Após ficar de fora das competições europeias em 2025/26, a temporada do Milan está prestes a começar oficialmente. O trabalho começa na segunda-feira (7), sob o comando do novo técnico Massimiliano Allegri, com os rossoneri diante de uma grande oportunidade de lutar pelo topo da Série A. Em comparação à arquirrival Internazionale, que encerrou recentemente a última temporada após ser eliminada pelo Fluminense nas oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes, além de amargar o vice da UEFA Champions League e perder o bicampeonato consecutivo do Scudetto.
Ao contário de Internazionale, Napoli e Juventus, o Milan foca seus esforços apenas em dois objetivos: conquistar o Scudetto e a Copa da Itália, únicos títulos que disputará na próxima temporada. Entre os grandes, e assim como Antonio Conte, Allegri é o treinador mais experiente e de maior sucesso, a situação exige ambição, e o time lombardo precisa manter grandes aspirações. Será fundamental que o mercado fortaleça o elenco com qualidade: Tare terá trabalho intenso para realizar cortes, enxugamentos e reforços, alguns já em estágio avançado.
Entre os reforços planejados para o Milan em 2025/26, estão o veterano Luka Modric, ainda em ação com o Real Madrid na Copa do Mundo de Clubes, pronto para trazer sua valiosa contribuição, assim como o volante Samuele Ricci, que precisa se ajustar rapidamente ao estilo de Allegri, e o suíço Ardon Jashari, cuja oficialização pode ocorrer ainda nesta semana. Juntos, esses três têm potencial de formar um dos melhores meios‑campos da próxima edição da Série A, com vista à vaga na Champions League.
Por outro lado, o Milan também quer negociar alguns nomes do atual elenco, como o meio-campista Yunus Musah, que deve perder espaço com Massimiliano Allegri, e o lateral-esquerdo Theo Hernández, prestes a se transferir para o Al Hilal, da Arábia Saudita no mercado da bola. Além deles, o clube optou por não renovar os empréstimos do lateral-direito Kyle Walker e dos atacantes João Félix e Riccardo Sottil, não exercendo cláusulas de compra. Já o holandês Tijjani Reijnders foi vendido ao Manchester City.

Milan volta a sonhar alto e dá sinal com reforços de peso: Modric, Ricci e Jashari
O Milan está ativo no mercado e demonstra com ações concretas a ambição de retomar seu protagonismo no futebol europeu. As negociações por Luka Modric, Samuele Ricci e Ardon Jashari evidenciam uma estratégia ousada de unir juventude promissora à experiência consolidada no meio‑campo.
Luka Modric: classe e liderança no San Siro
A chegada mais marcante é a do experiente croata Luka Modric, de 39 anos, que encerrou seu ciclo vitorioso de mais de uma década no Real Madrid. Apesar da idade, mantém nível técnico e físico elevado. Chega ao Milan por ao menos uma temporada, com opção de renovação por mais outra. Sua contratação é muito mais que simbólica: traz liderança, visão tática e a experiência de cinco Champions League vencidas. Será peça-chave na evolução de jovens talentos e na organização da equipe em partidas de alto nível, onde sua inteligência faz a diferença.

Samuele Ricci: o vigor jovem do novo Milan
Aliando juventude e perspectiva, o Milan aposta no volante italiano de 22 anos. Chega do Torino, após boas atuações na última Série A. Polivalente, tem passe seguro e boa presença defensiva, sendo considerado essencial para o presente e futuro. Ainda atende ao apelo da torcida por mais jogadores nacionais, podendo atuar como primeiro ou segundo volante.

Ardon Jashari: promessa suíça para o futuro
O suíço de 22 anos é o terceiro reforço confirmado da diretoria rossonera, vindo do Club Brugge, da Bélgica. Com personalidade, intensidade e habilidade na marcação, chamou atenção de diversos clubes. O Milan agiu rápido e assegurou sua contratação como parte de um projeto de renovação. Inicialmente, disputará espaço na rotação, mas a comissão técnica aposta em seu desenvolvimento sob a orientação de veteranos como Modric.

Com esse trio, o Milan envia mensagem clara: está sediando uma reestruturação baseada em ambição, inteligência e planejamento. Ao combinar juventude, vigor físico e experiência, os rossoneri afirmam: estão de volta a sonhar alto, com foco em títulos na Itália e retomada do destaque europeu. Além deles, o clube rossonero monitora o interesse no suíço-albanês Granit Xhaka, apesar da resistência do Bayer Leverkusen em liberar o jogador, que deseja se transferir para San Siro.
E o que esperar desses reforços no Milan?
Segundo reportagem da Sky Sports Itália, o Milan ofereceu ao meio-campista Ardon Jashari 32 de euros milhões mais variáveis, com contrato até 2029. Modric já está perto de assinar após a campanha do Real Madrid na Copa do Mundo de Clubes, e Ricci deve passar por exames médicos nesta semana. Trata-se de reforços que devem impulsionar a revolução de Allegri no meio de campo.
O Milan terminou a última Série A em oitavo lugar, ficando fora das competições europeias. Logo após o fim da temporada, trouxe Allegri, que treinou o clube entre 2010 e 2014. Com a saída de Tijjani Reijnders para o Manchester City, o reforço do meio-campo se tornou essencial, e assim surgiram Samuele Ricci e Luka Modric. Embora Tare e sua equipe tenham analisado jogadores como Granit Xhaka e Javi Guerra, o foco atual é Jashari, que busca vestir a camisa dos rossoneri, mesmo com interesse de clubes como Manchester United e Borussia Dortmund, além das propostas da Arábia Saudita.
Por fim, o Milan inicia sua segunda era com Allegri em 17 de agosto, contra o Bari, pela primeira fase da Copa da Itália, antes de estrear na Série A no dia 23 de agosto, diante da Cremonese.
(Foto: Getty Images)