Com os 36 integrantes definidos para a Champions League, a Uefa realiza hoje em Mônaco o sorteio dos confrontos da fase de liga, e cerca estes clubes de expectativas não só pelos duelos, como também pela série de premiações que oferecerá até o final da competição. Após ver uma ameaça de criação da Superliga tumultuar seu ambiente, a entidade revolucionou o formato da Liga dos Campeões com adicionais de 20% nos prêmios, protegendo seu carro-chefe de qualquer abordagem que fizessem equipes desembarcar de seu projeto, consolidado há mais de sete décadas no futebol europeu.
Inspirada na Copa do Mundo, Uefa protege Champions e competições inferiores de ameaça da Superliga
Para barrar a Superliga, na temporada passada a Uefa acrescentou mais 400 milhões de euros (R$ 2 bilhões) à premiação distribuída para os competidores da fase de liga da Champions, mostrando que o campeonato é um verdadeiro caça-níquel, e bem próximo daquilo que a Fifa ofereceu na Copa do Mundo de Clubes, de acordo com o Marca.
Em 2025/26, a Champions distribuirá no total 2,47 bilhões de euros (R$ 14 bilhões), enquanto a Europa League distribuirá 565 milhões de euros (R$ 3 bilhões), e a Conference League oferecerá 285 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão), aumentando os padrões das competições inferiores a Liga dos Campeões.

Esta distribuição financeira na Champions prevalecerá até a temporada 2026/27, quando a Uefa abrirá uma nova licitação de direitos de transmissão como faz a cada três anos, e já tem 18,6 milhões fixos reservados para cada um dos 36 times da primeira fase. Com isso, em oito jogos cada equipe receberá 2,1 milhões de euros (R$ 13 milhões) por vitória, e 700 mil (R$ 4 milhões) em caso de empate.
Ao final da fase de liga, os clubes receberão bônus adicionais com base em sua posição na tabela, variando de 700 mil euros para o 16º colocado a 10 milhões de euros para o líder da classificação, que leva os oito primeiros colocados direto para as oitavas de final. Além disso, aqueles que avançarem sem passar pelos playoffs também receberão um bônus de 2 milhões de euros, com 1 milhão destinado ao vencedor de cada um dos oito duelos eliminatórios.
Nas oitavas de final, cada participante receberá 11 milhões de euros (R$ 69 milhões), enquanto nas quartas, a participação valerá 12,5 milhões de euros (R$ 79,1 milhões). A partir das semis, o prêmio passa a ser de 15 milhões, aumenta para 18,5 milhões como finalista, e o campeão recebe 25 milhões (R$ 158 milhões).
O valor obtido pelos últimos campeões da Champions
Na mais recente Liga dos Campeões da Europa, o campeão PSG arrecadou cerca de 118,7 milhões de euros (R$ 751 milhões) durante toda a campanha, coroada após uma goleada histórica sobre a Inter de Milão por 5 a 0. Ainda segundo o Marca, soma-se a esta quantia o dinheiro obtido pelo Valor Pilar, que só será divulgado pela Uefa em março do ano que vem, quando a entidade publicará seu relatório detalhado com suas contas e ganhos de cada clube. Em 2023/24, última edição com o formato fase de grupos da Champions League, o Real Madrid arrecadou um total de 141 milhões de euros (cerca de R$ 890 milhões).
O Valor Pilar corresponde a uma das três categorias que a Uefa utiliza para distribuir os 2,47 bilhões em premiações e representa 35% (864,5 milhões de euros) desse total. As outras duas categorias são Desempenho Esportivo na competição (37,5%), que representa 926,2 milhões, e 27,5% para Participação (18,6 milhões de euros fixados para cada equipe no começo da Liga, totalizando 679,2 milhões de euros, ou R$ 4 bilhões).
A distribuição do Valor Pilar
Os 864,5 milhões que correspondem ao Valor Pilar se distribuem com base no coeficiente de cada time e nos pagamentos das detentoras de rádio e televisão. Substituindo a antiga participação de mercado, esta cota abrange diversos conceitos.
Dividido em duas partes: a europeia e a não europeia, os países do velho continente possuem a maior fatia, 75%, enquanto 25% correspondem aos clubes que são filiados a Uefa, mas não se localizam na Europa. No lado europeu, os países participantes são classificados de acordo com a contribuição de suas emissoras nacionais na receita total de mídia. Já os clubes se classificam com base em seu histórico dos últimos cinco anos de participações em competições da Uefa.
Além desse histórico, a entidade também promove um ranking paralelo utilizando o coeficiente da Uefa de cinco anos de cada clube participante, e a posição média de cada clube nesses rankings os colocará de 1 a 36. A parte não europeia também utiliza o sistema de ações, mas é distribuída de acordo com o coeficiente da Uefa de 10 anos de cada equipe. Esses coeficientes não incluem os pontos de bônus que foram considerados nos cálculos da instituição entre os anos de 2021 e 2024.
Foto: Reprodução/UEFA