coberturas dos volantes, ficando exposto nos contra-ataques com a com a equipe frequentemente avançada sem equilibrar coberturas.
Por fim, a terceira grande contratação no sistema defensivo do Santos consiste em Lucas Veríssimo, sendo que sua contratação em 2026 ocorreu justamente para estabilizar a zaga. Diante das opções de elenco no momento, esta é a melhor opção, trazendo liderança e leitura de jogo para reduzir erros individuais no setor. Além disso, Veríssimo pode minimizar os buracos nas costas da linha defensiva após a perda da posse, além de contribuir com a melhor na saída de jogo sob pressão.
A chegada de Lucas Veríssimo representa um ajuste tático estratégico importante para organizar a linha defensiva e corrigir lacunas de coordenação, comunicação e leitura de jogo que se tornaram evidentes com Duarte e Frías, pois um time que não consegue manter a posse de bola e acaba sendo facilmente pressionado sem conseguir pressionar a linha de marcação.
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