O futuro evento no Havaí ganhou força após Dana White confirmar que o UFC trabalha com a possibilidade de levar seu octógono ao arquipélago. Segundo o presidente da organização, a ideia é realizar a edição entre 2028 e 2029. O projeto, porém, ainda depende de uma estrutura que está sendo construída.
O longo prazo tem uma explicação. Localizado no meio do Oceano Pacífico, o Havaí fica a cerca de 3.900 quilômetros da costa do continente dos Estados Unidos. Atualmente, o arquipélago não possui uma arena com estrutura adequada para receber toda a operação de um evento desse porte.
Isso deve mudar nos próximos anos. Uma nova arena está sendo construída com capacidade para cerca de 31 mil espectadores. Para Dana White, a espera será recompensada. O dirigente acredita que, quando o evento finalmente acontecer, haverá enorme interesse tanto por parte dos torcedores quanto dos próprios funcionários da organização.
Mais do que uma nova parada no calendário, o UFC Havaí pode representar um encontro com uma das comunidades que ajudaram a construir a identidade do MMA.
O UFC visa contemplar um público apaixonado
A expectativa é que milhares de pessoas viajem até o arquipélago para acompanhar o evento. Mas Dana White também aposta na força da torcida local. O Havaí tem cerca de 1,45 milhão de habitantes e uma relação histórica com os esportes de combate.
Segundo o presidente, o Havaí está entre os principais mercados da organização desde os primeiros dias. Ainda assim, o UFC nunca realizou um evento oficialmente no arquipélago. A ausência chama ainda mais atenção quando se considera a quantidade de talentos produzidos na região.
B.J. Penn é o maior exemplo. O havaiano foi campeão do UFC em duas categorias diferentes, peso-leve e peso-meio-médio, e posteriormente entrou para o Hall da Fama. Sua trajetória ajudou a aproximar uma geração de fãs do MMA.
Max Holloway também ocupa um espaço especial nessa história. Ex-campeão linear do peso-pena, ele se tornou um dos nomes mais importantes da divisão e conquistou o cinturão BMF. Além dos resultados, Holloway construiu uma forte identificação com o público de sua terra natal.
No MMA feminino, Ilima-Lei Macfarlane representa outra parte dessa história. A havaiana se tornou uma referência entre as pioneiras do esporte e ajudou a ampliar a presença das mulheres no cenário profissional.
Por isso, realizar um evento no Havaí seria mais do que explorar um novo mercado. Seria uma maneira de reconhecer uma torcida que acompanha o esporte há décadas e que, apesar de produzir atletas importantes, ainda não teve a oportunidade de receber o maior palco do MMA em casa.
UFC vive auge e expansão global
O projeto também acontece em um momento de forte expansão internacional. O UFC vem levando seus eventos para diferentes partes do mundo, ampliando sua presença em mercados tradicionais e buscando novos públicos. A estratégia passa por países da Europa, Ásia, Oriente Médio e Oceania.
Essa expansão tem uma lógica comercial evidente. Levar o octógono a diferentes regiões aumenta a exposição da marca, aproxima atletas de seus públicos locais e cria novas oportunidades de audiência e negócios. Porém, existe outro lado importante: valorizar as comunidades que já acompanham a organização.
É justamente nesse ponto que o Havaí se encaixa. O arquipélago não precisa ser apresentado ao MMA. O esporte já possui raízes profundas na região, além de ídolos reconhecidos mundialmente. O desafio sempre esteve mais relacionado à infraestrutura do que à falta de interesse.
A nova arena pode solucionar esse problema. Com capacidade para aproximadamente 31 mil pessoas, o espaço permitirá que a organização monte uma operação compatível com um grande evento e, ao mesmo tempo, transforme a experiência em uma atração para turistas e moradores.
O UFC Havaí também pode ter um efeito simbólico. Em meio à busca constante por novos mercados, voltar os olhos para uma região que ajudou a formar grandes lutadores mostra que expansão global não precisa significar esquecer as raízes.
Ainda não há data oficial, card definido ou confirmação definitiva do evento. Mas a construção da arena muda o cenário. Pela primeira vez, existe uma perspectiva concreta para superar o principal obstáculo que impediu a realização de um grande evento no arquipélago.
Se o planejamento avançar como esperado, o Havaí poderá receber não apenas uma edição do UFC, mas uma celebração de sua própria história no MMA. Para a organização, será uma nova vitrine internacional. Para o fã raiz, poderá ser a chance de ver o esporte que ajudou a formar alguns de seus maiores ídolos finalmente chegar em casa.
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