Alex "Poatan" Pereira UFC
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Treinos de Poatan com a Fighting Nerds podem ser diferencial para revanche contra Ankalaev

Depois de sofrer sua primeira derrota como peso meio-pesado e perder o cinturão do UFC para o russo Magomed Ankalaev, o brasileiro Alex “Poatan” Pereira adotou uma postura rara em sua carreira: a de reconstrução estratégica. E essa reconstrução passa por uma escolha que vem chamando a atenção dos fãs e especialistas em MMA: a decisão de se preparar ao lado da Fighting Nerds, academia que se tornou referência em alto rendimento técnico e tático dentro do UFC.

Conhecida por seu ambiente de estudo de lutas, análises minuciosas e preparação voltada para a inteligência de combate, a Fighting Nerds é o novo lar temporário de Poatan. O objetivo é claro: voltar mais completo, cerebral e pronto para encarar Ankalaev em uma revanche que deve acontecer ainda no primeiro semestre de 2025, possivelmente em março, segundo apurações internas do Ultimate.

Derrota para Ankalaev expôs lacunas no jogo de Poatan

No primeiro encontro entre os dois, no UFC 313, Ankalaev foi dominante. Utilizando uma combinação de pressão, controle posicional e imposição física, o russo conseguiu anular o jogo de Poatan por boa parte da luta. Embora não tenha derrubado com facilidade, impediu o brasileiro de soltar seu arsenal de golpes e minou sua confiança round após round.

Poatan, acostumado a ditar o ritmo das lutas, foi forçado a lutar recuado, muitas vezes sem resposta para o domínio estratégico do rival. O brasileiro foi criticado até por colegas de profissão. Sean Strickland, por exemplo, disse que o ex-campeão parecia “correr por 20 minutos”, enquanto Israel Adesanya afirmou que Poatan “não queria lutar”.

A Fighting Nerds, liderada por Caio Borralho — atual destaque do UFC — e o técnico Plínio Cruz, ganhou projeção por ser uma academia que combina alta intensidade com análise profunda de performance. Mais do que apenas treinar forte, os atletas da Fighting Nerds treinam com foco em decisão, simulação de cenários e construção de repertório técnico.

Poatan tem treinado com nomes como o próprio Borralho, o peso-leve Gabriel Marretinha e o cubano Geovanis Palacios, especialista em wrestling e transições de solo, justamente o tipo de atleta que pode simular o estilo de luta de Ankalaev. Além disso, a academia trabalha com estatísticas de luta, análise de vídeo e planos táticos específicos, o que encaixa perfeitamente com o que Poatan mais precisa no momento: aprender a lidar com grapplers do nível elite.

O que esperar da revanche?

Se confirmada para o final do ano, como indicam rumores dentro do UFC, a revanche entre Poatan e Ankalaev será uma luta completamente diferente da primeira — ao menos é isso que os fãs e o próprio lutador esperam. Poatan terá a chance de mostrar que não é apenas um striker brutal, mas um lutador completo, capaz de corrigir erros e crescer com as adversidades.

Mais do que recuperar o cinturão, essa luta representa um divisor de águas na carreira de Poatan. Uma segunda derrota, especialmente da mesma forma, pode abalar sua reputação como campeão dominante. Por outro lado, uma vitória construída com estratégia e frieza pode elevá-lo a um novo patamar dentro da história recente do MMA.

Além disso, vencer Ankalaev exigirá uma leitura perfeita do tempo da luta, saber evitar o clinch, utilizar os chutes baixos com inteligência e encontrar brechas no jogo defensivo do russo. Tudo isso está sendo trabalhado com intensidade na Fighting Nerds, onde Poatan se submete a sessões específicas de simulação e análise técnica — um tipo de preparação que ele ainda não havia feito com tanta profundidade.

Com mais de uma década de experiência no kickboxing e um histórico respeitável no MMA, Alex Poatan tem todas as ferramentas para reconquistar o cinturão. Agora, cabe a ele combinar potência e estratégia. E nesse processo, a Fighting Nerds pode ser o ambiente ideal para dar esse salto de evolução.

Se o Poatan que enfrentou Ankalaev era brutal, mas previsível, o Poatan que sairá da Fighting Nerds pode ser versátil, tático e letal. E é exatamente esse tipo de transformação que separa os bons campeões dos grandes nomes da história do esporte.

(Foto: Zuffa LLC)