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Tottenham mostra futebol competitivo na derrota para PSG! Veja análise da estreia oficial de Thomas Frank

O Tottenham começou a temporada 2025/26 com um revés doloroso. Após abrir 2 a 0 sobre o PSG, atual campeão da Champions League, a equipe londrina sofreu o empate nos acréscimos e acabou ficando com o vice-campeonato da Supercopa da UEFA, perdendo por 4 a 3 nos pênaltis, nesta quarta-feira (13), no Bluenergy Stadium, em Udine, na Itália. Mesmo diante de um desfecho frustrante, houve pontos positivos a destacar. Os Spurs foram superiores, mais intensos e competitivos durante, pelo menos, 60 minutos de jogo. Além disso, já é possível perceber uma das novas armas do time sob o comando de Thomas Frank: a força nas bolas paradas.

Apesar do resultado negativo, muitos torcedores do Tottenham já haviam deixado o estádio quando o PSG ergueu o troféu. Os jogadores, porém, permaneceram para aplaudir o adversário, conscientes de que estiveram muito próximos da conquista. Na última temporada, sob o comando de Ange Postecoglou, o time do norte de Londres quebrou um jejum de 17 anos sem títulos ao conquistar a UEFA Europa League, vencendo o Manchester United por 1 a 0 na final. Mesmo assim, o treinador australiano deixou o cargo e deu lugar a Thomas Frank, destaque pelo trabalho no Brentford.

“Houve muito o que admirar na atuação determinada do Tottenham, num duelo que colocou o campeão da Europa League frente a frente com o vencedor da Champions e agora da Supercopa. Micky van de Ven e Cristian Romero não apenas conseguiram conter o poderoso ataque do PSG por boa parte do jogo, como também foram os autores dos gols que quase garantiram um triunfo histórico em Udine”, destacou Thomas Frank após a partida.

A marca do treinador dinamarquês em sua estreia oficial no comando técnico do Tottenham na final da Supercopa da UEFA, já ficou evidente: dois gols originados em jogadas ensaiadas, lançamentos longos explorados por Kevin Danso pelas duas laterais e um meio-campo com João Palhinha, Rodrigo Bentancur e Pape Sarr trabalhando intensamente na proteção defensiva. Pedro Porro, por sua vez, foi peça-chave para a variação tática de uma linha de quatro para cinco defensores.

Por fim, o técnico Thomas Frank também ressaltou o potencial de Mohammed Kudus no Tottenham, ainda que a partida não tenha sido a ideal para mostrar seu jogo mais criativo. O treinador lida, no momento, com a ausência de um camisa 10 de origem, já que James Maddison está fora e Morgan Gibbs-White não foi integrado. Após um amistoso desastroso contra o Bayern de Munique, a expectativa era ver uma postura mais aguerrida, e foi exatamente isso que os Spurs entregaram.

No entanto, o PSG soube aproveitar o tempo final, com Fabian Ruiz equilibrando o meio-campo, Lee Kang-In mostrando frieza na criação e Ousmane Dembélé sendo decisivo para o empate. A disputa de pênaltis refletiu o roteiro do jogo: vantagem inicial de 2 a 0 para o Tottenham, mas virada francesa no placar final. Mesmo assim, a entrega da equipe foi notável, embora o controle dos minutos finais tenha escapado. Agora, o foco se volta para a estreia na Premier League, contra o Burnley, neste sábado (16), às 11h (horário de Brasília), no Tottenham Hotspur Stadium.

“Teremos pouco tempo para nos preparar para o Burnley, e o desafio será completamente diferente. Entendo que jogadores e torcedores sintam frustração, pois estivemos muito perto de vencer o PSG. Mas essa é a mentalidade que vamos levar para a temporada”, concluiu o técnico.

Foto: Getty Images

Tottenham evidencia força nas bolas paradas com Thomas Frank

Melhor durante boa parte do confronto, o Tottenham abriu o placar aos 38 minutos do primeiro tempo em cobrança de falta batida pelo goleiro Vicario, que encontrou a segunda trave. Após um desvio e defesa de Chavelier em finalização de Palhinha, Van de Ven empurrou para o gol. Logo no início da segunda etapa, Pedro Porro repetiu a receita: bola longa na segunda trave e cabeceio certeiro de Romero, que o goleiro francês só conseguiu espalmar já dentro do gol.

No Brentford, entre 2018 e maio deste ano, Frank transformou a equipe em uma das mais perigosas nas bolas paradas da Premier League. Agora, no Tottenham, trouxe o especialista Andreas Georgson, ex-Manchester United, que já havia trabalhado com ele em 2020. Para o dinamarquês, esse profissional é indispensável para qualquer equipe que queira ser competitiva no campeonato inglês.

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Thomas Frank mira protagonismo e títulos para o Tottenham em 2025/26

Recém-chegado, Frank tem como meta transformar os Spurs em uma equipe capaz de enfrentar de igual para igual os gigantes europeus, tanto na Premier League quanto na Champions League. O atual treinador do Tottenham, famoso pela organização defensiva, intensidade e criatividade ofensiva, aposta nas bolas paradas como diferencial em jogos decisivos.

No setor ofensivo, a proposta passa por transições rápidas e movimentação intensa, aproveitando a juventude de Mathys Tel e Brennan Johnson ao lado da experiência de Heung-min Son e James Maddison. Defensivamente, a formação do Tottenham com três zagueiros e alas bem abertos promete solidez e adaptabilidade.

A Supercopa da UEFA já mostrou parte dessa identidade: um time ousado, disciplinado e capaz de pressionar adversários de alto nível por 90 minutos. Frank afirma que “ousar faz parte do nosso DNA” e que o objetivo é manter padrão de elite em qualquer partida. Com elenco reforçado e um plano de jogo definido, o Tottenham entra na temporada com a ambição de desafiar a hegemonia doméstica e encerrar o longo jejum de conquistas internacionais.

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Tottenham busca adaptação para manter intensidade sem Heung-min Son

Com a saída do ídolo e capitão Heung-min Son para o Los Angeles FC, da MLS, impõe ao técnico Thomas Frank o desafio de reorganizar o ataque do Tottenham. O sistema com três zagueiros deve permanecer, mas o treinador pretende distribuir as funções ofensivas entre jovens como Tel e Johnson, enquanto Maddison assume mais responsabilidades na criação.

As bolas paradas ganham peso ainda maior, com Romero, Van de Ven e Bissouma como ameaças aéreas. Frank insiste que o Tottenham “precisa ser mais do que um jogador” e mantém a ambição de disputar títulos em todas as frentes. A estreia contra o PSG na Supercopa já demonstrou que a equipe preserva intensidade e disciplina mesmo diante de baixas importantes. Sem o astro sul-coreano Son, os Spurs terão um teste imediato de profundidade e resiliência, qualidades essenciais para quem deseja estar entre os candidatos a títulos na Premier League e na Champions League.

(Foto: Getty Images)