(por Edmar Jardim)Feliz 2018, leitor Playmaker!Não deu. Pela primeira vez após 5 anos, o Seattle Seahawks ficou de fora dos Playoffs da NFL, ao perderem em casa pro Arizona Cardinals por 26-24 no último dia de 2017. O derradeiro dia de um ano pra ser esquecido pelo torcedor da franquia, em que no lance decisivo, mais uma vez, a Bruxa de Blair Walsh chutou pra longe do Y o traseiro de uma temporada em que nada deu certo, em uma das muitas analogias que podem ser feitas.Falar do jogo, é chover no molhado: erros do ataque, chamadas duvidosas do Coordenador Ofensivo, Linha ofensiva mais furada do que uma peneira, defesa não funcionando, Wilson dançando conforme a música a cada snap. Um empolgado Arizona Cardinals (já sem pretensões) não teve dificuldades em manter a posse de bola e a liderança no placar durante os 3 primeiros quartos da partida. Pra se ter noção do tamanho da inoperância de Seattle, os 7 pontos do time antes do halftime vieram de um retorno de kickoff para touchdown de Tyler Lockett. Ou seja, pontos anotados pelo Special Team. Arizona trabalhava bem as campanhas, e explorava sem problemas as deficiências de Seattle. A defesa dos Cardinals teve atuação consistente, e o destino do time poderia ser outro se houvesse a mesma entrega de ontem em todas as partidas do ano.No último lance, já jogando apenas pela honra e pela camisa (pois os Falcons já tinham vencido os Panthers àquela altura da rodada), o suspiro final, e a metáfora perfeita de um ano que escancarou pra quem não queria enxergar a necessidade de mudanças: field goal de Blair Walsh, pra vencer o duelo e terminar com dignos 10-6 na campanha…. pra fora. Lesões, erros, mais erros… e o último lance de 2017 do Seattle Seahawks é um field goal perdido por Blair Walsh.Após o confronto, Bruce Arians, Head Coach do Arizona Cardinals anunciou sua aposentadoria após 5 anos com a equipe. Foram 3 aparições em pós-temporadas, sendo uma final de conferência, perdida para o Carolina Panthers na temporada 2015/2016. A entrevista final como treinador foi bastante emocionante. Até o momento, não apurei especulações sobre um possível substituto. [[{“type”:”media”,”view_mode”:”media_large”,”fid”:”547″,”attributes”:{“class”:”media-image aligncenter wp-image-1849 size-full”,”typeof”:”foaf:Image”,”style”:””,”width”:”1200″,”height”:”817″,”alt”:””}}]]No Seattle Seahawks, são esperadas cabeças rolando ainda esta semana. É necessário dar nova cara à equipe, é preciso manter os pilares de um time vencedor, e acrescentar peças intuitivas, eficazes, e a um custo não elevado em função do Salary Cap. Alguns moves devem ser feitos no sentido de abrir espaço e diminuir o custo de um plantel caro: especula-se a saída de jogadores como Michael Bennett, Paul Richardson, e Sheldon Richardson. É incerto também o destino de Jimmy Graham, após sua melhor temporada na franquia desde sua chegada. Fato é que peças essenciais devem ser mantidas, e a nova cara do time deve ser construída em torno de Wilson, Baldwin, Wagner, Chancellor e Thomas (que também tem sua saída especulada).Tom Cable (treinador da linha ofensiva mais queijo suíço da liga) é muito questionado, e pode estar com os dias contados em Seattle (especulado como possível candidato à vaga de Chuck Pagano em Indianapolis), assim como Darrell Bevell (o homem que chamou o histórico e polêmico passe na linha de 1 jarda), coordenador ofensivo, que o torcedor dos Seahawks já não engole e nem simpatiza desde antes do Super Bowl XLIX. O Playbook é considerado por muitos como previsível e antiquado, além das chamadas não agradarem, em algumas oportunidades, nem aos jogadores (lembram da reação do Baldwin ao saber que iria lançar um passe pra Wilson?). Especula-se nomes como John DeFilippo (QB coach do Philadelphia Eagles) e Alex Van Pelt (QB Coach do Green Bay Packers) para a vaga de Bevell.Pensando em 2018, é preciso arejar. Tanto em Seattle como no Arizona, os fãs esperam por um feliz ano novo. (novo mesmo).
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