O Auckland City, considerado o clube mais vitorioso da Oceania, se prepara para disputar sua 12ª participação no Mundial de Clubes da FIFA 2025, que estreia um novo formato com 32 equipes, sediado nos Estados Unidos. O clube neozelandês está no Grupo C, ao lado dos tradicionais Bayern de Munique, Boca Juniors e Benfica, e busca reafirmar seu protagonismo no cenário internacional. Vestindo as cores azul, amarelo, verde e cinza, a equipe carrega também o status de ser a única amadora entre os participantes. A estreia será contra os alemães, no dia 15 de junho, às 13h (horário de Brasília).
Além disso, o Auckland City é o único time da Oceania presente na edição de 2025 do Mundial de Clubes, após conquistar mais uma vez o título continental. A vitória contundente por 4 a 0 sobre o Pirae, do Taiti, na final da OFC Champions League 2024/25, assegurou ao clube seu terceiro título consecutivo, somando agora 10 conquistas nas últimas 12 edições. Embora classificado como amador, essa definição se deve principalmente ao perfil do elenco, que, apesar do sucesso, mantém características típicas de uma equipe semiprofissional.
Fundado em 2004, o Auckland City acumula uma trajetória impressionante tanto na Oceania quanto no Mundial de Clubes. Sua vaga veio após a conquista da Champions da Oceania, mas, apesar da curta história, o clube se tornou o mais tradicional do “Super Mundial”, com 11 participações na antiga versão da FIFA. O maior feito internacional aconteceu em 2014, quando terminou em terceiro lugar, superando o Cruz Azul na disputa por pênaltis, após ter perdido na semifinal para o San Lorenzo por 2 a 1 na prorrogação.
Entre os principais nomes da equipe está Emiliano Tade, atacante argentino que é o maior artilheiro e o jogador com mais partidas pelo Auckland City. Outro jogador de destaque é o meio-campista Dylan Manickum, que possui mais de 70 partidas pela seleção neozelandesa de futsal. A equipe, comandada por Paul Posa, que ficará fora do torneio por motivos pessoais, manteve sua hegemonia regional ao conquistar novamente a OFC Champions League, assegurando sua vaga para o Mundial.
A classificação foi selada com a vitória sobre o Solomon Warriors na final continental, garantindo a única vaga destinada à Oceania. Com uma combinação de experiência, liderança e jovens talentos, o Auckland City representa a região com orgulho e chega ao Mundial de Clubes 2025 pronto para encarar as potências do futebol global. Mesmo vistos como azarões, os neozelandeses estão determinados a repetir feitos históricos e surpreender o mundo mais uma vez.

Por que o Auckland City está sempre no Mundial de Clubes?
A participação frequente do Auckland City no Mundial de Clubes da FIFA é resultado de diversos fatores relacionados tanto à estrutura do futebol na Oceania quanto ao domínio do clube na região. Entre os principais motivos, destacam-se:
1. Supremacia regional
O Auckland City é o maior vencedor da OFC Champions League, torneio que garante vaga no Mundial. Desde meados dos anos 2000, o clube praticamente monopolizou a representação da Oceania, graças à sua organização, elenco qualificado, estabilidade administrativa e vasta experiência internacional.
2. Fragilidade do futebol na Oceania
Fora da Nova Zelândia, o futebol na Oceania é predominantemente amador ou semiprofissional, o que cria um desequilíbrio competitivo. Enquanto o Auckland City possui uma estrutura sólida, seus adversários têm menos recursos técnicos e financeiros, o que facilita o domínio neozelandês.
3. Saída da Austrália da OFC
Desde 2006, a Austrália passou a integrar a Confederação Asiática de Futebol (AFC), abrindo espaço para o Auckland City dominar a OFC. Se clubes como Sydney FC ou Melbourne Victory ainda disputassem a Champions da Oceania, o cenário seria mais competitivo.
4. Estabilidade e continuidade
O clube adotou uma filosofia de longo prazo, com técnicos que permaneceram por anos, como Ramon Tribulietx, e uma base sólida de jogadores, o que garantiu consistência no desempenho, mesmo sendo uma equipe semiprofissional.
5. Experiência acumulada
A frequência em competições internacionais proporcionou ao Auckland City uma bagagem valiosa, convertida em vantagem competitiva nos torneios regionais, onde já está acostumado a lidar com a pressão e os jogos eliminatórios.
6. Formato das competições
Até 2023, o campeão da OFC tinha vaga direta no Mundial, sem necessidade de playoffs intercontinentais. Assim, bastava ao Auckland City vencer a Liga dos Campeões da OFC para garantir presença no torneio global.
Resumo:
O domínio do Auckland City no Mundial de Clubes se explica pela combinação de sua hegemonia esportiva e administrativa, a fragilidade competitiva da OFC, a ausência dos clubes australianos e a manutenção de uma estrutura eficiente para os padrões da região.
Como o Auckland City se classificou para o Mundial de Clubes da FIFA 2025?
A vaga da OFC foi definida com base no ranking continental, e o Auckland City liderava a disputa com ampla vantagem quando os critérios foram estabelecidos, em dezembro de 2023. Isso se deve ao domínio absoluto dos “Navy Blues” na principal competição de clubes da confederação, um dos mais notáveis do futebol mundial.
O Auckland City alcançou uma impressionante sequência de 10 títulos continentais em 12 anos, um recorde difícil de ser superado. Na campanha mais recente, na OFC Champions League, o time apresentou um desempenho impecável: marcou 13 gols e sofreu apenas dois em cinco partidas, realizadas no Taiti.
Auckland City participará do Mundial sem seu treinador
O Auckland City chegou aos Estados Unidos para disputar o Mundial de Clubes da FIFA 2025 com uma importante ausência: o técnico Paul Posa, que havia sido recentemente anunciado para reassumir o comando, permanecerá na Nova Zelândia por questões pessoais, ausentando-se nas primeiras semanas de junho.
A confirmação foi feita pelo próprio clube, por meio de comunicado oficial, no qual expressou apoio ao treinador e pediu respeito à sua privacidade: “Posa permanecerá na Nova Zelândia durante as duas primeiras semanas de junho devido a circunstâncias pessoais”. Posa, que já comandou o Auckland entre 2008 e 2010, foi recontratado em 2025 justamente por sua vasta experiência e histórico positivo na competição, sendo responsável pela histórica campanha de 2009, quando o clube terminou em quinto lugar — um feito marcante para uma equipe da Oceania.
Sem seu treinador principal, a equipe será liderada por uma comissão técnica composta por quatro auxiliares: Adria Casals, Ivan Vicelich, Daewook Kim e Jonas Hoffmann. Mesmo diante da ausência de Posa, o Auckland City espera manter seu espírito competitivo, surpreender no torneio e reforçar sua posição como o clube mais bem-sucedido da Nova Zelândia.
(Foto: Divulgação/Auckland City)