O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) anunciou que denunciará o Atlético-MG devido aos tumultos registrados na Arena MRV durante a partida de volta da final da Copa do Brasil. O jogo, marcado por incidentes graves, resultou na vitória do Flamengo por 1 a 0 e gerou tensão dentro e fora do campo, com bombas arremessadas no gramado e tentativas de invasão na área destinada aos jogadores e à arbitragem.
Na confusão, torcedores do Atlético-MG lançaram objetos explosivos em direção aos jogadores do Flamengo, e alguns tentaram ultrapassar as grades para invadir o campo. Embora a segurança do estádio tenha impedido que os invasores chegassem ao gramado, o clima de hostilidade permaneceu nas arquibancadas. Houve confrontos entre torcedores atleticanos e forças de segurança da PM-MG, e brigas entre torcedores nas cadeiras, agravando ainda mais a situação.
Atlético-MG responde aos acontecimentos
Em resposta aos episódios de violência, o Atlético-MG emitiu um comunicado oficial no qual expressou compromisso em colaborar com as autoridades para identificar os responsáveis e adotar medidas rigorosas para que novos episódios como esse não ocorram. Em nota, o clube afirmou:
“A respeito dos incidentes ocorridos na Arena MRV durante a disputa da final da Copa do Brasil, o Atlético vai colaborar com as autoridades para identificar os infratores e tomará medidas enérgicas para que os fatos não se repitam no futuro.”
Possíveis penalidades e o enquadramento do Atlético no STJD
De acordo com o STJD, a denúncia será oficializada após análise dos relatórios do árbitro Raphael Claus, que registrou os incidentes na súmula da decisão. O Atlético-MG deverá ser enquadrado no Artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que exige que os clubes tomem medidas para evitar e reprimir tumultos, invasões de campo e o arremesso de objetos que coloquem em risco a integridade dos envolvidos.
Caso a denúncia seja aceita, o Galo poderá enfrentar sanções severas, que vão de uma multa de R$ 100 a R$ 100 mil, até a perda de mando de campo de uma a dez partidas em competições organizadas pela CBF. A decisão deve ser anunciada na próxima semana, após o tribunal desportivo concluir a análise da denúncia e das evidências.