Dvalishvili x O'Malley ufc
Lutas UFC

UFC: as 3 melhores lutas já marcadas para 2025

A temporada 2025 do UFC já começou quente, mas o que vem pela frente promete ainda mais. Com a realização de um dos melhores cards do ano no UFC 314 deste sábado, o Ultimate continuará com grandes confrontos pelo resto do ano, e algumas lutas já marcadas chamam a atenção.

A aguardada revanche entre Merab Dvalishvili e Sean O’Malley pelo cinturão dos galos, o duelo entre Kayla Harrison e Julianna Peña que pode definir uma nova era no peso-galo feminino, e o confronto entre Ian Machado Garry e Carlos Prates, programado para liderar um card do UFC Fight Night em Kansas City.

Merab Dvalishvili x Sean O’Malley 2 – UFC 316

Um dos combates mais esperados do ano acontece no UFC 316, quando Merab Dvalishvili defende o cinturão peso-galo contra o ex-campeão Sean O’Malley em uma revanche. No primeiro encontro, Merab superou o favoritismo do norte-americano com uma performance de ritmo sufocante, controlando o centro do octógono, impondo wrestling implacável e anulando completamente o jogo em pé de O’Malley. Foi uma vitória incontestável, mas também uma provocação à indústria do UFC: o homem do “hype” havia sido dominado.

O’Malley pediu a revanche publicamente. Disse que não lutou em sua melhor forma, que subestimou o georgiano, e prometeu fazer ajustes. Ele continua sendo uma das figuras mais populares da organização, com uma base de fãs fiel e um estilo de luta vistoso. Mas terá que provar que pode lidar com o volume e a pressão incessante de Dvalishvili, que hoje representa o que há de mais sufocante na divisão.

O duelo tem peso de trilogia futura, já que ambos têm qualidade para permanecer no topo por um bom tempo. E enquanto Merab representa a técnica, a consistência e a paciência, O’Malley é a criatividade, a precisão e o caos. A mistura perfeita para mais uma guerra com o cinturão em jogo.

Kayla Harrison x Julianna Peña – UFC 316

No mesmo card de Dvalishvili e O’Malley, o UFC 316 ainda será palco de uma das lutas femininas mais aguardadas dos últimos tempos. Kayla Harrison, estrela olímpica e bicampeã do PFL, vai disputar o seu primeiro cinturão do UFC enfrentando a campeã dos galos Julianna Peña.

A luta é simbólica em muitos sentidos. Representa o final da transição de Kayla para o maior palco do esporte, e também pode marcar o fim de uma era na divisão, caso ela domine como fez fora do UFC. Mas Peña não é apenas figurante. Ela já chocou o mundo ao finalizar Amanda Nunes e mostrou que tem coração, técnica e capacidade de frustrar as favoritas.

Harrison chega com status de favorita, e não é para menos. Sua base no judô, combinada com força física e ground and pound poderoso, fazem dela um pesadelo no chão. Mas há perguntas ainda sem resposta: como se sairá em cinco rounds no UFC? Como lida com adversárias que não se intimidam?

Peña, por sua vez, vai tentar o papel que mais gosta: o de underdog. Ela deve explorar sua trocação, tentar manter a luta em pé e resistir ao domínio posicional da adversária. É um duelo de estilos e de narrativas. Se Kayla vencer, pode iniciar um reinado dominante. Se Peña defender o cinturão, reforçará sua imagem como a pedra no sapato das favoritas.

Ian Machado Garry x Carlos Prates – UFC Fight Night Kansas City

Fora do circuito dos numerados, uma das lutas mais intrigantes do ano acontece em Kansas City, onde Ian Machado Garry enfrenta o brasileiro Carlos Prates no main event de um UFC Fight Night que promete ser explosivo. Ambos são nomes em ascensão nos meio-médios e representam dois perfis diferentes de construção de carreira.

Garry, que se autodenomina o “herdeiro de McGregor”, tem base no striking, confiança de sobra e uma invencibilidade que chama atenção. Essa é sua segunda luta com pouco tempo para se preparar, já que lutou contra Shavkat Rakhmonov substituindo o machucado Belal Muhammad, e agora tem pela frente um desafio grande em Prates.

Carlos Prates teve um 2024 arrasador, com quatro vitórias por nocaute em menos de 12 meses, todas impressionando pela potência e agressividade. Com uma postura menos midiática que Garry, ele prefere deixar seus punhos falarem. O estilo encaixa: o irlandês gosta da distância, do controle e dos jabs. Prates avança, quebra o ritmo e busca a trocação franca. Tudo indica que não veremos uma decisão dos juízes.

Mais do que uma boa luta, esse duelo define quem entra de vez no top 10 e se aproxima de uma disputa de cinturão em um futuro próximo.