A Seleção Brasileira conquistou sua primeira vitória nesta Copa do Mundo ao superar o Haiti sem grandes dificuldades. Depois do empate contra o Marrocos na estreia, o time comandado por Carlo Ancelotti entrou em campo pressionado por uma resposta e conseguiu entregar uma atuação mais tranquila. Neste cenário, o resultado foi positivo, alguns jogadores aproveitaram a oportunidade para ganhar força dentro da equipe e o Brasil saiu de campo com motivos para comemorar.
No entanto, também existe um ponto importante que precisa ser levado em consideração. Apesar da vitória convincente, o nível apresentado pelo Haiti foi bastante baixo. Dessa forma, embora a partida tenha deixado sinais interessantes, ela também exige cautela na hora de avaliar o verdadeiro estágio da Seleção Brasileira neste início de Copa do Mundo.
Matheus Cunha mostrou que pode ser importante para a Seleção Brasileira
O Brasil já apresentava um desempenho superior antes mesmo de abrir o placar. A equipe tinha mais posse de bola, controlava as ações e encontrava espaços para se aproximar da área adversária. Porém, é verdade que o primeiro gol surgiu em um lance cercado por certa dose de sorte. Na jogada, houve discussão sobre uma possível falta de Matheus Cunha na disputa com o defensor haitiano. Além disso, a própria construção do lance contou com desvios e uma sequência confusa dentro da área. Ainda assim, o fato é que o Brasil já parecia mais próximo do gol naquele momento da partida.
A partir dali, o confronto mudou completamente. O Haiti precisou se expor mais, enquanto a Seleção Brasileira passou a encontrar espaços com muito mais facilidade. O cenário se tornou confortável para os brasileiros, que conseguiram controlar o jogo sem grandes sustos.
Dentro desse contexto, Matheus Cunha foi um dos principais vencedores da noite. O atacante recebeu uma oportunidade importante e conseguiu aproveitá-la. Além dos gols marcados, o jogador também chamou atenção pela movimentação. Em vários momentos, o jogador deixou a referência ofensiva para participar da construção das jogadas, ajudando o meio-campo e criando espaços para os pontas atacarem.
Isso não significa que a disputa por posição esteja encerrada. Porém, é difícil ignorar o impacto que ele teve no jogo. Em uma Copa do Mundo, onde cada oportunidade pode mudar hierarquias dentro do elenco, Cunha deu um passo importante para ganhar espaço com Ancelotti.
Vitória não pode enganar a Seleção Brasileira
Ao mesmo tempo em que a Seleção Brasileira fez sua parte, também é necessário olhar para o outro lado. O Haiti contribuiu bastante para que a partida se tornasse confortável. A equipe apresentou muitos problemas defensivos, ofereceu espaços constantemente e teve dificuldades para competir em vários momentos do confronto. Os erros de posicionamento facilitaram o trabalho dos brasileiros, principalmente nas jogadas em profundidade.
Em alguns lances, os atacantes da Seleção Brasileira encontravam espaço para correr praticamente sem oposição. Isso permitiu que jogadores como Vinicius Júnior recebessem a bola em condições ideais para acelerar e atacar a defesa adversária. Naturalmente, não é culpa do Brasil que o adversário tenha apresentado tantas fragilidades. A Seleção fez aquilo que se espera de uma equipe favorita: aproveitou os erros, construiu a vantagem e confirmou a vitória sem sofrimento.
O problema é acreditar que esse jogo respondeu todas as dúvidas deixadas pela estreia contra o Marrocos. A realidade é que o Haiti ofereceu desafios muito diferentes daqueles que o Brasil provavelmente encontrará contra seleções mais fortes ao longo do torneio.
Neste cenário, a vitória deve ser vista de forma equilibrada. Existem pontos positivos, principalmente o crescimento de Matheus Cunha e a maneira como o time conseguiu controlar o confronto após abrir o placar. Porém, ainda será necessário observar a equipe contra adversários mais qualificados para entender exatamente o potencial da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
A Seleção conquistou três pontos importantes, ganhou confiança e viu alguns jogadores se destacarem. Mas, neste momento, o resultado diz mais sobre a obrigação cumprida do que sobre uma confirmação definitiva de força. Afinal, os testes mais difíceis ainda estão por vir.
Créditos da foto de capa: AFP.