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Há 10 anos, Rogério Ceni fez seu último gol de falta; confira outros 3 gols icônicos da lenda!

O lendário Rogério Ceni já pendurou as luvas faz tempo e, hoje, brilha à beira do gramado comandando o Bahia. Mas, há exatos 10 anos, o ídolo eterno do São Paulo marcou seu último gol de falta como jogador. E, pra celebrar esse momento marcante, vamos relembrar outros três tentos icônicos desse verdadeiro camisa 1 (ou seria camisa 10 disfarçado?).

Além de fechar o gol do Tricolor Paulista, o “quarentão” era quem botava a bola debaixo do braço, ou melhor, colocava na marca das cobranças de falta e pênaltis. E, convenhamos, ele fazia isso com uma maestria que deixava muito atacante com inveja.

É claro que tinha seu risco. Sempre que Ceni se mandava pra cobrança, rolava aquele friozinho na barriga da torcida: “E se a zaga vacilar e der contra-ataque?”. Mas, quando a lenda do Morumbi se apresentava pra bater, era porque sabia o que estava fazendo. E não dava outra: era caixa em boa parte das vezes.

Estamos falando de 131 gols oficiais na carreira. Cento e trinta e um. Pra um goleiro. É um número que beira o absurdo, e, nesse caso, a gente adora esse tipo de absurdo. E digo mais, sendo Rogério Ceni, ninguém esperava menos. Ele não nasceu pro comum. Ele nasceu pra ser ídolo. Ou melhor: nasceu pra ser lenda.

Confere aí o nosso top-3 de gols inesquecíveis do M1TO:

Top-3 gols mais icônicos da carreira de Rogério Ceni

3. São Paulo x Santos (Final do Paulistão de 2000)

Rogério Ceni
Foto: Nelson Almeida/L! Sportpress

 

No dia 18 de junho de 2000, o São Paulo recebeu o Santos para a grande final do Campeonato Paulista. Como os dois jogos aconteceram no Morumbi, o Tricolor Paulista tratou de largar na frente com uma vitória no jogo de ida. Na volta, bastava segurar o empate, e foi exatamente o que aconteceu. Mas pra falar do 2 a 2 que garantiu a taça, a gente precisa lembrar do que Rogério Ceni aprontou naquela tarde.

O Peixe precisava vencer por dois gols de diferença e até chegou a sonhar quando Dodô abriu o placar. A esperança santista cresceu, o clima ficou tenso, e a virada parecia possível. Só que aí… apareceu ele. O camisa 1, o capitão, o mito. Rogério Ceni resolveu que também queria entrar na festa.

No finzinho do primeiro tempo, o São Paulo teve uma falta a favor. A bola estava posicionada de frente para o gol, um pouco distante da meia-lua. Mas a galera já sabia: pra Ceni, aquilo era praticamente um pênalti disfarçado. Sem nem tomar muita distância, ele chapou com categoria. A bola beijou o travessão, caiu dentro do gol e correu pro abraço. Tudo igual no placar. Tudo encaminhado pra mais um título.

Depois disso, ainda saíram mais dois gols, um pra cada lado, e o empate por 2 a 2 colocou mais uma taça na sala de troféus do Morumbi. Mas o que ficou mesmo na memória foi aquele golaço de falta. Porque quando Rogério pegava pra bater, não era só torcedor que segurava a respiração… era o estádio inteiro.

2. São Paulo x Al-Ittihad (semi do Mundial de Clubes de 2005)

Rogério Ceni
Foto: Koichi Kamoshida/Getty Images

 

Saindo das faltas, vamos pra outra especialidade da casa: os pênaltis. E aqui a gente fala de um momento gigante, que entrou pra história do São Paulo. Depois de levantar a taça da Libertadores, o Tricolor partiu pro Mundial de Clubes e teve pela frente o Al-Ittihad, sim, o mesmo clube que hoje ostenta nomes como Benzema e Kanté, só que na época o papo era outro.

Rogério Ceni, como de costume, estava pronto pra decidir. Na semifinal, quem brilhou mesmo foi Amoroso, que marcou dois gols e comandou a vitória. A questão é que, sem o pênalti cobrado e convertido por Ceni, o jogo teria terminado empatado em 2 a 2. Simples assim. O gol do camisa 1 foi o 21º da sua carreira e teve um peso enorme: colocou o São Paulo na final contra o Liverpool, e o resto é história.

Dá pra dizer que a atuação do Mito contra os ingleses foi ainda mais lendária. Ele fechou o gol, levou o prêmio de melhor jogador da final e garantiu o tricampeonato mundial. Entretanto, como o assunto aqui são os tentos do homem, esse pênalti precisa estar no top-3. Não só pelo golaço em si, mas pelo que ele representou: um passo fundamental rumo ao pico mais alto dos times.

1. São Paulo x Corinthians (Paulistão de 2011)

Rogério Ceni
Foto: Luiz Pires Dias / VIPCOMM

 

Não tinha como o primeiro lugar desse ranking ser de outro gol. Quando o assunto é Rogério Ceni e Corinthians, a rivalidade já fala por si. Agora, imagina marcar o centésimo gol da carreira justamente contra o maior rival do São Paulo? Só faltou ser no Morumbi pra ficar ainda mais cinematográfico.

O Tricolor já vencia por 1 a 0 quando surgiu a chance de ouro: falta na diagonal da meia-lua, aquele ponto perfeito pra um destro que sabe o que tá fazendo. E aí, claro, o camisa 1 assumiu a responsa. Ceni foi pra bola com confiança, tomou uma distância generosa, e ao invés de encher o pé, preferiu o capricho. Colocou com carinho, no ângulo de Julio César, que até voou bonito para sair bem na foto, mas nem com dois goleiros daria jeito. Era o centésimo. Era história sendo escrita.

A comemoração foi à altura. Os companheiros sabiam que aquele não era só mais um gol, era o gol de um cara que já era lenda, e agora estava cravado na eternidade. Pra completar o momento épico, o golaço ainda foi eleito o mais bonito da carreira de Rogério em uma votação do programa “É Gol”, do SporTV, com impressionantes 74,99% dos votos.

Contra o maior rival, com direito a pintura no ângulo… Não tem discussão: esse é o topo da lista.

Imagem: Ricardo Nogueira/Folhapress