Donnarumma foi heroi da classificação do PSG diante do Liverpool, em Anfield, nas oitavas da Champions. Foto: Julian Finney/Getty Images — Reprodução.
Futebol Ligue 1

PSG avisará Donnarumma essa semana sobre venda e já tem substituto “no gatilho”!

Gianluigi Donnarumma vai descobrir nos próximos dias que o Paris Saint-Germain não planeja mais contar com ele como primeira opção no gol. Mesmo depois de um ano sensacional — com defesas decisivas que ajudaram o clube a erguer uma histórica “tripla coroa” (Ligue 1, Copa da França e Champions League) —, o italiano de 25 anos parece ter cansado a paciência da diretoria francesa. A notícia, confirmada por fontes próximas ao clube, deve ser comunicada oficialmente antes mesmo do início da pré-temporada.

O paradoxo é que, em campo, Donnarumma continua entregando performances de alto nível nos momentos cruciais. Quantas vezes não foi ele que brilhou em pênaltis ou defesas debaixo de pressão? Contudo, o futebol moderno exige não apenas espetáculos dentro da área, mas também segurança na saída de bola e consistência ao longo da temporada inteira. E é justamente aí que o camisa 99 do PSG foi colocado em xeque: críticas por falhas esporádicas, insegurança ao jogar com os pés e algumas partidas abaixo da média pesaram contra ele.

Ao longo da temporada passada, houve jogos em que ele mostrou sinais de nervosismo em lances simples, afastando para escanteio em vez de tocar curto, ou hesitando em disputas pelo alto. Em um clube que busca fluidez e posse de bola como base de seu estilo, essas “tiltadas” individuais podem custar caro. A diretoria entende que, apesar do talento inegável de Donnarumma, é hora de buscar alguém mais adaptado à filosofia de jogo “posicional” de Luis Enrique – que, aliás, já demonstrou não ter objeções em trazer reforços para a posição.

Mercado esquenta: quem quer Donnarumma?

Enquanto o PSG se prepara para avisar o goleiro, o mercado também está em polvorosa. Segundo o jornalista Fabrice Hawkins, os agentes de Donnarumma já começaram a sondar alternativas. E há interessados de respeito: alguns clubes da Arábia Saudita, sedentos por nomes de peso para aumentar o apelo internacional do campeonato, estão dispostos a oferecer contratos milionários que fazem qualquer europeu pensar duas vezes; e o Manchester City, tetracampeão inglês, monitora de perto a situação, avaliando se vale a pena investir em um guarda-metas jovem, acostumado a pressão, mas com margem de evolução.

A Arábia Saudita, em especial, virou destino de estrelas que buscam tanto projeto esportivo quanto cifras astronômicas. Lá, Donnarumma provavelmente se tornaria um dos mais bem pagos do elenco, com a liberdade de assumir imediatamente a condição de “cara do time”. Do outro lado, o City oferece um projeto sedutor: competir em alto nível na Liga dos Campeões, aprender com Ederson (considerado um dos melhores goleiros do mundo em saída de bola) e participar de um ambiente de trabalho altamente profissional e estruturado. Ambos os cenários têm prós e contras, e a decisão final pode pesar não só conquistas, mas também salário e estilo de vida.

Luis Enrique e a disputa interna

Por mais que o clube queira se movimentar no mercado, tecnicamente o treinador Luis Enrique ainda valoriza Donnarumma. Fontes indicam que Enrique não descarta mantê-lo para um duelo saudável com Lucas Chevalier, renovação de aposta do clube. Chevalier, jovem de 21 anos, agradou em algumas oportunidades de copa nacional e progrediu consideravelmente nos treinos. A ideia seria promover uma competição interna – algo que costuma elevar o nível de ambos – e só depois decidir quem ganha a vaga indiscutível.

Esse modelo de “goleiro 1A e 1B” tem funcionado em vários times europeus, reduzindo desgaste mental e exigindo performance constante. Mas, internamente, há o entendimento de que, se Donnarumma decidir ficar, precisará acelerar essa adaptação às exigências de posse e jogo curto. Caso contrário, a tendência é fechar as portas de vez para a renovação de contrato.

Ele está à vontade para escolher – mas o tempo está passando

Do lado de Donnarumma, o panorama até não é tão dramático. Ele tem contrato até 2026, com salários altos e renome internacional. Pode, se quiser, fazer valer seu vínculo e aceitar o desafio de lutar pela titularidade sob a nova filosofia do clube. Mas tudo indica que, caso não surja um projeto claro de protagonismo, ele vai preferir ouvir propostas – e não faltam interessados dispostos a dar a ele as chaves do gol sem grandes obstáculos.

Importante frisar que nada está sacramentado ainda. Nem PSG, nem o próprio Donnarumma fecharam o caixão. Mas as movimentações já começaram: sondagens, contatos informais, debates sobre cláusulas e salários. O relógio, no entanto, está correndo. A pré-temporada se inicia em breve, treinos em Valdebebas – ops, Paris – logo vão rolar. A janela de transferências fecha, para os grandes Europeus, lá pelo fim de agosto. E o PSG quer resolver logo seu quebra-cabeça de goleiros antes de voltar a campo.

O próximo capítulo de uma carreira de altos e baixos

Se Donnarumma sair, será o fim de um ciclo que começou com alarde em 2021, quando ele trocou o Milan pela atrapalhada promessa de ser “o futuro” de uma equipe que já reunia Messi, Neymar e Mbappé. Ele teve momentos de glória, mas também viveu fases delicadas que abalaram confiança e torcida. Uma eventual saída pode trazer novo fôlego para o goleiro, em um ambiente menos opressor – ou pode expô-lo a outro tipo de pressão, se optar por um projeto “made in Arabia” ou pela concorrência em Manchester.

De qualquer forma, o caso Donnarumma no PSG ainda vai render muitos capítulos até agosto. Os bastidores estão agitados, as negociações acontecem fora de campo, mas o desfecho vai influenciar diretamente o próximo ano esportivo do clube francês e, claro, a trajetória de um dos grandes nomes da nova geração de goleiros europeus. Fique de olho: a transferência que parecia improvável há alguns meses pode se tornar a mais badalada da janela de verão.