A passagem de Igor Tudor pelo comando do Tottenham Hotspur entrou rapidamente para a lista de experiências malsucedidas da temporada. Contratado para evitar um cenário extremo na reta final da Premier League, o treinador croata não conseguiu reagir à crise e acabou deixando o clube após pouco mais de um mês, com desempenho muito abaixo do esperado e apenas sete jogos no comando da equipe.
Houve um acordo mútuo e respeito por parte dos Spurs na divulgação pelo fim precoce do contrato divulgando inclusive apoio ao profissional devido ao falecimento de seu pai. No entanto, ninguém consegue disfarçar que o real motivo consistiu na falta de ambiente interno entre Igor Tudor e os jogadores do Tottenham, principalmente após a situação ocorrida contra o Atlético de Madrid, pela UEFA Champions League.
Diante do risco real de rebaixamento (algo impensável para um clube do porte dos Spurs) a diretoria passou a estudar alternativas emergenciais. O perfil buscado (segundo a imprensa inglesa) varia entre nomes com forte ligação com o clube, técnicos experientes em “missões de resgate” e treinadores com ideias mais modernas, mas que exigiriam tempo de implementação. A seguir, veja uma lista montada pela Playmaker Brasil com cinco possíveis nomes.
Tottenham e os possíveis substitutos de Igor Tudor
Ryan Mason: conexão com o clube
Um dos nomes mais citados internamente é o de Ryan Mason, ex-jogador e figura conhecida no ambiente do Tottenham. Apesar da pouca experiência e resultados modestos como técnico, sua identificação com o clube é vista como um possível fator motivacional em um elenco abalado.
Robbie Keane: ascensão fora da Inglaterra
Outro nome ligado à história do clube é Robbie Keane, que vem construindo carreira como treinador fora do eixo tradicional europeu. Seus trabalhos recentes indicam evolução tática e capacidade de gestão, embora ainda exista dúvida sobre sua adaptação imediata à Premier League.
Sean Dyche: especialista em evitar quedas
Com perfil mais pragmático, Sean Dyche aparece como uma solução direta para o momento. Reconhecido por montar equipes competitivas e organizadas defensivamente, ele se encaixa no tipo de técnico que prioriza resultados em cenários críticos, exatamente o que o Tottenham necessita agora.
Roberto De Zerbi: aposta em identidade ofensiva
Já Roberto De Zerbi representa uma escolha mais ambiciosa. Adepto de um estilo ofensivo e sofisticado, o italiano traria uma identidade clara de jogo, mas sua metodologia demanda tempo, algo escasso para um time lutando contra o rebaixamento.
Mauricio Pochettino: o retorno idealizado
Por fim, o nome mais simbólico é o de Mauricio Pochettino, ainda muito identificado com o clube após seu ciclo marcante. Embora seja visto como opção mais realista para o futuro do que para o curto prazo (principalmente devido ao trabalho em andamento na seleção dos Estados Unidos em ano de Copa do Mundo), sua possível volta reflete o apelo emocional em meio à crise.
E agora, Tottenham? A troca constante de treinadores escancara um problema maior no Tottenham. A chegada de Tudor já havia sido uma aposta de risco: um técnico com histórico de “apagar incêndios”, mas sem tempo suficiente para implementar mudanças profundas.
Imagem: AFP