Velho conhecido da torcida do Real Madrid, o zagueiro Sergio Ramos foi um dos grandes protagonistas do duelo entre Monterrey e Internazionale, válido pela estreia do Grupo E no Mundial de Clubes da FIFA. O experiente defensor, famoso por seus gols em momentos decisivos, voltou a se destacar ao abrir o placar para os mexicanos com um gol de cabeça, garantindo o empate em 1 a 1 com os italianos, no Rose Bowl. Com esse resultado, os Rayados somam um ponto, assim como a própria Inter, ficando atrás apenas do River Plate, líder do grupo com três pontos. O próximo desafio da equipe será no sábado, às 22h (horário de Brasília), diante justamente do time argentino.
O gol saiu após uma cobrança de escanteio precisa de Óliver Torres. Sergio Ramos se antecipou a Alessandro Bastoni e mandou a bola para o fundo das redes, em um típico “gol à la Sergio Ramos”. O feito impressiona ainda mais quando se analisam os dados físicos dos jogadores: Bastoni, da Inter, tem 1,91 m de altura e 26 anos, enquanto Ramos, com 39 anos e 1,84 m, provou que experiência e posicionamento ainda fazem a diferença, mesmo enfrentando um marcador mais jovem e alto.
Até o momento, o novo formato do Mundial de Clubes da FIFA já teve quatro confrontos entre equipes da América e da Europa – todos terminados em empates bastante disputados. Antes do empate entre Monterrey e Inter, o Fluminense dominou o Borussia Dortmund, mas não venceu por falta de pontaria. Já no duelo entre Palmeiras e Porto, o time brasileiro também criou boas chances, mas o placar ficou no 0 a 0. Em Boca Juniors 2 a 2 Benfica, os argentinos deixaram escapar a vitória aos 39 minutos do segundo tempo.
A escolha de Ramos pela camisa 93 no Monterrey tem uma razão especial: uma homenagem ao icônico gol que ele marcou aos 93 minutos da final da Champions League de 2014, ainda com a camisa do Real Madrid. Naquele jogo, Ramos empatou contra o Atlético de Madrid nos acréscimos, levando a decisão para a prorrogação e pavimentando o caminho para a conquista da tão sonhada décima taça europeia, a histórica “La Décima”. Além de estampar o número na camisa, o zagueiro também eternizou o minuto 93 com uma tatuagem na cabeça, reforçando o significado especial desse momento.
Desde sua chegada ao Monterrey, Sergio Ramos soma cinco gols em dez partidas na temporada de 2025. Após balançar as redes contra a Inter de Milão nesta terça-feira pelo Super Mundial de Clubes, o capitão dos Rayados voltará a campo no sábado (21), às 22h (horário de Brasília), para enfrentar o River Plate pela segunda rodada do Grupo E.

Sergio Ramos e a camisa 93 no Super Mundial de Clubes de 2025 com o Monterrey
A contratação de Sergio Ramos pelo Monterrey causou um grande impacto no ambiente do Mundial de Clubes da FIFA, e não apenas pela sua capacidade defensiva ou liderança em campo. O experiente espanhol estreou com a emblemática camisa 93, um número carregado de história.
O significado: o gol no minuto 93
A escolha no Monterrey não foi por acaso. O número remete diretamente ao momento mais marcante da carreira de Ramos: o gol de empate nos acréscimos da final da UEFA Champions League de 2014, que forçou a prorrogação e abriu caminho para a conquista da décima Champions pelo Real Madrid.
Homenagem e provocação
Na sua apresentação oficial – um evento que contou até com um desfile de cavalos espanhóis no estádio BBVA – Ramos destacou o peso emocional do número: “Nunca pensei em me aposentar”, declarou, prometendo deixar tudo em campo. Para muitos torcedores, a escolha da camisa foi vista não apenas como uma homenagem ao madridismo, mas também como uma provocação sutil ao Atlético de Madrid, relembrando a dolorosa derrota na prorrogação daquela final histórica.
O próprio Real Madrid reconheceu a homenagem e agradeceu publicamente: “Nosso minuto 93… uma lembrança de um momento que mudou a nossa história”, publicou o clube nas redes sociais.
Um contrato histórico
A chegada de Ramos aos Rayados vai além de simbolismos. Seu contrato de um ano prevê um salário de cerca de 5 milhões de euros, além de participação nas vendas de camisas. O Monterrey apostou não só no desempenho esportivo, mas também no impacto comercial que o defensor traz: o clube viu um salto nas receitas de marketing, aumento de público nos estádios e recordes nas vendas de uniformes nos primeiros meses após a contratação.
Impacto imediato no Mundial de Clubes
E o retorno em campo foi rápido. Na estreia do Grupo E, em Pasadena, diante da Inter de Milão, o Monterrey segurou o empate por 1 a 1, com Sergio Ramos marcando de cabeça aos 25 minutos, reafirmando sua frieza nos momentos decisivos. O camisa 93 mostrou que, mesmo após um período próximo da aposentadoria, ainda tem muito a oferecer.

Conclusão
A camisa 93 de Sergio Ramos no Monterrey é mais que um número: é uma declaração de intenções. Representa conquistas passadas, inspiração presente e ambições futuras. Um elo direto entre a noite mágica de Lisboa e o novo desafio no futebol mexicano. No Mundial de Clubes de 2025, ela ressoa dentro de campo, nas arquibancadas e nas manchetes: a história continua.
(Foto: Getty Images)