Nesta segunda-feira (24), Thiago Seyboth Wild sofreu mais uma derrota em 2025. O atual número 2 do Brasil, 86º no ranking da ATP, passou um longo período o n.º 1 do país. No entanto, com uma grande oscilação, muitos se perguntam se o tenista ainda irá mostrar algo a mais.
Com um grande hype no começo de sua carreira, sua melhor posição no ranking mundial foi 58º. Isso aconteceu em maio de 2024 e, desde então, não foi capaz de melhorar. Após derrota para Gustavo Heide (160º), no ATP 250 de Santiago, os questionamentos sobre Wild voltam.
Thiago Seyboth Wild em 2025

No final de 2024, Thiago Seyboth Wild passou por cirurgias e seu retorno não tem sido bom. Suas únicas vitórias na atual temporada aconteceram no ATP 250 de Buenos Aires. Na ocasião, venceu de Facundo Díaz Acosta e Sebastián Baez.
Só que, só em 2025, o tenista já tem oito partidas. A partida da Copa Davis não vale pontos para o ranking da ATP. As seis derrotas foram:
- Fabian Marozsan – Australian Open, 3/6, 7/6(5), 5/7, 7/5 e 5/7;
- Ugo Blanchet – Challenger de Quimper, 6/4 e 7/6(7);
- Arthur Fils – Copa Davis, 6/1 e 6/4;
- Laslo Dere – ATP 250 de Buenos Aires, 7/6(3) e 6/3;
- Jaume Munar – Rio Open, 6/4, 3/6 e 6/0;
- Gustavo Heide – ATP 250 de Santiago, 7/5 e 6/2.
Com um tênis abaixo do esperado, Thiago também tem perdido a cabeça durante as partidas. Na derrota para Heide, o n.º 2 foi quebrado no 12º game do primeiro set, sofrendo a derrota por 7/5. Ao perder, Wild jogou sua raquete no chão.
Sem se recuperar mentalmente, não mostrou uma reação em quadra e perdeu por 6/2. Para piorar, explodiu de vez ao final do jogo, quebrando sua raquete e a jogando em direção ao seu banco antes de cumprimentar Gustavo na rede.
Grande parte das críticas contra Wild são sobre o seu comportamento em quadra. O tenista não mostra muitas opções de jogo e, quando não consegue seguir o que planejou, se irrita. Oscilando não apenas em sua carreira, Thiago se mostra desequilibrado nas partidas.
Carreira abaixo do esperado
Cada vez mais questionado por brasileiros, Wild tem perdido espaço. Para muitos, o atleta também já não devia estar sendo chamado para as disputar em que defende o Brasil, como a Copa Davis. E o resultado contra Fils só serviu para aumentar essa ideia.
Outro ponto importante é reconhecer que o tenista nunca alcançou aquilo do que era esperado dele. Seu hype, no começo da carreira, não era de que iria brigar para ficar entre os melhores do mundo, no top 10. Mas que poderia se firmar no top 50, no top 30.
Isso não aconteceu e sua melhor posição é a 58ª no ranking. Na próxima atualização, pode até mesmo estar fora do top 90. O brasileiro também já perdeu o n.º 1 do Brasil e, caso a crescente de João Fonseca (78º) continue como esperado, não irá recuperar.
Muitos podem afirmar que fatores além do esporte o atrapalharam. Acusado de abuso pela ex-namorada, Thiago lida com processos na Justiça brasileira. O caso veio a público apenas em 2021, com processo aberto pela ex em setembro daquele ano.
Só que, com 24 anos, Wild ainda não mostrou grandes resultados em sua carreira. Em 2018, foi campeão no US Open juvenil, mesmo ano que estreou no Circuito da ATP. Seu único título veio no ATP 250 de Santiago, em 2020. Desde então, não participou nem de finais.
Mesmo que a polêmica tenha atrapalhado seu desenvolvimento, o brasileiro já não tinha resultados antes das primeira notícias sobre o assunto. Ainda jovem, pode até se reencontrar. Mas, para isso, Thiago Seyboth Wild vai precisar reinventar seu tênis. O que apresenta até o momento não tem dado resultado e, além disso, os adversários já entenderam seu jogo.
Foto: Benjamín Villela/Chile Open