Alex “Poatan” Pereira tem sido um dos lutadores mais ativos do UFC nos últimos três anos, consolidando-se como uma das maiores estrelas do Ulrimate. Sua agenda frequente de lutas o manteve em destaque, mas até um guerreiro como Poatan tem seus limites, como ele descobriu durante a desafiadora preparação para o UFC 307.
Antes de sua vitória sobre Khalil Rountree no sábado, no Delta Center, Poatan enfrentou um training camp repleto de obstáculos, desde lesões até problemas de viagem, que quase prejudicaram sua preparação. Apesar desses contratempos, Poatan triunfou sobre Rountree com uma série de golpes devastadores no quarto round, deixando seu oponente ensanguentado e derrotado.
Durante a coletiva de imprensa pós-luta, Poatan revelou as dificuldades que enfrentou nas semanas que antecederam a luta:
“A luta foi muito difícil, mas só minha equipe sabe o quão duro foi este camp”, compartilhou Poatan em entrevista coletiva. “Passei por muitas coisas que ninguém sabe.”
Um dos maiores desafios enfrentados por Poatan foi um problema com o visto, que o manteve no Brasil até um mês antes da luta:
“Tive alguns problemas com o meu visto. Eu ia ao consulado todos os dias, tentando ver se meu passaporte estava pronto para ser retirado,” explicou ele.
Depois de finalmente conseguir o passaporte, Poatan chegou aos EUA com pouco tempo e continuou seu treinamento em Connecticut. Infelizmente, seus problemas não pararam por aí. O brasileior também lutou contra uma forte gripe, revelando que teve febre e uma infecção na garganta que exigiu tratamento com antibióticos.
“Quando cheguei aqui, minha garganta ainda estava ruim. Fui ao médico e tive que tomar mais uma rodada de antibióticos,” disse.
Além da doença, Poatan agravou uma antiga lesão na costela que sofreu há um ano e voltou a machucar um ligamento do dedo do pé que já o incomodava antes do UFC 300. Ele revelou que todos esses problemas tornaram o camp extremamente desgastante, física e mentalmente.
Apesar de todos os obstáculos, Alex permaneceu determinado a dar o seu melhor:
“Foi uma luta difícil, mas foi uma preparação muito difícil para essa luta, e eu realmente me sinto muito orgulhoso de mim neste momento,” disse ele.
Poatan admitiu que sua agenda intensa de lutas nos últimos três anos pode ter contribuído para suas lesões e fadiga. A luta de sábado marcou sua décima luta no UFC em menos de três anos, uma possível razão para o desgaste físico:
“Acho que existe um limite,” refletiu. “Quero me esforçar o máximo que posso. Tenho 37 anos e quero aproveitar o tempo, mas preciso fazer uma pausa.”
Poatan vai descansar, mas não vai parar de treinar
Após um período extremamente desgastante em sua carreira, Poatan sugeriu que poderia tirar um raro descanso das lutas para se recuperar:
“Tenho alguns compromissos no México, Coreia e Malta. Vou passar um tempo com o Jorge (Guimarães), meu empresário, em Bali. Preciso tirar um tempo, mas vou continuar treinando,” completou.