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Olimpíadas Futebol

Marta fica perto de superar Cristiane e se tornar a maior artilheira das Olimpíadas em Paris

Faltam dois gols. Dois gols para a Rainha Marta se tornar a artilheira máxima da história dos Jogos Olímpicos. Com 13 tentos marcados, a craque brasileira tem um gol a menos que Cristiane, a maior goleadora das Olimpíadas, considerando homens e mulheres.

Disputando sua sexta Olimpíada da carreira, Marta é presença garantida nos Jogos desde a edição de Atenas em 2004, quando tinha apenas 18 anos de idade. Na disputa da Grécia, ela marcou três gols, mesmo número na Olimpíada seguinte, de Pequim 2008, e na última, Tóquio 2020. Em Londres 2012 e Rio 2016, foram dois gols cada. A camisa 10 ostenta a marca de ter feito gols em cinco Jogos Olímpicos diferentes, e se fizer na sexta, a de Paris, terá um feito ainda maior de ser batido.

Além de superar Cristiane na artilharia geral, a Rainha tem outra meta a conquistar em solo francês: ser artilheira máxima de uma única edição. Cristiane teve o feito em duas oportunidades, Atenas 2004 e Pequim 2008, com cinco gols cada. Na edição de 2004, a brasileira dividiu a artilharia com a alemã Birgit Prinz. Com 14 gols marcados, a centroavante não foi convocada pelo técnico Arthur Elias, e não terá a chance de aumentar seus resultados, porém, será comentarista da TV Globo no torneio de futebol.

Cristiane, ex-colega de Marta na Seleção e maior artilheira das Olimpíadas
Cristiane é a maior artilheira da história das Olimpíadas — Foto: Instagram/Cristiane

Com a ausência de Cris, Marta precisará de apenas um gol para empatar com a antiga colega de seleção no ranking e de dois para se tornar a maior artilheira de toda a história das Olimpíadas. Com média de um gol a cada dois jogos no torneio olímpico, a craque entrou em campo 26 vezes nos Jogos Olímpicos.

Na seleção há duas décadas, Marta vai em busca de sua terceira medalha olímpica. A camisa 10 conquistou a prata nas edições de Atenas 2004 e Pequim 2008. Em 2012 e 2020, terminou eliminada nas quartas de final, e em 2016, foi quarta colocada.

No Grupo C da primeira fase do futebol feminino, a estreia da Rainha e companhia em Paris será nesta quinta-feira, às 14h (de Brasília), contra a Nigéria. A partida será disputada no lendário estádio Chaban-Delmas, em Bordeaux, palco de lendas como Zidane e Leônidas da Silva.

Maiores artilheiras dos Jogos Olímpicos; Marta em segundo lugar

  • 14 gols: Cristiane (Brasil)
  • 13 gols: Marta (Brasil)
  • 12 gols: Christine Sinclair (Canadá)
  • 10 gols: Birgit Prinz (Alemanha), Carli Lloyd (Estados Unidos) e Vivianne Miedema (Holanda)
  • 9 gols: Abby Wambach (Estados Unidos)
  • 8 gols: Pretinha (Brasil)

Celeiro de craques, futebol masculino também destaca o Brasil

Apesar de bicampeão consecutivo do futebol masculino dos Jogos Olímpicos, o Brasil não se classificou no Pré-Olímpico e acabou fora do torneio de Paris. Iniciado justamente na capital francesa, nas Olimpíadas de 1900, vários jogadores colocaram o seu nome na história como artilheiros numa das edições, e entre eles, brasileiros se destacam.

Mesmo com grande parte dos atletas sendo desconhecidos do mundo da bola no torneio, que é disputado com seleções sub-23, super craques conquistaram a artilharia quando ainda despontavam no cenário internacional. O primeiro dentre eles foi Romário, tetracampeão mundial com a seleção de 1994, e que aos 22 anos de idade anotou sete gols nos Jogos de Seul, na Coreia do Sul, em 1988.

Outros lendários jogadores a conquistar a artilharia numa Olimpíada foram o também tetracampeão Bebeto (1996), o chileno Iván Zamorano (2000), e os argentinos Hernán Crespo (1996) e Carlito Tévez (2004). Os últimos dois brasileiros a obter o feito foram Leandro Damião (2012) e Richarlison (2020).

Na categoria masculina, para evitar que os Jogos Olímpicos se tornassem uma espécie de “mini Copa do Mundo”, a FIFA autorizou a utilização de jogadores profissionais somente em 1984, nos Jogos de Los Angeles. Porém, ainda restringindo a participação para atletas que nunca haviam disputado uma Copa.

Em 1992, na edição de Barcelona, restringiu-se a idade máxima para 23 anos, sendo o futebol o único esporte com a limitação. A partir da olimpíada seguinte, em Atlanta, as seleções foram liberadas a levar até três jogadores acima dessa faixa etária, regra a qual permanece até hoje. O futebol feminino por sua vez, incluído no programa olímpico a partir de 1996, nunca utilizou esta regra.

Enquanto entre as mulheres, Cristiane e Marta lideram e possuem reconhecimento no mundo do futebol, no ranking masculino, apesar do destaque para brasileiros e jogadores lendários, os líderes da artilharia de todos os tempos são desconhecidos do público. Sophus Nielsen (Dinamarca) e Antal Dunai (Hungria), atuaram em épocas diferentes, mas empatam no ranking dos homens e no ranking geral com Marta, possuindo 13 gols.

O dinamarquês atuou entre os anos de 1904 e 1920, enquanto o húngaro jogou entre 1961 e 1978. Fatos os quais pavimentam com uma facilidade maior para Marta superá-los nesta quinta, diante das nigerianas. Confira a lista a seguir:

Artilheiros do Futebol Masculino nas Olimpíadas

  • 13 gols: Sophus Nielsen (Dinamarca) e Antal Dunai (Hungria)
  • 12 gols: Ferenc Bene (Hungria)
  • 11 gols: Domingo Tarasconi (Argentina) e Pedro Petrone (Uruguai)
  • 10 gols: Gottfried Fuchs (Alemanha) e Kazimierz Deyna (Polônia)
  • 9 gols: Harold Walden (Inglaterra) e Vilhelm Wolfhagen (Dinamarca)
  • 8 gols: Jan Vos (Holanda), Héctor Scarone (Uruguai), Carlos Tévez (Argentina), Bebeto (Brasil), Harald Nielsen (Dinamarca) e Ibrahim Reyadh (Iraque).