Após dez jogos, o São Paulo voltou a vencer pelo Campeonato Brasileiro. Nesse sábado (29), o tricolor paulista derrotou o Red Bull Bragantino por 2 a 1, no Morumbis, com gols de Luciano e Gustavo Santana para os donos de casa, enquanto Fernando descontou para o Massa Bruta nos minutos finais.
O jogo mostrou um São Paulo reativo, mesmo atuando diante de 35 mil torcedores, que permaneceu a maior parte do tempo sem a bola e que atacava conforme os erros do Bragantino. Mesmo com o domínio e o toque de bola, o time treinado por Vagner Mancini não conseguiu ser objetivo ofensivamente e, quando esboçou uma reação, já era tarde.
Alívio para o pressionado São Paulo
Antes de Anderson Daronco apitar para o começo do jogo, o São Paulo entrava para o confronto completamente pressionado. A dura sequência de dez jogos sem vencer pelo Brasileirão fazia com que o único resultado possível para esse sábado fosse a vitória. A atuação não seria o principal, visto que, nesta série negativa, houve jogos em que a equipe foi dominante, mas não conquistou os três pontos.
O tricolor paulista teve uma postura agressiva e letal no primeiro tempo. Luciano e Gustavo Santana foram os grandes destaques ofensivamente, não apenas pelos gols, mas por estarem ativamente em cada ataque do São Paulo, participando de jogadas e chamando a responsabilidade para si.
O tricolor paulista conseguiu furar o bloqueio defensivo do Bragantino desde os primeiros minutos e, com isso, controlou os aspectos emocionais do jogo, algo que não havia ocorrido desde abril no Campeonato Brasileiro. Esta sabedoria foi fundamental para que o São Paulo construísse a vantagem logo no primeiro tempo, precisando apenas administrar o confronto na etapa final.
A falta de criatividade do Bragantino no primeiro tempo
Se a letalidade foi fundamental para a vitória do São Paulo, a ausência de criatividade foi crucial para que o Bragantino terminasse o jogo com a derrota. A equipe tentou criar diversas jogadas no primeiro tempo, mas insistia em lances fracos e lentidão na transição ofensiva que deixou o atacante Vinicinho totalmente isolado na frente.
O Massa Bruta não conseguiu converter a superioridade da posse de bola (59% a 41%) em chances reais de gol, parando na atenta defesa são-paulista, formada por Arboleda e Sabino. Em vez de aproveitar o péssimo momento vivido pelos donos da bola, o Bragantino resolveu jogar passivamente e não obteve sucesso nas jogadas da etapa inicial.
A situação se mostrou complicada quando, em um momento de desatenção da defesa, o novato Gustavo Santana marcou o segundo gol.
O protagonismo do jovem Gustavo Santana

A torcida são-paulina esperava contar com Jonathan Calleri para o confronto de hoje, mesmo que o argentino não estivesse 100% recuperado de uma entorse no tornozelo esquerdo. No seu lugar, Dorival Júnior escalou Gustavo Santana, jogador formado nas categorias de base em Cotia.
A ausência da referência técnica do São Paulo não foi sentida na partida. O jovem de 20 anos teve uma atuação madura e participativa no jogo, mesmo quando a bola estava com o Bragantino.
Gustavo conseguiu preencher muito bem os espaços na área e incomodou o sistema defensivo do Bragantino. Entretanto, o grande momento do jogador viria no final do primeiro tempo, quando aproveitou uma sobra na área para estufar as redes do goleiro Tiago Volpi.
Em meio a uma conturbada situação do clube, o rendimento de Gustavo Santana reforça a importância das categorias de base. Enquanto a crise financeira cresce no São Paulo, o clube precisa encontrar soluções caseiras para resolver problemas de impacto no time titular, mas também, assim, valorizar os jogadores formados no clube. A destacada atuação faz com que o jovem possa ser utilizado com maior frequência nos compromissos seguintes do tricolor paulista.
Créditos da foto da capa: Rubens Chiri/São Paulo FC

