No Brasil, trocar de técnico sempre foi uma das maiores características do nosso futebol, do contrário do que se vê no cenário europeu. Porém, a chegada de um novo treinador no início da temporada alimenta as esperanças dos torcedores na expectativa para um bom começo de ano. No entanto, três gigantes brasileiros tem frustrado seus adeptos e a pressão sobre alguns comandantes, que iniciaram seus trabalhos recentemente, já começou a aumentar.
3 gigantes brasileiros que não convenceram
Nessa lista, três times grandes iniciaram seus anos com o pé esquerdo: Santos, Vasco e Grêmio. Para essa temporada, os clubes fizeram mudanças, mas ainda não deixaram as torcidas felizes.
Santos – Pedro Caixinha

Depois que o Alvinegro Praiano foi promovido para primeira divisão, foi prometido, por parte da diretoria, uma reformulação na equipe e também buscam recuperar a moral com os torcedores. Para isso, foi contratado Pedro Caixinha, o ex-técnico do RB Bragantino. O português apesar de ter feito um bom trabalho em Bragança Paulista, começou sua trajetória no Santos com o pé esquerdo.
Com a chegada de uma nova diretoria, reforços – entre eles, o craque Neymar – e a contratação do novo técnico esperava-se que o Peixe viesse com um time mais organizado e que desempenhasse um bom futebol, só que isso não aconteceu na prática. Desde que o calendário do Santos começou são apenas duas vitórias, três empates e três derrotas, nos últimos oito jogos disputados. Um aproveitamento de 37,5%, uma estatística considerada baixa devido às contratações feitas e a bola jogada.
É sabido que esse cenário pode mudar, pois ainda há muito campeonato pela frente. Entretanto, a terceira colocação no Grupo B do Campeonato Paulista acaba retirando as esperanças dos santistas de ter paz no restante da temporada.
Grêmio – Gustavo Quinteros
Contratado junto Vélez Sarsfield, Quinteros assumiu o compromisso com Grêmio em janeiro de 2025. O boliviano chegou para ocupar o cargo, antes, contemplado a Renato Gaúcho, ídolo máximo do Imortal. Mas, mesmo com a liderança do grupo no Gauchão e com uma sequência de três vitórias consecutivas no início do torneio, os verdadeiros desafios contra os maiores rivais – Internacional e Juventude – o Grêmio tropeçou.
Contra o Juventude, o time de Quinteros foi derrotado por 2 a 0, não performando bem. O resultado foi construído no segundo tempo e, em uma faixa de tempo de cinco minutos, o Papo fez dois gols, sendo um deles um golaço de Jean Carlos. Além disso, um fator crucial para que o Grêmio demonstrasse seu poder e que estivesse preparado, de fato, para um jogo grande foi o clássico contra o Inter, mas as coisas não se caminharam desta forma.
No Gre-Nal realizado no último sábado (08), o Tricolor Gaúcho não conseguiu se impor diante de seu maior rival. Embora, o jogo estivesse sendo disputado na Arena do Grêmio, o Colorado parecia jogar com muita tranquilidade e levando mais perigo nos ataques. A equipe do Inter ainda teve o técnico Roger Machado expulso ainda no primeiro tempo, isto é, tiveram que jogar sem as instruções de seu superior, algo que, em tese, mudaria a forma de jogar da equipe.
Porém, a tônica dos minutos iniciais se manteve e o Internacional continuou dominante. Desse modo, a reação dos gremistas na Arena foi de impaciência, em razão de sua equipe estar contra as cordas, sendo o anfitrião do jogo. Ainda que o Imortal tivesse aberto o placar, com Braithwaite, de pênalti – nas poucas vezes que o Grêmio teve a chance de marcar –, a alegria dos torcedores durou pouco, e o Inter empatou logo depois, com Fernando. Nesse sentido, o que se escutava após o apito final eram vaias e muitos xingamentos da torcida mandante, exigindo que mudassem a postura.
Vasco – Fábio Carille
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2025/h/4/da4R8XRbqqbUyPffrWhA/ggymskbxmaazrmv.jpeg)
Chegando com o status de vencedor, não importa a forma da qual tenha conquistado a vitória, Fábio Carille tem uma fama de que seus times não conseguem desempenhar um jogo vistoso. Os placares magros e pouca ofensividade chamam a atenção na carreira do técnico, mesmo que ela seja vitoriosa, com títulos brasileiros pelo Corinthians (Brasileirão Série A 2017) e pelo Santos (Brasileirão Série B 2024). Porém, para começo de conversa, a torcida vascaína também já anunciava sua resistência ao treinador, antevendo que o Vasco passaria por uma ideia de jogo incompatível com o que esperavam.
São três vitórias, quatro empates e uma derrota no Campeonato Carioca, estando em terceiro colocado de sua chave. No entanto, o que se cobra do time de Carille não são apenas resultado finais propriamente ditos, e sim uma identidade tática e técnica em campo, algo não visto. É uma exigência da torcida neste começo de temporada, só que isso demanda tempo para que o treinador implemente sua filosofia e a derrota para o Fluminense, de virada, não contribuiu para que essa paciência pairasse sobre os vascaínos.
Os reforços são muitos para esta temporada e há a expectativa de que Carille encontre um jeito de jogar com os dois maiores nomes de grife – Dimitri Payet e Philippe Coutinho – no time titular. Além disso, outro fato que chama atenção é que ambos os nomes não tem se encontrado em campo, quando estes estão responsáveis de munir o atacante Pablo Vegetti. Isso se tornou uma dádiva desde que Coutinho foi contratado em 2024, e quem assumisse o cargo de treinador em 2025, teria essa responsabilidade de fazer tais engrenagens em prol do artilheiro argentino. Só que, até o momento isso não foi possível de se observar em campo.
Foto: Lucas Uebel/Grêmio