NFL

Eagles atropelam Broncos e seguem com melhor campanha

(por Edmar Jardim)Em partida disputada no Lincoln Financial Field, na Philadelphia, os Eagles venceram os Broncos por 51 a 23. O embate marcou o retorno de Brock Osweiller como titular de Denver, e também dos pesadelos ao torcedor do time do Colorado, que mais uma vez vê uma atuação desastrosa de um quarterback atuando pela franquia.Pra falar desse jogo e entende-lo, é preciso antes citar que o placar chegou a marcar 44-9 pra os Eagles no terceiro quarto. Ou seja, praticamente toda a pontuação do Denver Broncos acontece no chamado “garbage time”, quando a vaca literalmente já havia ido pro brejo, e a equipe do Philadelphia Eagles já havia naturalmente aliviado a marcação e o ímpeto. É preciso também entender que os donos da casa não fizeram uma atuação “mágica” para construir o placar elástico: ele foi construído naturalmente, contra uma das melhores defesas da liga.Como explicar que Carson Wentz teve 15 passes completos na partida, com apenas 199 jardas aéreas, e 4 touchdowns? Olhando para a desastrosa atuação do ataque do Broncos. Turnovers, faltas que beiram o absurdo condenando campanhas, não conversão de terceiras descidas, ausência de touchdowns. A cada besteira do Broncos, os Eagles recebiam a bola em condição de campo no mínimo agradável, e capitalizavam com facilidade as campanhas em pontuação. O panorama do primeiro tempo não teve significativa mudança no segundo, e a vitória veio sem sustos.O resultado consagra a equipe da Philadelphia como melhor campanha da NFC (e da NFL), com 8-1. Jay Ajayi estreou, anotando seu primeiro touchdown na nova casa. Olho no Eagles: defesa forte, pass rush com fome, quarterback em ótima fase, ataque pragmático e objetivo. Fortíssimo candidato a sonhar alto.Pelo lado do Broncos, a falta de equilíbrio entre o talento da defesa e inoperância do ataque condena a temporada. Campanha 3-5, playoff distante, vestiário certamente em ebulição, e ausência de um game manager que possa fazer algo de concreto pela franquia. A luz no fim do túnel em Denver passa pela presença de um quarterback que traga de volta o peso da camisa.