Em matéria assinada por Adam Wells no Bleacher Report, foi reportado que o Miami Heat estaria pedindo ao Los Angeles Lakers, numa hipotética troca pelo ala Andrew Wiggins os seguintes termos:
- SG/SF Dalton Knecht
- PF Rui Hachimura
- Uma escolha de primeira rodada
É um preço alto? Baixo? Justo? Bom, pelo pivô Mark Williams, a época no Charlotte Hornets, o Lakers ofereceu Knecht, Cam Reddish, uma pick swap de 2030 e uma escolha de primeira rodada de 2031. O acordo acabou sendo anulado devido aos exames físicos do jogador na última trade deadline. Meses depois, Willams foi negociado para o Phoenix Suns na noite do último draft.
Não é segredo que o Los Angeles Lakers quer dar a sua dupla, LeBron James e Luka Doncic, uma base melhor para brigar pelo título da NBA. Nesta última semana, Shams Charaina informou que o pivô DeAndre Ayton, aceitou um contrato de dois anos para jogar pelo time roxo e dourado. O quinteto com Luka, Austin Reaves, James, Hachimura e Ayton soa muito bom no papel. E a chegada de Wiggins, mesmo que tenha que abrir mão do ala-pivô japonês, vai aumentar a hype e badalação em torno de LA.
Andrew Wiggins (pela visão de Miami)
Mas, afinal: esse valor cobrado por Miami pode ser considerado justo? É certo que o time de Pat Riley vai seguir um caminho diferente sem a sua grande estrela para liderar a franquia. Desde o último título com o Big 3 formado por James, Dwyane Wade e Chris Bosh na temporada 2012-13, o time chegou em três finais (uma com o trio e duas com o time liderado por Jimmy Butler e Bam Adebayo) e perdeu todas.
Com Butler trocado para o Golden State Warriors após uma longa novela entre jogador e direção, Miami precisará de caras novas e vai apostar suas fichas em Tyler Herro e Adebayo para esse novo capítulo. Com Wiggins, que chegou na troca mencionada anteriormente, sendo uma moeda de troca interessante para negociar, o Heat vai buscar o que for melhor para si e Pat Riley, que raramente negocia e sai perdendo, tentará utilizar desse ativo para essa “nova era”.

Andrew Wiggins (pela visão de Los Angeles)
E Los Angeles, precisa mesmo de Wiggins? Se tratando de equipes envolvendo LeBron James, mudanças irão acontecer em algum momento da trajetória. Foi assim em Miami, na segunda passagem em Cleveland (onde Wiggins foi negociado) e em LA. O que for possível para ser feito em busca do título, eles o farão. Estamos escrevendo sobre uma franquia que, para agradá-lo, draftou o seu filho, Bronny James, no ano passado, mesmo não tendo o nível adequado (ainda) para a NBA.
Com Wiggins, pode esperar um time mais baixo (se Hachimura for negociado) jogando um strech four, espaçando a quadra com um pivô de ofício. Serão muitos pontos pelo poderio ofensivo desse quinteto, mas com o agravante de ser um time mais exposto defensivamente e também no garrafão (não no mesmo nível de Golden State, diga-se). O que pode ser um problema, pois falta no Lakers alguém para ajudar nesse quesito. LeBron não é mais um garoto e a não ser que aconteça uma mudança de mentalidade e foco dos principais jogadores na defesa, pode ser um ano mais do mesmo e outro ativo desperdiçado.
Num Oeste cada vez mais pegado e com um novo time querendo colocar as mangas de fora para derrubar o Oklahoma City Thunder, LA Lakers quer aproveitar as janelas finais que tem com King James para brigar. O que se vê em fotos nas redes sociais é um Luka Doncic mais “fininho”, o que já é um indício de mudança de atitude para querer algo a mais.
Pat Riley quer “rir”. O Lakers tem por onde “fazer rir”. Quem vai rir por último com Andrew Wiggins? Só o tempo dirá.
(Foto principal: Justin Casterline/Getty Images)