A partida entre Roma e Viktoria Plzen, válida pela terceira rodada da fase de grupos da Europa League, foi uma verdadeira montanha-russa para Wesley. O brasileiro, que começou o jogo como titular, viu seu papel em campo mudar três vezes ao longo dos 90 minutos, em mais uma demonstração de como Gian Piero Gasperini tenta encontrar soluções táticas em meio às dificuldades do elenco.
O ex-jogador do Flamengo foi escalado inicialmente como ala pela esquerda, substituindo o habitual titular Angelino, que não pôde jogar, enquanto Tsimikas ficou no banco por opção técnica. Do outro lado, Celik atuava pela direita, completando o esquema de alas abertos que Gasperini tanto gosta de usar. Wesley começou com intensidade, buscando abrir o campo e dar profundidade, mas a equipe giallorossa não conseguia impor seu ritmo diante dos tchecos.
Com o Viktoria Plzen em vantagem por 2 a 1 e a Roma sem fluidez ofensiva, o treinador italiano decidiu mudar novamente o panorama. A entrada de Bailey no lugar de Celik alterou completamente o posicionamento de Wesley, que passou a atuar mais recuado, assumindo o papel de defensor pelo lado direito.
Três funções em um jogo: Wesley bota a versatilidade à prova
Aos 70 minutos, Gasperini quis dar mais poder ofensivo ao time e adiantou suas linhas. Wesley, que havia começado o jogo como ala, recuou alguns metros para formar a linha defensiva, ocupando o espaço de braccetto — o zagueiro lateral no sistema de três defensores. A ideia era liberar Bailey para o ataque e manter solidez na cobertura.
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Pouco depois, uma nova substituição mexeu mais uma vez na função do brasileiro. Com Ndicka entrando no lugar de Soulé, o treinador reorganizou o sistema: o marfinense foi para o trio defensivo, e Wesley voltou a ser ala, desta vez pela direita. Na esquerda, El Shaarawy, que havia entrado no intervalo no lugar de Ziolkowski, ficou responsável por equilibrar o jogo. Assim, Wesley terminou a partida fazendo o corredor direito, alternando entre defender e atacar em alta intensidade.
Essa sequência de trocas mostrou tanto a versatilidade do jogador quanto a tentativa de Gasperini de encontrar alternativas diante de um elenco que ainda busca estabilidade. Apesar do esforço, a Roma não conseguiu o empate, e a derrota para o Viktoria Plzen deixou claro que o time segue em busca de consistência na competição europeia.
Um início promissor, mas ainda irregular
Wesley começou sua trajetória na Roma de forma empolgante. Contratado por 25 milhões de euros, ele estreou com gol na primeira rodada do Campeonato Italiano, diante do Bologna, e conquistou rapidamente o carinho da torcida. Nas partidas seguintes, contra Pisa e Torino, seguiu como titular, mas sem repetir o mesmo brilho da estreia.
Na Europa League, acabou ficando no banco diante do Nice, quando Gasperini optou por Rensch na posição. No entanto, o técnico voltou a apostar no brasileiro nas partidas seguintes contra Verona, Lille, Fiorentina e Inter. Diante dos nerazzurri, inclusive, ele atuou novamente como ala pela esquerda, com Celik pela direita — exatamente o mesmo cenário que se repetiu na primeira hora do duelo contra o Viktoria Plzen.
A partida diante dos tchecos foi um retrato do momento de Wesley: um jogador talentoso, disposto e adaptável, mas que ainda busca se firmar em um time que vive constantes ajustes. Gasperini parece confiar em seu potencial, mas o brasileiro precisará transformar sua versatilidade em constância para se consolidar de vez como titular na Roma.
No fim, a noite europeia mostrou que Wesley pode ser um trunfo importante — desde que encontre o equilíbrio entre mudar de posição e manter o mesmo rendimento em todas elas será muito importante.
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