O ponta-direita do Real Madrid, Rodrygo, volta a aparecer nos holofotes nesta janela de transferências. Apesar de ter demonstrado interesse em continuar na equipe espanhola, buscando conquistar a confiança do técnico Xabi Alonso, a entrada de um novo nome na corrida pode balançar o jogador. Neste caso, trata-se do Manchester City de Pep Guardiola, que está negociando a venda de Savinho ao Tottenham, enquanto Grealish foi emprestado ao Everton. Essa movimentação abriria espaço para o Rayo pintar no Etihad Stadium.
Uma das vozes mais confiáveis do mercado da bola, Fabrizio Romano, já cantou a pedra: o City está de olho em Rodrygo, que atualmente é avaliado em 100 milhões de euros. Com a possível venda de Savinho, o clube inglês arrecadaria praticamente metade desse valor, caso a última proposta do Tottenham seja confirmada. As conversas ainda estão rolando, mas os Sky Blues querem mais do que o valor oferecido.
Dizem as más línguas que Guardiola é fã declarado do futebol do ex-Santos. Se a transferência se concretizar, Rodrygo teria como principal concorrente o Doku pela ponta-esquerda. Isso abre margem pra imaginar como Pep encaixaria Marmoush e Haaland no ataque, mas uma coisa é certa: o time é de alto escalão e entra pra disputar tudo que aparece pela frente.
O lado direito também seria uma alternativa, embora Rodrygo já tenha deixado claro que prefere jogar pela esquerda. Ainda assim, seu repertório é vasto: pode atuar pelos dois lados ou até mais centralizado, como um camisa 10. Caso siga uma trajetória parecida com a que teve no Real, teria pela frente nomes como Bernardo Silva, Phil Foden, Oscar Bobb e McAtee, sendo que este último pode sair por empréstimo em breve.
Rodrygo com espaço para brilhar

Nos últimos momentos de Carlo Ancelotti no comando do Real Madrid, Rodrygo já enfrentava uma queda de rendimento, em parte por conta de problemas físicos. Foi por esse motivo, inclusive, que acabou fora da lista de convocados da Seleção Brasileira, explicação dada pelo próprio treinador italiano.
O banco de reservas acabou virando um lugar comum para o Rayo, ainda mais após as chegadas de Kylian Mbappé e Jude Bellingham, que naturalmente roubaram os holofotes. Muito se falou sobre um “Big 3” no Real, e Rodrygo começou a parecer um coadjuvante nessa história toda.
Com Xabi Alonso no comando, a concorrência aumentou. Arda Güler passou a receber mais oportunidades, e não é à toa. O turco sempre teve a admiração de Xabi, que inclusive pediu sua contratação no Bayer Leverkusen. Hoje, dá pra dizer que ele ocupa o espaço que antes era do brasileiro, a não ser que o treinador encontre uma forma de usar todos esses talentos juntos.
Há quem defenda uma mudança de posição para Arda, recuando para o meio, o que abriria uma brecha pra Rodrygo. Mas o problema pode estar no esquema: um possível 4-4-2, com Mbappé e Vini Jr como dupla de ataque, deixaria o Rayo com a missão de se reinventar como camisa 10, ou esperar um eventual vacilo do camisa 7 ou do novo 10 merengue.
Rodrygo pode pensar como Wirtz

O Manchester City abriu a janela com o pé na porta: contratou Tijjani Reijnders, ex-Milan, e está perto de fechar com Cherki, do Lyon, para fortalecer ainda mais o meio-campo de Guardiola. Mas o sonho mesmo era Florian Wirtz.
O alemão queria jogar com Pep e vestir azul em Manchester era seu plano A. Só que Guardiola não garantiu que seguiria no comando na próxima temporada, e isso pesou. Resultado: Wirtz preferiu assinar com o Liverpool, agora comandado por Arne Slot.
E o que isso tem a ver com Rodrygo? Bom, talvez mais do que a gente imagina. Trabalhar com Guardiola é uma oportunidade que poucos recusariam, é quase como ganhar um troféu sem entrar em campo. Será que isso pode mudar os planos do Rayo e abrir caminho pra uma nova aventura na Premier League?
Foto: Reprodução/Real Madrid