A fase decisiva da Premier League 2025/26 transformou a luta contra o rebaixamento em um verdadeiro drama coletivo, e o Tottenham surge como um retrato dessa instabilidade: aliviado após uma vitória fundamental, mas ainda distante de qualquer tranquilidade. O resultado de 2 a 1 sobre o Aston Villa no último fim de semana, em pleno Villa Park, pela 35ª rodada, retirou temporariamente o clube londrino da zona de rebaixamento e o posicionou na 17ª colocação, apenas um ponto acima do limite. Esse cenário evidencia o quão frágeis ainda são as projeções a poucas rodadas do encerramento, especialmente após o tropeço do arquirrival West Ham diante do Brentford.
O retrospecto recente ajuda a explicar por que o Tottenham ainda é analisado com cautela. Ao longo da temporada, a equipe enfrentou uma longa sequência sem vitórias, passou por mais de uma troca de treinador e chegou a ocupar posições diretas de queda — algo incomum para um clube que, até pouco tempo atrás, disputava competições europeias e frequentava a parte superior da tabela. A chegada de Roberto De Zerbi trouxe melhora imediata em desempenho e resultados, mas o histórico negativo ainda pesa nas avaliações sobre as chances de permanência na Premier League.
Se por um lado o Tottenham demonstra sinais de reação, por outro o cenário do rebaixamento permanece aberto e altamente competitivo. Projeções estatísticas recentes apontam o West Ham como principal candidato à queda, com grande probabilidade de terminar entre os três últimos, reflexo de uma campanha irregular e de um calendário final complicado. Logo depois aparecem equipes como Wolverhampton e Burnley, sendo que essas já estão matematicamente rebaixadas, consolidando um grupo que não conseguiu reagir a tempo.
Mesmo assim, o Tottenham continua inserido nesse contexto de risco. Apesar de ter deixado a zona de rebaixamento, projeções indicam que o clube ainda enfrenta perigos consideráveis, sendo apontado como provável 17º colocado — posição suficiente para permanecer, mas por margem mínima. Esse dado revela que, mais do que depender apenas de si, os Spurs precisam de uma combinação de bons resultados e tropeços diretos dos adversários. A reta final exige regularidade, controle emocional e eficiência nos confrontos decisivos para evitar qualquer reversão na tabela.
Outro fator que aumenta a imprevisibilidade é o nível mais alto de pontuação necessário para o Tottenham escapar nesta temporada. Diferentemente de anos anteriores na Premier League, em que cerca de 35 pontos costumavam bastar, o campeonato atual apresenta uma linha de corte mais elevada, com várias equipes ainda ameaçadas pelo rebaixamento. Clubes como Nottingham Forest, Leeds United e Crystal Palace também passaram por momentos de risco, ampliando a competitividade e tornando a disputa ainda mais intensa.
Dentro desse panorama, o Tottenham representa um caso particular: não luta apenas contra o rebaixamento, mas também contra o peso de suas próprias expectativas. Atual campeão da UEFA Europa League e dono de um elenco valorizado, o clube vive uma temporada paradoxal, na qual a simples permanência já seria vista como alívio. A recente melhora, com duas vitórias seguidas e evolução tática, aponta para uma recuperação tardia, mas ainda insuficiente para afastar totalmente o risco.
Assim, ao analisar os principais candidatos ao rebaixamento, o Tottenham deixa de ocupar o posto de maior ameaça, mas segue dentro do grupo de risco. West Ham, Wolves e Burnley formam o núcleo mais crítico — com os dois últimos já praticamente definidos — enquanto os Spurs tentam transformar o momento positivo em salvação definitiva. O equilíbrio na tabela e a pequena diferença de pontos indicam que a definição deve ocorrer apenas nas rodadas finais, mantendo o clube no centro de uma das disputas mais tensas da temporada.

Como o Tottenham busca evitar o rebaixamento na Premier League nas últimas três rodadas restantes
A vitória recente recolocou o Tottenham fora da zona de rebaixamento, mas o cenário para as três rodadas finais da Premier League continua delicado, com cada ponto assumindo importância decisiva — especialmente na disputa direta com o West Ham. O triunfo por 2 a 1 sobre o Aston Villa não apenas tirou o clube da zona de queda, como também devolveu o controle sobre o próprio destino, levando a equipe aos 37 pontos e abrindo uma vantagem mínima de um ponto sobre o rival.
Nesse contexto, a permanência do Tottenham depende de dois fatores principais: seu próprio desempenho e os resultados do concorrente direto. Com três partidas restantes — contra Leeds, Chelsea e Everton — o time comandado por Roberto De Zerbi sabe que uma sequência consistente pode garantir independência em relação aos outros resultados, mas a margem de erro é praticamente inexistente. A equipe precisa de concentração máxima, eficiência ofensiva e solidez defensiva para evitar qualquer cenário de risco na reta final do campeonato inglês atual.
O elemento mais relevante nesse cenário envolve o West Ham. Caso o rival não consiga vencer seus jogos — que incluem confrontos difíceis contra Arsenal e Newcastle — o Tottenham passa a ter vantagem estratégica. Nesse caso, bastaria manter um aproveitamento mínimo, com empates ou uma vitória pontual, para assegurar a permanência. Essa combinação se torna crucial devido à pequena diferença de pontos e à possibilidade de desempate por saldo de gols.
