Neymar e Santos
Futebol Série B

Santos tem desafios a resolver para repatriar Neymar ainda em janeiro; saiba quais são

O Santos mantém vivo o desejo de ter Neymar novamente e alinha nos bastidores uma possível volta, mas o assunto dificilmente caminhará de imediato. Com o astro tendo contrato com o futebol saudita até o início do segundo semestre do ano que vem, o atual cenário para um retorno ainda em janeiro se apresenta de forma remota ao clube da Vila Belmiro.

Na última segunda-feira, pouco depois do Peixe garantir o acesso para a Série A do Brasileirão, após vencer o Coritiba no Couto Pereira, o presidente Marcelo Teixeira atendeu à imprensa e admitiu estar em conversas com Neymar. Porém, afirmou que o momento ainda não lhe cabia tratar do assunto pelo fato do jogador manter seu vínculo com o Al-Hilal.

Nesta terça, durante entrevista ao programa “Seleção SporTV”, Marcelo Teixeira novamente comentou sobre o craque e utilizou uma ligação do atacante para os atletas do sub-17 para mostrar a proximidade dele com o Santos, mas outra vez evitou criar expectativas em torno de um possível acordo. Segundo o ge, o projeto para o regresso de Ney já vem sendo montado há alguns meses, e possui os seguintes desafios para que seja enfim concluído:

Desafio 1: O prejuízo financeiro do Al-Hilal

O primeiro desafio que o Santos tem é o de encontrar Neymar com o “passe livre” no mercado ainda em janeiro, caso ele deixe o Al-Hilal ao final deste ano. Além disso, se os sauditas liberarem o craque ainda no início de 2025, dificilmente farão o acordo sem receber uma compensação financeira, algo que deixaria o negócio inviável para os padrões do Peixe.

Lesionado em outubro do ano passado pela seleção brasileira, Neymar passou um ano tratando uma grave lesão no joelho. Durante o período, o atacante teve seu salário pago integralmente pelo Al-Hilal, que já sinaliza como pouco provável uma liberação sem custos para o Alvinegro Praiano.

Neymar, Arábia Saudita
Jorge Jesus, Neymar e Malcom em evento do Al-Hilal em comemoração ao Dia Nacional Saudita — Foto: Divulgação / Alfakhera

Desafio 2: A concorrência de outros clubes

Se Neymar estiver próximo de ficar livre no mercado é evidente que o Santos enfrente um cenário de imensa concorrência, tanto no mercado internacional quanto no nacional. Na Europa, por exemplo, o craque ainda pode atrair atenção de clubes de grandes ligas do continente.

Numa eventual concorrência, o Santos tem a seu favor uma decisão pessoal de Neymar, que recentemente tem se reaproximado do clube e possui a família bem alinhada com a atual diretoria santista, empossada em janeiro de 2024.

Neymar, Santos
Neymar comemora vitória do Santos sobre o Vila Nova — Foto: Reprodução

Desafio 3: O trabalho do marketing do Santos para o retorno

Diante de uma imprensa atordoada e uma torcida ansiosa pelo possível retorno de Neymar ao futebol brasileiro, o Santos trabalha cautelosamente para dar mais força ao projeto. Nesse cenário, o marketing do clube é o departamento que vem atuando de forma mais intensa para realizar o sonho.

O grande desafio do marketing do Peixe está sendo o de encontrar novas formas de “monetizar” a imagem do astro, que já se dinamizou no futebol mundial e tem a marca atrelada a N&R Sports, empresa gerenciada pelos pais de Neymar. Na primeira passagem do jogador pelo Santos, o clube ficava com sua imagem e compartilhava novas receitas com ele.

Em meados de 2010, o salário de Ney atingia a casa de R$ 3 milhões. Agora, o trabalho é compreender como compor o “pacote” Neymar. Não se trata mais de um projeto de carreira e sim de um projeto de mercado.

No final do mês passado, o atacante voltou a jogar após um ano em recuperação de grave lesão no joelho esquerdo. Porém, no último dia 4, sofreu uma nova lesão na coxa direita e retornou ao Brasil para realizar tratamento.

Há pouco tempo, Neymar comemorou o primeiro ano de vida da filha Mavie, em evento realizado em Mangaratiba, e foi convidado pelo Santos para acompanhar a partida diante do CRB, na Vila Belmiro, no dia 17, um domingo, o último jogo da equipe como mandante na Série B do Campeonato Brasileiro.