A Copa do Mundo de 2026 não marcou apenas o fim da caminhada de diversas seleções. Para vários treinadores, a eliminação também representou o encerramento de seus ciclos no comando das equipes nacionais. Entre demissões, renúncias e contratos não renovados, o Mundial disputado nos Estados Unidos, Canadá e México provocou uma verdadeira reformulação nos bancos de reservas.
O torneio costuma ser o principal momento de avaliação para qualquer técnico de seleção. Um bom desempenho normalmente garante continuidade ao trabalho, enquanto uma campanha abaixo das expectativas costuma acelerar mudanças de comando.
Após o fim da competição, diversas federações optaram por iniciar novos projetos pensando no próximo ciclo, que terá como principal objetivo a Copa do Mundo de 2030.
Eliminações na Copa provocaram mudanças em várias seleções
Entre os nomes que deixaram seus cargos está Rudi Garcia, que não teve o contrato renovado pela Bélgica após a eliminação nas quartas de final diante da Espanha. Apesar da boa campanha, a federação decidiu seguir um novo caminho para o próximo ciclo.
No Senegal, Pape Thiaw acabou demitido depois da derrota para a própria Bélgica nas oitavas de final. A eliminação encerrou rapidamente seu trabalho à frente da seleção africana.
Outro nome de peso que deixou o cargo foi Julian Nagelsmann. O treinador optou por pedir demissão após a surpreendente eliminação da Alemanha para o Paraguai nas oitavas de final, resultado que ficou muito abaixo da expectativa criada em torno da equipe alemã.
Quem também encerrou seu ciclo foi Ronald Koeman. O técnico deixou o comando da Holanda depois da derrota para Marrocos nas oitavas, colocando fim à sua segunda passagem pela seleção neerlandesa.
Renúncias marcaram o pós-Mundial de 2026
A Croácia também terá um novo comandante. Depois da eliminação para Portugal nas oitavas de final, Zlatko Dalić decidiu encerrar sua trajetória à frente da seleção, colocando um ponto final em um dos ciclos mais marcantes da história recente do futebol croata.
Curiosamente, apesar de classificar Portugal para as oitavas, Roberto Martínez também não permaneceu no cargo. A derrota para a Espanha foi suficiente para que a federação optasse por não renovar seu vínculo.
No Uruguai, Marcelo Bielsa anunciou sua saída após a campanha decepcionante da Celeste, eliminada ainda na fase de grupos da Copa. A expectativa em torno da equipe era alta, mas o desempenho ficou muito abaixo do esperado.
Outro treinador que optou por deixar o cargo foi Hong Myung-bo. A Coreia do Sul também caiu na fase de grupos e o ex-zagueiro decidiu encerrar seu trabalho logo após a Copa.
América do Sul e Europa também iniciam novos ciclos
O Equador também terá um novo comandante para o próximo ciclo. Após a eliminação para o México nas oitavas de final, Sebastián Beccacece apresentou sua renúncia, encerrando sua passagem pela seleção equatoriana.
Na Europa, a República Tcheca viu Miroslav Koubek deixar o comando depois da eliminação ainda na fase de grupos da Copa do Mundo. O mesmo aconteceu com Steve Clarke, que colocou um ponto final em seu trabalho na Escócia após a queda precoce na competição.

Já a Tunísia foi uma das poucas seleções que optaram por uma troca imediata durante o torneio. Sabri Lamouchi acabou demitido logo após a goleada por 5 a 1 sofrida para a Suécia, ainda na primeira rodada da fase de grupos.
Quem deixou o cargo após a Copa do Mundo de 2026
Ao todo, 12 treinadores encerraram seus ciclos em consequência da campanha no Mundial:
- Rudi Garcia (Bélgica) – contrato não renovado após eliminação nas quartas de final para a Espanha.
- Pape Thiaw (Senegal) – demitido após eliminação nas oitavas para a Bélgica.
- Julian Nagelsmann (Alemanha) – pediu demissão após queda diante do Paraguai nas oitavas.
- Ronald Koeman (Holanda) – renunciou depois da eliminação para Marrocos nas oitavas.
- Zlatko Dalić (Croácia) – deixou o cargo após perder para Portugal nas oitavas.
- Roberto Martínez (Portugal) – não permaneceu após a eliminação para a Espanha nas oitavas.
- Marcelo Bielsa (Uruguai) – renunciou após eliminação na fase de grupos.
- Hong Myung-bo (Coreia do Sul) – pediu demissão depois da fase de grupos.
- Sebastián Beccacece (Equador) – deixou o comando após eliminação para o México nas oitavas.
- Miroslav Koubek (República Tcheca) – renunciou após a fase de grupos.
- Steve Clarke (Escócia) – também encerrou seu trabalho depois da eliminação na fase de grupos.
- Sabri Lamouchi (Tunísia) – demitido após a derrota por 5 a 1 para a Suécia na estreia do torneio.
Vale destacar que Javier Aguirre, do México, não entra nessa lista, já que sua saída da seleção havia sido planejada antes mesmo da disputa da Copa do Mundo.
Com tantas mudanças, diversas seleções já iniciaram a preparação para um novo ciclo, buscando reorganizar seus projetos e chegar mais fortes às próximas competições internacionais. A Copa do Mundo de 2026 mostrou, mais uma vez, que o torneio não define apenas campeões dentro de campo, mas também costuma marcar o fim da trajetória de muitos treinadores no comando de suas seleções.
Foto: ABC