Internamente, o Tottenham aposta na recuperação recente para sustentar essa reta final. Sob o comando de De Zerbi, a equipe somou sete pontos em quatro jogos e encerrou uma longa sequência negativa, demonstrando evolução tática e maior organização coletiva. A vitória sobre o Aston Villa evidenciou um time mais equilibrado, com intensidade defensiva e eficiência nas transições ofensivas — características fundamentais neste momento decisivo.
Apesar disso, o discurso dentro do clube segue cauteloso. O treinador reforçou que a temporada ainda não terminou e que o nível de concentração precisa ser mantido até o fim, evitando qualquer relaxamento após sair da zona de rebaixamento. Essa postura reflete a dificuldade desta edição da Premier League, que apresenta maior competitividade e uma pontuação de corte mais elevada.
Do ponto de vista estratégico, o Tottenham tenta transformar o fator psicológico em vantagem. Enquanto vive um momento de recuperação, o West Ham enfrenta maior pressão devido ao calendário complicado e à alta probabilidade de queda. Em disputas equilibradas como essa, o aspecto emocional pode influenciar diretamente o desempenho dentro de campo.
Dessa forma, a permanência do Tottenham não depende exclusivamente de seus resultados, mas se torna mais provável caso o rival direto não consiga vencer. A combinação entre melhora esportiva, calendário relativamente administrável e instabilidade do adversário coloca o clube em leve vantagem, embora sem garantias. Nas três rodadas finais, cada partida terá caráter decisivo, e o Tottenham precisa confirmar em campo uma sobrevivência que ainda está em aberto, mas que voltou a parecer possível.

Será que o Tottenham ainda vai evitar uma campanha pior na Premier League, em relação a última temporada?
A possibilidade de o Tottenham evitar uma campanha inferior à da temporada passada depende principalmente da análise dos números e do contexto recente. Em 2024/25, a equipe terminou na 17ª colocação, com apenas 38 pontos, ficando muito próxima do rebaixamento, mesmo tendo conquistado o título da UEFA Europa League, o que acabou suavizando a percepção do desempenho doméstico. Esse contraste evidencia uma temporada irregular, na qual o sucesso continental não refletiu estabilidade na liga nacional, mantendo a pressão sobre o clube na atual campanha inglesa em andamento recente.
Na temporada 2025/26, o cenário não representa uma ruptura, mas sim a continuidade de dificuldades estruturais. Os dados indicam uma campanha com poucas vitórias, elevado número de derrotas e aproveitamento baixo, fatores que mantiveram o Tottenham por longos períodos próximo ou dentro da zona de rebaixamento. Em determinado momento, a equipe chegou a ocupar a 18ª posição com cerca de 34 pontos após 34 rodadas, evidenciando o risco concreto de queda.
A comparação entre as duas temporadas revela um ponto central: o Tottenham ainda luta para, no mínimo, repetir o desempenho anterior, sem necessariamente apresentar melhora significativa. Se antes escapou por pouco, agora enfrenta situação semelhante, dependendo novamente de uma combinação de resultados. Ainda assim, a reta final traz sinais de recuperação que podem evitar um desfecho mais negativo. A equipe demonstra leve evolução recente, mas ainda convive com instabilidade, exigindo atenção total nas últimas rodadas da Premier League atual.
O contexto institucional ajuda a entender essa instabilidade. A temporada foi marcada por múltiplas trocas de treinadores — passando por Thomas Frank e Igor Tudor até a chegada de Roberto De Zerbi — além de mudanças fora de campo e saídas importantes no elenco, como a de Son Heung-min. Esses fatores contribuíram diretamente para a irregularidade da equipe, que acumulou sequências sem vitórias e resultados negativos.
Apesar disso, o momento recente aponta uma leve evolução. A melhora sob o comando de Roberto De Zerbi, aliada a resultados positivos pontuais, permite ao Tottenham projetar um final de temporada menos crítico do que o restante da campanha. Esse crescimento tardio pode ser suficiente para evitar uma colocação pior do que a anterior, especialmente se o clube se mantiver fora da zona de rebaixamento. Ainda assim, a inconsistência ao longo do ano mantém o cenário em aberto e exige cautela nas rodadas finais da competição.
No entanto, evitar uma campanha pior não significa evolução real. No caso do Tottenham, trata-se mais de limitar danos do que de progresso esportivo. A equipe segue distante do nível esperado para um clube com ambições europeias e elenco valorizado, o que reforça o caráter decepcionante da temporada, independentemente do desfecho. Mesmo com eventuais melhorias pontuais, a irregularidade ao longo do ano impede qualquer leitura de consolidação, mantendo a avaliação geral marcada por frustração e desempenho abaixo do potencial projetado no início da campanha inglesa atual recente.
Assim, a tendência mais provável é que o Tottenham consiga evitar uma campanha inferior à anterior, mas sem apresentar melhora relevante. Caso confirme a permanência, isso deve ocorrer novamente por margem mínima, consolidando duas temporadas consecutivas marcadas por instabilidade, desempenho abaixo do esperado e luta contra o rebaixamento — um cenário que redefine, ao menos temporariamente, o patamar competitivo do clube na Premier League.
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