O Corinthians tenta, mais uma vez, engatar uma sequência positiva sob o comando de Dorival Júnior, mesmo com o baque da lesão de Yuri Alberto ainda fresco. A derrota para o Huracán jogou um balde de água fria nos planos do Timão, culminando em mais uma eliminação continental, dessa vez, na Copa Sul-Americana. Mas nem tudo é tempestade: Rodrigo Garro deve estar de volta ao time titular, segundo as informações do “Meu Timão”. E quando o argentino pisa em campo, sempre tem esperança no ar.
O próximo desafio do Corinthians é contra o Vitória, no domingo (1), na Neo Química Arena, pelo Brasileirão. Do outro lado, mais um adversário cambaleando. O time baiano também deu adeus à Sul-Americana e vive um momento turbulento. Em 2024, Thiago Carpini chegou a empolgar, mostrando suas ideias e colocando o Vitória numa vitrine internacional. Mas, como diz o velho ditado: a maré boa não dura pra sempre.
Esse confronto tem cara de decisão para Carpini. A pressão é real. E o ambiente vai ser daqueles: Neo Química Arena cheia, torcida do Corinthians mordida… e você já sabe como isso termina. Pode não ser o melhor momento do clube, mas se tem algo que o Timão sabe fazer é transformar apoio em combustível.
Rodrigo Garro muda o Corinthians?

Se tem uma coisa que essa e a temporada passada deixaram claras é que o Corinthians com Garro é um time muito mais interessante. O argentino foi um dos nomes mais importantes do elenco, mas ficou um tempo fora por lesão. Chegou a jogar alguns minutos na Argentina, contra o Huracán, mas não deu tempo de mudar o rumo da história, 1 a 0 e tchau para a Sul-Americana.
Ainda não está cravado como o camisa 8 será encaixado no esquema de Dorival, mas já se comenta bastante sobre um possível 4-4-2 em losango. Nesse cenário, Garro jogaria mais colado em Memphis Depay e, quem sabe, Ángel Romero, caso Héctor Hernández não seja o escolhido para dar trabalho no jogo aéreo.
Sem Yuri Alberto em campo, o Corinthians perde uma peça vital. E isso pesa. Ter Depay e Garro juntos já é ótimo, mas o trio completo faria ainda mais estrago. O camisa 9 é aquele atacante que não só finaliza, mas corre, briga, volta pra marcar e se entrega pelo time. Não ter esse cara muda bastante a dinâmica.
A chegada de Garro ao Brasil foi um achado. Um meia de altíssimo nível que, sinceramente, parece ter passado batido por muitos clubes. Hoje, dá pra imaginar o argentino em qualquer grande time do continente. Ele é completo: arma, finaliza, cobra falta, chuta de longe e, quando precisa, puxa um coelho da cartola.
É só lembrar dos golaços que ele já fez com a camisa do Corinthians: bomba de fora da área, falta no ângulo, ou aquele toque mágico que deixa o companheiro na cara do gol. Garro decide, e decide bonito.
Garro pode potencializar Depay?

A resposta rápida: sim. A resposta longa? Também sim, mas com argumentos.
Com Garro fora, Memphis Depay teve que fazer de tudo um pouco. Voltava pra buscar jogo, armava, distribuía… e ainda tinha que pensar em finalizar. Agora, com o argentino de volta, o camisa 10 pode focar no que sabe fazer melhor: atacar. Dorival tem a chance de liberar o holandês para ser o cara do último toque, sem tantas obrigações defensivas.
Vamos ser sinceros: Memphis já não está mais na flor da idade. Ele precisa ser bem utilizado. E correr atrás de lateral adversário não é exatamente o melhor uso do talento dele.
Lembra do Suárez no Grêmio? Mal conseguia andar de tanto desgaste físico, mas bastava a bola chegar redondinha e… caixa. Garro pode ser esse cara que entrega a bola limpa. E mais: traz inteligência, mobilidade e criatividade para um meio-campo do Corinthians que anda engessado, cheio de volantes e com sérias dificuldades de transição.
Dorival já disse que o foco era primeiro resolver os problemas defensivos. Ok, alguns foram resolvidos. Mas outros seguem ali, firmes e fortes. E agora surge a grande pergunta: adianta ter uma defesa mais sólida se o ataque parou de funcionar? A paciência da torcida com o técnico começa a se esgotar. A pressão aumenta. O relógio corre.
Agora é com ele: o que Dorival, ex-treinador da Seleção, do São Paulo e do Flamengo, vai fazer para virar esse jogo?
(Foto: Joisel Amaral/AGIF)