O Santos foi um dos times que mais despertou expectativas na 8ª rodada do Brasileirão devido à estreia do técnico Cuca, depois da demissão de Juan Pablo Vojvoda. Diante do Cruzeiro em pleno Mineirão, o Peixe entrou em campo pressionado por um bom resultado na estreia de seu novo comandante, e o empate sem gols no Mineirão pode ser considerado como um bom início antes da paralisação para a Data Fifa, considerando principalmente a radical mudança no estilo de jogo entre os dois treinadores.
Desempenho do Santos na estreia de Cuca foi péssimo
Em um duelo marcado por mudanças recentes nos comandos técnicos, o que se viu foi um jogo travado desde os primeiros minutos. As duas equipes priorizaram organização defensiva e controle de espaços, em detrimento de volume ofensivo. O Cruzeiro tentou assumir a iniciativa, mas encontrou dificuldades claras na construção, tendo circulação lenta, pouca mobilidade entre linhas e baixa capacidade de infiltração. Não por acaso, a primeira finalização só aconteceu aos 28 minutos do primeiro tempo, sintoma de um ataque previsível e pouco agressivo.
Sem conseguir progredir por dentro, a Raposa apostou excessivamente nos lados do campo, mas com pouca qualidade nos cruzamentos e escassa presença na área. Os meias não conseguiram acelerar o jogo, e os laterais pouco contribuíram ofensivamente, tornando o sistema estéril.
Do outro lado, o Santos adotou uma postura mais reativa, com linhas compactas e foco em transições. Como esperado, o time comandado por Cuca priorizou a proteção da defesa, reduzindo espaços entre meio e zaga, o que dificultou ainda mais a criação do Cruzeiro. Sem Neymar, preservado, o time perdeu capacidade de desequilíbrio individual, mas compensou com disciplina tática. A marcação foi eficiente em bloquear o jogo interior adversário, forçando o Cruzeiro a atacar de forma previsível.
Quando teve a bola, o Santos buscou ataques mais diretos, explorando erros na saída adversária e tentando acelerar pelos corredores, mas ainda pecou na construção final e produziu poucas chances claras. A etapa final apresentou um leve aumento de ritmo, com o Cruzeiro tentando ser mais vertical e o Santos encontrando alguns espaços em transições. Ainda assim, o padrão se manteve: muita disputa no meio-campo e pouca criatividade no último terço.
Contudo, a melhor chance do jogo veio apenas nos acréscimos, quando o Santos chegou a balançar as redes com Barreal, mas o gol foi anulado por impedimento após revisão do VAR, lance que gerou forte contestação dos santistas e que causou uma representação do Peixe junto à CBF.
Cruzeiro e Santos precisam de melhorias urgentes
Mais do que um jogo isolado, o 0 a 0 escancarou questões estruturais, sobretudo do Cruzeiro. A equipe segue sem vencer e demonstra dificuldades claras na fase ofensiva, com baixa confiança e pouca fluidez coletiva. A pressão externa e o momento na tabela também pesam, impactando o desempenho mental e físico do elenco, deixando maior exepctativa para Artur Jorge.
Já o Santos, embora mais organizado defensivamente, ainda busca evolução ofensiva sob o novo comando. A equipe mostrou solidez, mas carece de maior repertório criativo, algo que tende a evoluir com o encaixe do modelo de Cuca.
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