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UFC Rio: os possíveis próximos adversários de Charles Oliveira e Deiveson Figueiredo; confira o matchmaking

O UFC Rio entregou exatamente o que prometia: espetáculo, emoção e narrativas que redesenham o futuro próximo de várias divisões. No topo do card, Charles “Do Bronx” Oliveira voltou a mostrar por que é um dos nomes mais populares do MMA mundial. Já no co-main event, Deiveson Figueiredo recuperou terreno com uma vitória que o recoloca entre os principais da categoria dos galos.

Mas o evento não foi apenas sobre vitórias, foi sobre recomeços, novos caminhos e possibilidades de cinturão para quem souber aproveitar o momento. Agora, vamos ver como essas narrativas devem se desenhar nos próximos eventos do UFC.

Charles Oliveira renasce e mira o cinturão BMF

Depois da dura derrota para Ilia Topuria no meio do ano, Charles Oliveira entrou no octógono do UFC Rio com uma missão clara: provar que ainda é um dos lutadores mais perigosos do planeta. E conseguiu.

A vitória sobre Mateusz Gamrot, com uma performance técnica e emocionalmente madura, foi mais do que uma reabilitação — foi um recado direto ao topo da divisão. Charles mostrou o que o fez campeão no passado: pressão constante, jiu-jítsu afiado e frieza em momentos críticos. Mesmo com Gamrot oferecendo resistência e ritmo, o brasileiro encontrou o tempo certo para impor seu jogo e recuperar o prestígio junto ao público e à organização.

Agora, o foco do paulista não é mais o cinturão linear dos leves, dominado por Islam Makhachev, mas o título BMF (Baddest Motherf*er) — uma faixa simbólica, mas de alto prestígio, atualmente em posse de Max Holloway. A luta entre Oliveira e Holloway, que deve ser oficializada para meados de 2026, pode inclusive acontecer no histórico card da Casa Branca, um evento especial que o UFC prepara em Washington.

A combinação entre estilos é explosiva: Holloway traz volume, resistência e técnica de boxe refinada; Charles tem finalizações, poder e agressividade. Para muitos fãs, é o tipo de confronto que define o espírito do MMA moderno — técnica e coragem em igual medida. Se vencer, Charles se tornará o primeiro brasileiro a conquistar o cinturão BMF, consolidando um novo capítulo em sua trajetória já lendária.

Gamrot perde espaço, mas segue entre os grandes

A derrota para Charles custará a Mateusz Gamrot uma queda nos rankings, mas não o tira da elite dos leves. O polonês ainda é um lutador de altíssimo nível — disciplinado, técnico e versátil. Seu estilo baseado em queda e controle posicional continua sendo um problema para boa parte da categoria, e é improvável que ele desça muito nas listas do UFC.

Um confronto que faz sentido neste momento para o UFC seria contra o brasileiro Maurício Ruffy, outro nome em busca de reabilitação. Ruffy vem de derrota para Benoît Saint-Denis, mas é jovem, agressivo e com um estilo de luta empolgante. Um duelo entre os dois poderia funcionar como um teste de recuperação mútua — para Gamrot, uma chance de mostrar que segue pronto para lutar com os melhores; para Ruffy, uma oportunidade de provar que pode competir com a elite.

Ambos precisam reagir, e esse tipo de confronto costuma definir o futuro de quem pode permanecer relevante no top 10.

Deiveson volta a sorrir entre os galos

No co-main event, Deiveson Figueiredo conseguiu o que precisava: uma vitória sólida e convincente sobre Montel Jackson. O ex-campeão peso-mosca teve dificuldades em sua transição para os galos, especialmente contra adversários mais altos e físicos, mas no Rio de Janeiro mostrou explosão, precisão e garra — características que o tornaram campeão mundial no passado.

A vitória recoloca o “Deus da Guerra” no radar da categoria, embora ainda distante de uma disputa direta por cinturão. Para o próximo passo, um nome faz muito sentido: Umar Nurmagomedov, invicto e em ascensão, é o tipo de desafio que pode colocar Deiveson no top 3 ou confirmar sua queda. Além de interessante tecnicamente, o duelo teria alto apelo comercial, combinando dois estilos agressivos e uma narrativa de antigo campeão contra nova força da divisão.

Se vencer, Deiveson volta a figurar como um dos principais candidatos a enfrentar Merab Dvalishvili no futuro.

Montel Jackson busca recuperação no UFC

Por outro lado, Montel Jackson, que vinha em boa fase, sai do Rio de Janeiro com mais perguntas do que respostas. Apesar do alcance e da potência, ele não conseguiu se impor contra o ritmo e o timing de Figueiredo. Ainda assim, permanece no top 15 e deve ter nova chance de se recuperar rapidamente.

Um nome que surge como opção lógica é David Martinez, que vem de vitória e acumula crescente interesse dos fãs. Martinez representa o tipo de desafio que mede exatamente onde Jackson está na hierarquia dos galos: é técnico, jovem e em ascensão no UFC.

(Foto: Zuffa LLC)