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Seleção Brasileira supera problemas táticos e problemas físicos viram inimigo número 1

Durante muito tempo, discutir a Seleção Brasileira deixava os torcedores extremamente confusos e perdidos em relação ao modelo de jogo, devido justamente à falta de um padrão, principalmente por conta de um ciclo atordoado e com diversos treinadores. Falava-se de falta de organização, de dificuldades na ocupação dos espaços, de um time que parecia depender demais de talento individual e pouco de estrutura coletiva. Ou seja, uma Seleção com jogadores muito acima do talento de outras seleções, mas não funcionava como equipe.

Nos últimos meses, porém, algo curioso começou a acontecer. Muitos dos problemas táticos mais evidentes parecem estar sendo gradualmente corrigidos sob comando de Carlo Ancelotti, e a Seleção Brasileira passou a apresentar momentos de maior compactação, uma pressão mais coordenada em determinados trechos das partidas e transições ofensivas um pouco mais claras, deixando claro finalmente uma sensação de que há um processo de construção em andamento.

Seleção Brasileira é dependente de alguns jogadores específicos

Por outro lado, justamente quando o time começa a encontrar caminhos dentro de campo, surge um novo obstáculo ainda mais complexo: a condição física de seus principais jogadores, com menos de 100 dias restantes para o início da Copa do Mundo 2026. Neste momento, o maior adversário da Seleção Brasileira não parece ser um rival específico ou uma questão estratégica, mas sim a incerteza sobre quem estará disponível.

O caso mais emblemático talvez seja o de Éder Militão. Durante o último ciclo, o zagueiro se consolidou como uma peça fundamental na defesa brasileira. Sua velocidade de recuperação e capacidade de defender grandes espaços eram características essenciais para qualquer proposta de jogo que envolvesse linhas defensivas mais altas. Quando o experiente zagueiro do Real Madrid está ausente, o impacto não é apenas individual e altera a lógica da própria estrutura defensiva.

No meio-campo, a dependência de Bruno Guimarães revela outro ponto sensível. O volante tornou-se um dos poucos jogadores capazes de organizar a saída de bola brasileira com consistência. Sua leitura de jogo, a capacidade de conectar setores e o equilíbrio que oferece fazem dele uma engrenagem central no funcionamento da equipe. No entanto, não existem muitas peças no banco de reservas com exatamente o mesmo perfil.

Rodrygo: A peça fundamental que desfalcará a Seleção Brasileira

Ancelotti depende muito da velocidade e da criatividade de jogadores como Raphinha e Rodrygo. Ambos oferecem algo essencial ao jogo brasileiro moderno: mobilidade. Diferentemente do atleta do Barcelona em que está mais do que confirmado (por enquanto), o jogador do Real Madrid não estará representando a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Rodrygo, na Seleção Brasileira, representa uma espécie de peça híbrida, com capacidade para atuar aberto, por dentro ou até como referência móvel no ataque, dando fluidez ao sistema ofensivo. Contudo, a sua lesão sofrida contra o Getafe nesta semana acabou criando um vácuo no time, deixando maiores as expectativas para a convocação visando os amistosos diante de França e Croácia na próxima semana.

Existem alguns jornalistas apontando que esta seria a oportunidade perfeita para Neymar ser testado, mas considerando que a Seleção Brasileira tende a centralizar sua construção ofensiva no atacante do Santos e existam dúvidas severas sobre o preparo do atleta para jogos de altíssimo nível, talvez esta acabe não sendo a melhor solução no momento.

Imagem: Divulgação