O atacante Raphinha tá voando com o Barcelona de Hansi Flick na temporada 2024/25. É titular absoluto, artilheiro, decisivo e por que não? Um nome quente na corrida pela Bola de Ouro. Só que o bom futebol do camisa 11 não passou batido… e adivinha quem apareceu? Sim, a Arábia Saudita, com aquela maletinha recheada de cifras atraentes e apaixonantes.
Segundo o jornal espanhol Sport, o Al-Hilal chegou forte, com uma proposta na casa de R$ 1,1 bilhão. Isso mesmo: um bilhãozinho de reais para tirar o brasileiro do Barça e levá-lo direto pra Ásia. Agora, o clube catalão vai ter que fazer as contas, pensar com a cabeça (e não só com o coração da torcida) e decidir o futuro do seu ponta.
Por mais que Raphinha esteja jogando o fino, seja um dos artilheiros da Champions e viva uma fase iluminada, o Barcelona ainda precisa encarar os fantasmas financeiros dos últimos anos. E sim, eles ainda estão lá, só deram uma leve sumida.
A situação melhorou um pouco, mas o buraco é fundo. Teve época em que o clube só contratava jogador sem contrato, no famoso “chega de graça, só paga o salário”. Era o que dava pra fazer. Tudo começou a degringolar com Josep Maria Bartomeu, ex-presidente que praticamente explodiu a bomba econômica no colo do Barça. Em determinado momento, a dívida passou dos 481 milhões de euros, algo perto de R$ 3 bilhões!
E não parou por aí: em 2021, Ferran Reverter, ex-diretor do Barça, jogou a real e revelou que o rombo total tinha alcançado a impressionante marca de 1,1 bilhão de euros, quase R$ 7 bilhões! Um valor absurdo, turbinado por contratações como a de Griezmann, que custou 120 milhões de euros (mais de R$ 500 milhões) e até entregou boas atuações, porém, esse preço vai muito além do que ele proporcionou.
Mesmo afundado até o pescoço nas dívidas, o Barça seguia querendo ser protagonista. O clube continuava investindo pesado, tanto que, no próximo do período da chegada de Raphinha, vindo do Leeds após uma temporada brilhante na Inglaterra, o elenco culé era o quarto mais valioso do planeta, segundo o CIES Football Observatory. Ficava atrás apenas de Chelsea, Manchester United e Manchester City.
Agora, a possível venda de Raphinha pode ser a tal luz no fim do túnel (e não é o trem vindo). O brasileiro é craque, ninguém discute. Mas o elenco tem reposições que, mesmo sem o mesmo impacto, seguram a bronca. E se for pra resolver parte de um problema que já dura anos… talvez seja o momento de negociar.
Possíveis substitutos de Raphinha

Mesmo afundado em dívidas, o Barcelona não resistiu e foi às compras: contratou Dani Olmo junto ao RB Leipzig por 55 milhões de euros. O meia-atacante espanhol chegou com moral, mas bateu de frente com as regras da La Liga e, por boa parte da temporada, ficou fora dos jogos do Campeonato Espanhol. Só pôde atuar mesmo na Copa do Rei e na Champions League.
Agora, com a possível saída de Raphinha para o Al-Hilal, Olmo surge como o nome mais cotado para assumir a vaga na ponta esquerda. E sim, mesmo com o brasileiro sendo canhoto, o estilo de Hansi Flick privilegia pontas com o pé invertido, aquele velho truque de cortar pro meio e mandar uma bomba no gol. Não é à toa que, quando Lamine Yamal está fora, o camisa 11 costuma jogar pela direita.
Mas o jogo dentro do clube é um pouco mais complexo. Raphinha, além da bola no pé, tem moral no vestiário. Já foi capitão em várias partidas e, mesmo sem a braçadeira no momento, ainda é uma das vozes mais fortes do elenco. O problema? Yamal é tratado como joia da coroa e tem cada vez mais espaço, normal quando se fala de um talento geracional.
Outro que pode entrar no bolo é Ansu Fati. O camisa 10 pós-Messi sofreu com lesões, expectativas e, convenhamos, uma pressão desumana. Foi emprestado ao Brighton, flertou com a Premier League, mas agora ganha uma nova chance com Flick. Quem sabe o técnico alemão não consegue dar aquele polimento final e transformar o diamante em joia rara?
O ponto é: o Barça tem opções. Boas, inclusive. Mas nenhuma entrega hoje o que Raphinha vem entregando. E com a Bola de Ouro piscando no horizonte e uma Copa do Mundo batendo na porta em 2026, uma ida pra Arábia Saudita pode mudar totalmente o rumo da carreira do brasileiro, pra melhor financeiramente, mas com riscos esportivos claros.
No fim, a batata tá assando nas mãos do Barcelona. Segura o craque e tenta achar alternativas pro caixa? Ou vende agora, faz grana e confia nas peças que tem? E Raphinha? Topa ser rei do petróleo ou quer continuar na briga pelo topo da Europa?
A novela tá boa. E ainda tem muito capítulo pela frente.
Foto: Reuters