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Futebol La Liga

Simeone continua com seu problema em encaixar atacantes

Simeone ainda não encontrou a fórmula perfeita no ataque

Os amistosos de pré-temporada e a estreia contra o Espanyol pareciam indicar Álex Baena como parceiro ideal de Julián Álvarez no ataque do Atlético de Madrid. O almeriense parecia ter encontrado seu espaço logo atrás do argentino, atuando como segundo atacante e dando liberdade para Julián flutuar pela frente. Muitos torcedores esperavam que essa dupla fosse a solução ofensiva do time nesta temporada, mas a vida mostrou que nem tudo é tão simples.

A chegada de Thiago Almada e as dúvidas sobre o desempenho dos outros atacantes fizeram Simeone optar por Baena como a escolha mais segura para começar a temporada. Contudo, essa solução durou pouco. Uma lesão muscular afastou Baena das primeiras partidas, deixando o técnico argentino sem alternativas claras. Com isso, o Cholo precisou reorganizar novamente seu setor ofensivo, o que acabou criando instabilidade na formação titular e forçou ajustes de última hora.

Com Baena fora, Simeone voltou a olhar para Alexander Sorloth como opção. O norueguês começou como titular diante do Elche e mostrou uma de suas qualidades mais esperadas: marcou o gol do time. Mas, mesmo com a presença de Sorloth, o Atlético ainda sentiu falta de consistência na frente. O problema do Cholo é que não basta marcar gols isolados; o time precisa de regularidade e segurança na finalização, algo que o norueguês ainda não conseguiu entregar.

Sorloth e Julián Álvarez: gols, mas falhas preocupantes

Sorloth já havia participado dos minutos finais contra o Espanyol, mas seu desempenho ainda não convenceu completamente Simeone. Apesar do gol diante do Elche, o norueguês desperdiçou uma chance clara em outro lance, reforçando a sensação de irregularidade. Para o Atlético, a inconsistência de Sorloth na frente é uma preocupação constante. O time precisa de alguém confiável para converter chances em gols e, até agora, ele ainda não atingiu esse nível.

Julian Álvarez, autor do outro gol do time no começo da temporada, também apresentou falhas. No duelo contra o Elche, o argentino mostrou uma de suas piores versões da temporada. Perdeu passes, se posicionou de forma errada em momentos importantes e deixou a defesa vulnerável em algumas situações. Ainda que tenha talento, sua atuação até aqui evidencia que o Atlético depende muito da inspiração individual para produzir chances.

O problema não é apenas a pontaria ou a finalização. Simeone busca jogadores que também contribuam no jogo coletivo, e tanto Sorloth quanto Álvarez ainda não conseguiram mostrar consistência nesse aspecto. Para o treinador, a dificuldade está em encaixar os atacantes de forma que o time funcione de maneira fluida, mantendo a intensidade defensiva sem perder presença ofensiva. Até agora, os sinais não são totalmente animadores, e a torcida começa a questionar se a linha de frente será suficiente para enfrentar os grandes desafios da La Liga.

Griezmann e Raspadori ainda não apareceram

Enquanto isso, Antoine Griezmann e Giacomo Raspadori, que eram esperados como peças de impacto, ainda não justificaram a confiança de Simeone. Griezmann, em um momento complicado como goleador, não conseguiu encontrar seu papel no time. O francês é visto como uma alternativa para mudar o jogo quando necessário, mas até agora não trouxe clareza ou soluções concretas para o ataque. Sua presença em campo, esperada como um fator decisivo, ainda não produziu o efeito desejado.

Raspadori, por sua vez, também começou a temporada de forma discreta. Contra o Espanyol, deixou alguns lampejos de talento, mas acabou cometendo um erro defensivo em uma bola parada que resultou no empate. No confronto seguinte, diante do Elche, buscou criar chances e mostrar serviço, mas novamente não conseguiu ser decisivo. A dupla de suplentes precisará melhorar rapidamente se o Atlético quiser competir de maneira consistente na La Liga e na Europa.

A dificuldade de Simeone em encaixar seus atacantes levanta uma questão clara: qual é a melhor combinação ofensiva para este Atlético? O treinador argentino terá de testar diferentes opções, ajustar posições e explorar a química entre seus jogadores de frente, sem comprometer o equilíbrio defensivo que sempre caracterizou sua equipe. Até agora, a busca por essa fórmula ideal continua sendo o maior desafio do setor ofensivo.

Um ataque ainda em construção

O Atlético de Madrid ainda precisa de mais soluções ofensivas. A irregularidade de Sorloth e Álvarez, somada à falta de impacto de Griezmann e Raspadori, mostra que Simeone ainda não encontrou a combinação perfeita. O técnico terá de lidar com lesões, pressão da torcida e a necessidade de resultados imediatos, especialmente em partidas complicadas contra times do meio e do topo da tabela.

A verdade é que, embora o Atlético tenha qualidade no papel, o entrosamento e a confiança dos atacantes ainda precisam ser trabalhados. Simeone, conhecido por sua disciplina tática e exigência máxima, terá de equilibrar oportunidades, minutos de jogo e ajustes estratégicos para finalmente acertar o setor ofensivo. Até lá, cada jogo será uma prova para o técnico e para os jogadores, e qualquer falha na frente pode custar caro.

Com os próximos jogos se aproximando, a pressão só aumenta. Simeone precisa de soluções rápidas e criativas para que seu ataque funcione de forma consistente, e os atacantes terão que mostrar que são capazes de corresponder às expectativas e levar o Atlético a um desempenho à altura da sua tradição.