O argentino Alejo Véliz foi um dos destaques do Bahia no triunfo por 3 a 2 sobre o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, nesse domingo (30). O atacante começou o jogo como titular e foi fundamental para a virada do Tricolor de Aço, dando assistência para o segundo gol de Erick Pulga.
Véliz chegou ao Bahia no final de junho, vindo de um empréstimo do Rosário Central. Nos primeiros dias do argentino, o treinador Rogério Ceni comentou sobre o jogador em uma entrevista coletiva.” Alejo é o nove que contávamos em janeiro, mas não houve a possibilidade por questões contratuais. Jogador de área não flutua tanto; sabe jogar. Jogador de último toque na bola, presente para fazer gol, força, tamanho, tem uma entrega boa nos treinamentos”.
Com apenas seis jogos pela equipe do Nordeste, o atacante já distribuiu uma assistência e marcou dois gols, sendo um nos três pontos conquistados contra o rival Vitória, em pleno Barradão. Mais do que estatísticas, o início da trajetória do argentino pelo Bahia mostra que ele já está adaptado ao time.
O poder de decisão de Alejo Véliz
Contratado por € 9 milhões (R$ 54 milhões) pelo Tottenham (clube ao qual pertencia o jogador), Alejo Véliz desembarcou em Salvador repleto de expectativa. Entretanto, o argentino justificou rapidamente o expressivo investimento feito pelo Bahia ao assumir o protagonismo do ataque.
O jovem de 23 anos demonstrou frieza em momentos de maior pressão, transformando-se em um diferencial técnico de que o Tricolor de Aço tanto precisava em momentos-chave das temporadas anteriores. Ao marcar gols importantes logo nas primeiras amostragens, o centroavante mostrou ser decisivo e comprovou que finalmente o Bahia possui um homem de área à altura.
As elogiadas atuações geraram uma rápida identificação com a torcida e a eficiência ofensiva em partidas importantes consolidaram Alejo Véliz como um atleta considerado insubstituível para os planos do Esquadrão de Aço para o restante desta temporada.
A facilidade do argentino em balançar as redes, bem como em participar de outros momentos, em cenários adversos, trouxe ao setor ofensivo a confiança necessária para que o Bahia continue vivo na busca pela vaga para a Copa Libertadores da América. Por conta disso, o centroavante já não representa mais uma promessa para ser a maior esperança de gols e líder técnico que leva o Bahia rumo aos triunfos no Campeonato Brasileiro.
O rápido impacto tático de Alejo Véliz

A confirmação de Alejo Véliz como atleta titular do ataque do Bahia promove uma mudança na dinâmica ofensiva comandada pelo treinador Rogério Ceni. Já que antes o estilo ofensivo do Tricolor era caracterizado pela constante troca de passes, que por às vezes carência de volume de profundidade e agressividade na grande área, atualmente, o clube tem uma nova referência que apresenta uma forte presença física.
No último domingo, o posicionamento agressivo do atacante argentino fez com que os zagueiros Félix Torres e Maripán recuassem e tivessem trabalho para marcar Alejo Véliz. Com isso, a zaga colorada abriu espaços preciosos na intermediária, permitindo, assim, que Erick Pulga e Rodrigo Nestor pudessem trabalhar a bola com maior liberdade e infiltração.
Outro fator favorável a Alejo é a imponência física dentro da área. Isto porque o jogador surpreendeu positivamente pela mobilidade e capacidade de se relacionar com o restante do time fora dela. Sob as orientações e conselhos de Ceni na casamata, o argentino realizou movimentos inteligentes de pivô e participou ativamente da primeira linha de pressão defensiva, sufocando a saída de bola do time gaúcho.
Essa versatilidade trouxe ao técnico um leque muito maior de variações estratégicas ao longo dos 90 minutos, permitindo que o Bahia alternasse entre o jogo de troca de passes clássico e velozes transições ofensivas extremamente mais diretas e verticais.
Créditos da foto da capa: Letícia Martins/EC Bahia



