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Seleção Brasileira tem zaga encaminhada para 2026, mas dois nomes ainda brigam por vaga!

A Seleção Brasileira passou por maus bocados no sistema defensivo nos últimos anos. Quando esteve nas mãos de Fernando Diniz e Dorival Júnior, o cenário era, sem exagero, caótico. Mas agora, com Carlo Ancelotti no comando, dá até para dizer que o jogo virou, e virou bonito. Se antes o ataque era a joia da coroa, hoje não é nenhum absurdo afirmar que a defesa da Amarelinha está em prateleiras superiores ao que se costuma chamar de “alto nível”.

Com um treinador cascudo como Ancelotti no banco, o time respira com mais segurança. O italiano, que já construiu defesas lendárias por onde passou, tem as suas convicções bem claras para as próximas Datas FIFA. E mesmo com a Copa do Mundo de 2026 ainda um pouco distante, já dá pra ver qual é a linha que ele pretende seguir. Só que, claro, ninguém tem vaga garantida. Aparecer bem agora não é sinônimo de passaporte carimbado pro Mundial. A briga tá aberta.

Ancelotti faz questão de mostrar que todo mundo precisa correr atrás. E alguns jogadores, vale dizer, estão agarrando suas chances com unhas e dentes. É o caso do Alexsandro, do Lille, que foi convocado pela primeira vez com o italiano e, desde então, virou figurinha carimbada entre os onze titulares. Gabriel Magalhães e Marquinhos também são presenças esperadas nas próximas listas. A base tá formada.

Mas aí entra o ponto quente da discussão: a última vaga na zaga.

Seleção tem dois nomes excelentes disputando a última vaga

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Foto: Rodrigo BUENDIA / AFP

 

A Seleção Brasileira, que por muito tempo parecia só sobreviver no setor defensivo, agora começa a sonhar com uma Copa do Mundo competitiva e sim, dá pra colocar isso na conta de Ancelotti. Mesmo que o futebol ainda não tenha encantado, o sistema defensivo evoluiu demais. E o mais curioso: isso aconteceu mesmo sem dois dos nomes mais fortes estarem à disposição naquela época.

Com a presença de Alexsandro, Marquinhos, Beraldo e Léo Ortiz, o técnico já conseguiu transformar a defesa da Seleção da água pro vinho. E, na próxima convocação, o cenário deve ter uma cara parecida: os dois da Ligue 1 seguem firmes, Gabriel Magalhães volta, e Fabrício Bruno, do Cruzeiro, aparece como alternativa. Mas atenção: Éder Militão e Bremer estão voltando. E a briga vai ficar séria.

Éder Militão: a carta curinga

Militão Seleção
Foto: Richard Callis/Eurasia Sport Images/Getty Images

 

Militão surgiu na Seleção como lateral-direito, mas foi quando se fixou de vez como zagueiro que deu um salto absurdo na carreira. No Real Madrid, virou peça-chave do elenco de Ancelotti e um dos melhores defensores da Europa em 2022. Era o dono da posição na Seleção naquele período. Alto nível, leitura de jogo e imposição física: era um combo que assustava os adversários.

Só que as lesões não deram trégua. Foram várias, algumas gravíssimas, e isso acabou afastando Militão das convocações. Agora, com ele voltando a ganhar ritmo, o nome dele entra de novo na conversa como uma possível quarta peça da zaga. E mais: ele ainda pode quebrar um galho na lateral-direita, posição hoje ocupada por Vanderson e Wesley. Ambos têm mostrado serviço, mas se Militão voltar com tudo, vai ser difícil deixá-lo fora, ainda mais com essa versatilidade.

Bremer: o tanque da Velha Senhora

Bremer Seleção
Foto: Reprodução/Seleção Brasileira

 

Já Bremer foi uma das grandes surpresas da Seleção em 2022. No começo, teve dificuldades de adaptação na Juventus, mas assim que se encaixou no sistema, virou um dos pilares defensivos do time. Volta nesta pré-temporada já mostrando que a zaga bianconera tem outra cara com ele em campo.

O estilo de jogo físico do futebol italiano caiu como uma luva pro defensor brasileiro. Ele é forte, difícil de ser batido no mano a mano e dominante no jogo aéreo. Em bolas paradas, é praticamente um paredão. E mais: tem leitura de jogo acima da média. Antecipação, corte de linha de passe, interceptações… tudo isso faz parte do pacote Bremer.

É um zagueiro que decide em milésimos de segundo. Inclusive, chegou a chamar atenção do Manchester United em seu auge. Os ingleses fizeram uma sondagem, mas a Juventus bateu o pé, pediu alto, e ficou por isso mesmo.

Dá pra levar os dois?

Olha, o Brasil tem uma dor de cabeça das boas aí. Pensar em uma Copa do Mundo sem Éder Militão ou Bremer, caso estejam saudáveis, beira o absurdo. E, pra ser bem direto, o ideal seria levar os dois. São perfis diferentes, mas que se complementam e oferecem alternativas interessantes para diferentes contextos de jogo.

A defesa da Seleção, que já foi um problemão, hoje é motivo de otimismo. E com essa disputa acirrada por vagas, quem ganha é o torcedor. Que venha 2026, com zaga forte, sólida e, se possível, carregando uma taça na bagagem.

Foto: Imago