Luis Enrique, PSG
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Os segredos do PSG de Luis Enrique: ou segue seus princípios, ou não joga!

Luis Enrique é firme e direto na condução do Paris Saint-Germain: ou segue o que ele fala, ou “vaza”. Foi assim que ele levou a equipe francesa para a grande decisão da Uefa Champions League deste sábado contra a Inter de Milão, e espera dar ao clube o inédito troféu do continente europeu, há tempos tão desejado, e que se aproxima em meio a um segredo utilizado pelo espanhol.

Tendo sido um jogador coadjuvante em meio a times com uma porção de craques como Real Madrid e Barcelona, mas que se destacava por sua disciplina e entrega dentro e fora de campo, Luis Enrique fez do PSG uma máquina, mas para isso, precisou implantar mudanças um tanto questionáveis, porém, soube colocar seus comandados no prumo, e torná-los um dos principais elencos do futebol mundial. Em duas temporadas, o Paris conquistou seis títulos e agora cobiça a Liga dos Campeões, para consolidar definitivamente a filosofia do treinador espanhol, que já ganhou uma “orelhuda” sob o comando do Barça.

Luis Enrique, PSG
Foto: Getty Images

A filosofia secreta de Luis Enrique no PSG em busca da Champions

Com quase dois anos à frente do Paris Saint-Germain, abalado pela sequência de fracassos nas edições anteriores da Champions League, Luis Enrique assumiu uma equipe até então baseada num único atleta: o atacante Kylian Mbappé. Conduzindo o grupo com o astro, o técnico conseguiu guiar o time até títulos locais, mas acabou eliminado nas semifinais da Liga em 2023/24, e o viu deixar a França em direção ao Real Madrid, buscando ter o mesmo protagonismo e o tão sonhado troféu europeu.

Entretanto, apesar de manter a média de gols na Espanha, Mbappé não conseguiu se aproximar de uma Champions e parou nas quartas diante de um Arsenal que enfrentaria seu ex-clube na semi, e seria eliminado por um time com a cara e a filosofia de Luis Enrique, que promoveu intensidade e melhora nas finalizações. Se antes os franceses jogavam por um único nome, atualmente, a equipe conversa mais entre todos os pares, e faz o jogo se movimentar como nunca, garantindo o resultado esperado, e consagrando jogadores até então coadjuvantes.

Quem não segue o que Luis Enrique exige, não tem vida útil no PSG. Tanto que atacantes como Dembélé e Kvaratskhelia precisaram aprender na prática a não só atacar, mas também ajudar a parte defensiva do time, do contrário, deixariam o técnico com extrema preocupação. Houve um certo receio e pedidos dos atletas sobre flexibilizar os trabalhos durante o outono no velho continente, mas o comandante foi irredutível, e reafirmou que esse esforço seria benéfico para eles e para o Paris, caso existisse o desejo de alcançar o topo da Europa.

Com este envolvimento máximo do grupo, o PSG chegou à grande decisão da Liga dos Campeões tendo o maior número de jogadores no top 10 dos mais velozes, somando 1.904,53 km percorridos durante a campanha até Munique, contra 1.310 km da Inter. O ritmo de jogadores como João Neves, Vitinha, Marquinhos e Fabián Ruiz deram ao time de Luis Enrique a condição necessária para buscar o título inédito, e podem ser decisivos no jogo deste sábado, em que se espera muita luta, intensidade, e claro, a vitória da equipe que melhor se portar, mostrando méritos para levantar a taça.

Foto: RICHARD A. BROOKS/AFP