Xabi Alonso está começando a colocar sua identidade no Real Madrid, com o objetivo de recolocar o clube no centro das disputas por títulos. O mercado de transferências foi movimentado, especialmente com reforços na defesa, mas ainda existem lacunas no elenco, e a principal delas está justamente no meio-campo.
Desde a aposentadoria de Toni Kroos, que se despediu do futebol após a Eurocopa de 2024, o Real Madrid tem sentido dificuldades para manter o controle do jogo. O time perdeu sua referência na posse de bola, no ritmo e no passe qualificado. A ausência do alemão escancarou uma queda técnica notável, e Xabi Alonso sabe que não será fácil suprir esse vazio.
Vários nomes foram ventilados nos bastidores da diretoria merengue para preencher essa lacuna, mas o clube preferiu não agir por impulso. A ideia da comissão técnica e da cúpula é clara: não contratar por contratar. Só faz sentido se for uma peça com encaixe técnico e tático quase perfeito, algo raro no cenário atual.
Zubimendi era o sonho, mas foi parar em Londres
O grande desejo inicial de Xabi Alonso era contar com Martín Zubimendi, seu antigo comandado na Real Sociedad. O volante tem características que agradam ao estilo do treinador, leitura de jogo, passe seguro, intensidade. Porém, na briga entre Real Madrid e Arsenal, o jogador optou por trabalhar com Mikel Arteta na Premier League.
A decisão do jogador passou, em grande parte, pela chance de ter mais espaço imediato entre os Gunners, além da forte identificação com o projeto esportivo. No Real Madrid, Zubimendi teria que competir com nomes como Tchouaméni, Valverde e Camavinga, uma disputa pesada, mesmo para um jogador promissor.
Outros nomes no radar, mas sem loucura
Além de Zubimendi, o Real Madrid analisou outros nomes como Mac Allister (Liverpool), Angelo Stiller (Stuttgart), Enzo Fernández (Chelsea) e até Vitinha (PSG). Porém, nenhuma dessas opções avançou, por diferentes motivos: alto valor de mercado, importância nos clubes atuais ou dúvidas sobre adaptação ao estilo do time espanhol.
Florentino Pérez já mostrou que gosta de aproveitar boas oportunidades no mercado, mas sem entrar em leilões ou fazer contratações apressadas. O foco segue sendo reforçar com inteligência e paciência, apostando em encaixes que realmente façam sentido para o plano de Xabi Alonso.
Rodri? Um sonho caro e arriscado
O nome favorito de Xabi Alonso para o meio-campo é Rodri, peça fundamental do Manchester City e da seleção espanhola. Tecnicamente, seria uma reposição quase ideal para o espaço deixado por Kroos. No entanto, a realidade não é tão simples.
Rodri perdeu boa parte da última temporada por conta de uma lesão séria, e ainda existem incertezas sobre seu retorno ao mais alto nível. Além disso, o City não demonstra qualquer interesse em negociá-lo, o que tornaria a possível transferência extremamente cara e complexa. O Real não quer fazer um grande investimento com tantas dúvidas no ar.
Xabi Alonso e sua solução caseira
Enquanto não fecha com ninguém, Xabi Alonso aposta em soluções internas. O treinador acredita que pode extrair o melhor de Aurélien Tchouaméni, que passou parte da última temporada sendo improvisado como zagueiro por Ancelotti, algo que não agradava ao jogador. Agora, como volante de origem, ele terá a chance de mostrar seu verdadeiro futebol.
Outro nome que anima o técnico é Arda Güler. O jovem turco vem crescendo de produção e pode se transformar em um coringa dentro do elenco. Versátil, ele pode atuar como meia central, ponta-direita e até como um camisa 10 mais solto. Xabi vê potencial em Güler para ser uma peça-chave tática e técnica nesta nova fase do Real Madrid.
Foto: Reuters/Hannah McKay