O Atlético-MG se vê em uma situação caótica, dois dias após a derrota para o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. O clube foi notificado de forma extrajudicial por cinco jogadores, alegando salários atrasados. Igor Gomes, Gabriel Menino, Júnior Santos e Gustavo Scarpa, são os que fizeram a notificação, e supostamente Bernard também teria feito o mesmo processo, mas o atleta negou isto nas redes sociais. Por fim, Rony pediu a rescisão de seu contrato na justiça.
Com cinco jogadores na justiça, Atlético-MG enfrenta problemas financeiros

Rony entrou com recurso judicial para rescindir seu contrato, enquanto Bernard, Igor Gomes, Júnior Santos, Gabriel Menino e Gustavo Scarpa, teriam feito notificação extrajudicial contra o Atlético-MG, por conta de atrasos salariais. O clube alega ter realizado os pagamentos na carteira dos jogadores, na semana passada, e em nota, diz estar em dia com a questão salarial. Até mesmo Belmiro, massagista do clube há 50 anos, fez notificação judicial pelos atrasos.
Contudo, durante todo o ano, surgiram notícias de atrasos no pagamento dos jogadores, além de direitos de imagem e férias, com alguns destes ainda estando em atraso entre todo o elenco. A situação se agrava na medida que a dívida também aumenta, já que o time possui uma dívida 850% maior, comparado ao que era em 2020.
O Atlético-MG também enfrenta débitos em atraso com agentes e clubes de futebol, e precisa pagar um terço das férias dos jogadores até o dia 31 de Julho, que foram as que aconteceram em Junho deste ano. O time precisa resolver estas questões o quanto antes, para não enfrentar mais problemas.
A situação conturbada extrapolou os limites do campo de futebol, e agora pode acontecer uma debandada de jogadores do clube. O Atlético acertou a venda de Rubens recentemente, sendo uma saída que não foi causada como a de momento, mas que impacta no elenco. O time ainda disputa o Campeonato Brasileiro, Copa Sul-americana e Copa do Brasil, durante o ano de 2025.
Em meio aos caos, donos da SAF do Atlético-MG avaliam aporte financeiro

No dia 4 de Agosto de 2025, acontecerá uma votação para decidir se o clube terá um aporte financeiro, avaliado em R$ 600 milhões. Mas nesta votação, também haverá a discussão sobre a diluição de porcentagens do associativo, detentor de 25% das ações do Atlético-MG, enquanto a SAF fica com os 75% restantes.
A redução pode ser até de 15% das ações, mas para haver este movimento, será necessário a retirada da cláusula antidiluição, que segundo Bruno Muzzi, CEO da SAF, trava uma possível captação de novos investidores para a sociedade anônima. Contudo, ainda não há novos interessados em adquirir ações no momento, de acordo com Muzzi.
Mas caso não apareça nenhum outro investidor, foi afirmado pelo CEO que o aporte viria de maneira interna, por parte da família Menin, que é o principal nome da SAF alvinegra. O montante investido seria principalmente para pagar dívidas que o Atlético-MG possui, com o débito chegando na casa dos R$ 2.3 bilhões.
Entre promessas de resolver os problemas do Atlético, SAF do clube acumula problemas

O Atlético-MG passou pela venda de suas ações no shopping Diamond Mall, localizado ao lado da sede do clube, em Maio de 2023, pouco antes da entrada da SAF atual. A sociedade anônima supostamente avaliou vender a sede e a Cidade do Galo, que é o centro de treinamentos, mas os rumores foram todos negados. Contudo, onde está localizada a sede, não é o local que os gestores estão, já que houve a construção de um espaço na Arena MRV para eles.
O Atlético também possui uma dívida de R$ 500 milhões, referente ao estádio inaugurado em 2023. Ainda em 2022, Rubens Menin havia prometido que o clube seria autossustentável até 2026, com o pagamentos dos débitos até este prazo estabelecido. Mas o que se vê atualmente, é um cenário completamente oposto do que foi falado pelo principal nome da SAF alvinegra.
A situação toma caminhos problemáticos para o futuro do clube, que não parece ter soluções rápidas ao seu alcance. Todo o caos veio à tona durante a temporada, já que ainda é Julho, e o Atlético possui diversas competições pela frente, mas também se vê em um momento ainda mais dramático que em 2024, quando foi vice da Copa do Brasil e da Taça Libertadores, além de lutar contra o rebaixamento até a última rodada do Brasileirão.
FOTO: Pedro Souza/Atlético-MG