James Rodriguez São Paulo
Brasileirão Futebol

São Paulo: James Rodríguez segue com o futuro incerto no clube antes da Copa América

James Rodríguez, jogador do São Paulo, está prestes a se juntar à seleção colombiana para a preparação da Copa América. Porém, sua situação no clube paulista está longe de ser estável. Com apenas três dias restantes antes da viagem para Barranquilla, James enfrenta incertezas quanto ao seu futuro com o técnico Luis Zubeldía.

A Colômbia iniciará sua preparação para a Copa América na próxima segunda-feira, com amistosos marcados contra os Estados Unidos e a Bolívia nos dias 8 e 15 de junho, respectivamente. James Rodríguez está fora do jogo contra o Talleres na próxima quarta-feira, o que pode indicar um desfecho pouco favorável em sua trajetória no Tricolor Paulista.

Futuro incerto no São Paulo

James, que não estará disponível para a partida do São Paulo contra o Talleres na próxima quarta-feira, 29, no Morumbi, encerrando a fase de grupos da Conmebol Libertadores, enfrenta um momento de baixa com o técnico Luis Zubeldía e pode até mesmo deixar de vestir a camisa tricolor.

Durante este ano, o jogador participou de oito jogos e marcou um gol. No entanto, apenas uma dessas partidas ocorreu sob o comando do novo treinador, e James jogou apenas por alguns minutos no empate sem gols contra o Palmeiras, pelo Brasileirão.

Apesar de ter contrato com o São Paulo até junho de 2025, é improvável que o colombiano retorne ao Brasil após os compromissos com a seleção. Há rumores de uma proposta de uma equipe espanhola pelo jogador, e a diretoria do São Paulo, que possui dívidas com o atleta, estaria disposta a negociá-lo em definitivo.

Zubeldía, em entrevista coletiva após a última partida, não deu garantias sobre o futuro de James no São Paulo após a Copa América. Ele mencionou que o espaço está aberto para todos os jogadores, mas deixou claro que as decisões serão tomadas conforme a necessidade da equipe.

“O espaço está para ele e para todos. Existe espaço. Com o tempo, vamos ver como fica a situação dele, mas eu dou espaço para todos. Quando tenho de tomar decisões, uns jogam e outros não. Mas é um jogador do elenco e está à disposição das decisões que tomamos.”

Além disso, ao discutir sobre o papel do jogador de criação no futebol moderno, Zubeldía sugeriu que não há mais a necessidade de um único jogador nessa função, que era ocupada por James. Suas declarações sugerem um distanciamento do estilo de jogo do colombiano.

“O último Mundial foi o Mundial dos volantes. A seleção argentina dominou grande parte das partidas, como tinha feito na última Copa América, através de bons volantes. Juntava três, quatro volantes, que na maioria eram 10 no início de carreira, e tinham bons controles de jogo. A segunda pergunta tem de ser quem vai te dar profundidade. Nesse caso, foi o Messi ou o Julian Fernandez, que está no City.

Não usaram o Lautaro, que está na Inter, porque ele precisa de outro atacante. Juntou jogadores para ter controle e profundidade. Acho que o futebol não necessita de um 10. Antes, tinha um único jogador que pensava e era o suficiente. Hoje, temos de ter o famoso 8. Para depois ir para os pés dos atacantes. Jogadores com boa dinâmica. E aí estamos fazendo um time importante.”

Zubeldía também fez uma ironia ao mencionar Lucas Moura, destacando sua decisão de retornar da Europa ao São Paulo por amor ao clube, não apenas por motivos financeiros. Essa declaração pode ser interpretada como uma indireta a outros jogadores que priorizam o aspecto econômico em suas decisões.

“Lucas é um jogador que vem da Europa num alto nível, vem por amor ao clube, não vem por dinheiro. É difícil encontrar jogadores que abram mão de dinheiro por amor ao clube. Você entendeu ou não?”

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