O Palmeiras foi a bola da vez na entrevista coletiva do técnico Ricardo Gareca antes da partida entre Chile e Brasil, nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), no Estádio Nacional, em Santiago, pela 9ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.
Há 10 anos, Gareca aterrissou em solo brasileiro para comandar o Palmeiras, então recém-promovido à Série A de 2014. A passagem, porém, não durou mais que três meses. O argentino registrou no Verdão um aproveitamento de 33% em 12 jogos, com quatro vitórias, um empate e oito derrotas, escapando por pouco de um novo rebaixmento.
Substituído curiosamente por Dorival Júnior, rival desta noite, Ricardo Gareca demonstra ter boas lembranças de sua jornada no Palmeiras. O treinador citou que apesar dos resultados negativos, nunca lhe faltou apoio e força para enfrentar as críticas, pois deixou o clube uma situação ruim no Brasileiro, e Dorival foi o responsável por tirar o Alviverde do Z-4 na reta final.
O Palmeiras às vezes me faz rir pela magnitude do clube que eu pude conhecer, espetacular. Porque mesmo não ganhando, tivemos apoio em todos os momentos. Além das críticas, a verdade é que se eu tiver que falar sobre o Palmeiras, no pouco tempo que tive, tenho que falar maravilhas.”
— O que aconteceu foi que não ganhávamos. Íamos às coletivas de imprensa, e me perguntavam: ‘Gareca, você vai continuar?’, e eu sempre dizia ‘sim, tenho força’. Até que um dia o presidente estava lá, ou o vice-presidente, e quando me escutaram falar assim, se levantaram e saíram, então eu entendi que a situação era complicada. Mesmo sem obter os resultados, sempre estávamos fortes. Sempre fomos fortes”, lembrou.

Gareca compara momento do Chile com o Palmeiras de 2014
Além de expor sua história com o Palmeiras, Ricardo Gareca citou que o momento vivido na seleção chilena se assemelha ao que viveu há dez anos no Alviverde. Contratado pelo Chile em janeiro, o técnico argentino tem duas vitórias, um empate e quatro derrotas. Mesmo assim, garante ter o apoio da direção, e estar sendo bem tratado como foi no Brasil.
“Se tenho o que falar do Chile até agora é que me tratam muito bem. Ou seja, em termos da semelhança que vejo com o Palmeiras e a semelhança que vejo com o Chile, a verdade é que além das críticas que são razoáveis, compreensíveis, e que aceito, o tratamento que estamos recebendo de todos, da diretoria, de toda a minha equipe de trabalho que tem a ver com os chilenos, departamento médico, jogadores, as pessoas”, comparou Gareca.
“Se eu tiver que falar com você, bom é algo bem parecido. Me sinto uma pessoa respeitada, sinto que facilitam tudo para mim, como me facilitaram no Palmeiras. A única coisa que anseio e desejo é durar, e poder terminar o trabalho”, finalizou.
Nas Eliminatórias para 2026, o Chile é o vice-lanterna, com apenas cinco pontos em oito jogos. A diferença para a Venezuela, que é a sexta colocada, é de cinco pontos.