A expectativa em torno do clássico San-São disputado na 2ª rodada do Brasileirão não era das melhores, pois Santos e São Paulo já andaram decepcionando muito o seu torcedor na atual temporada do futebol brasileiro. Ambos os times se enfrentaram recentemente pelo Paulistão e o Tricolor levou a melhor com vitória por 2 a 0 no Morumbis, deixando o Peixe em situação muito delicada pensando em classificação para as finais e potencialmente um cenário envolvendo rebaixamento nas rodadas finais, mas o torcedor ainda assim encheu a Vila Belmiro esperando por um novo capítulo no Brasileirão.
Infelizmente para o torcida que foi ao estádio com um pouco mais de esperança, o Santos não correspondeu bem em termos de resultado e acabou apenas empatando por 1 a 1, em um jogo marcado por vaias, cobranças aos jogadores e xingamentos à diretoria. Apesar de toda a enorme frustração, o Peixe necessita escapar dessa “espiral de crise” logo no início da temporada, pois dificilmente encontrará outro técnico capacidade para trabalhos à longo prazo.
Santos não manteve imposição tática do primeiro tempo e sucumbiu
O Santos entrou em campo pressionado por uma sequência negativa e desfalques pesados como Neymar e Willian Arão, e diante deste cenário, Vojvoda montou o time em um 4-3-3 com variações para o 4-4-2. A aposta em Zé Rafael foi positiva, pois além de proteger a zaga, foi essencial ao aproveitar o rebote de Rafael após chute de Adonis Frías para abrir o placar no último lance do primeiro tempo, deixando um pouco de lado as pesadas críticas recebidas pela torcida.
Buscando explorar as velocidades nas alas com Rony e Barreal, o Santos tentou esticar o jogo para aproveitar as costas dos alas do São Paulo, mas pecou na precisão dos passes longos de Gabriel Menino, e deixou o campo no primeiro tempo com a sensação de que poderia ter uma vantagem maior. No segundo tempo, o Peixe recuou demais, e a torcida impaciente com os 7 jogos sem vencer, passou a vaiar a equipe, aumentando o nervosismo na saída de bola e a indisposição com algumas atitudes da comissão técnica.
No entanto, obviamente que o futebol é feito por duas equipes, e o São Paulo também obteve méritos na busca pelo empate. Percebendo o Santos muito fechado, Hernán Crespo sacou o zagueiro Alan Franco para a entrada de Lucas Moura aos ’15 do segundo tempo. Atuando mais aberto pela direita, o veterano precisou de pouco tempo para cruzar na medida para Jonathan Calleri. O argentino, com seu posicionamento característico, antecipou a zaga e empatou de cabeça cinco minutos depois.
A mudança executada por Crespo desestruturou a marcação de Escobar e Luan Peres, enquanto Pablo Maia e Bobadilla controlaram o ritmo do meio-campo, impedindo que o Santos respirasse. Luciano ainda tentou uma bicicleta plástica que quase resultou na virada, mostrando a superioridade técnica do Tricolor na etapa final.
Santos precisará ter muito foco no Paulistão
O empate acabou tendo um gosto de derrota para o Santos, que vencia até a metade do segundo tempo e viu sua crise aumentar com os protestos das arquibancadas. Taticamente, o São Paulo foi mais corajoso, pois a leitura de jogo de Crespo ao abrir mão de um defensor para povoar o ataque foi o que garantiu o ponto fora de casa. Agora, o Peixe terá uma “decisão” contra o Noroeste na tarde deste domingo (8).
Imagem: Gazeta Press