São Paulo Libertadores
Futebol Libertadores

São Paulo avançou na Libertadores com roteiro épico e Rafael histórico

O São Paulo viveu uma grande noite de Copa Libertadores na última terça-feira (19), relembrando aquelas noites especiais que o Tricolor já está acostumado. Iniciando a partida aplicando fortíssima pressão diante do Atlético Nacional, o time comandado por Hernán Crespo precisou se apenas dois minutos para abrir o placar com André Silva, fazendo com que a torcida presente no Morumbis ficasse em êxtase para apoiar o time no restante da partida, apostando em uma grande vitória. No entanto, os colombianos não desistiram e conseguiram dificultar uma partida que acabou rendendo emoções acima do esperado para o Majestoso, criando riscos muito sérios de eliminação.

Mesmo com o placar aberto rapidamente, o São Paulo não conseguiu executar bem sua estratégia de imposição ofensiva tentando ampliar sua vantagem contra um time forte em transições. Ao optar por não diminuir o ritmo da partida e sem trocar muitos passes no meio-campo para administrar a vantagem com o apoio das arquibancadas, o Atlético Nacional subiu de intensidade aproveitando o fato do Tricolor sem conseguir circular a bola, demonstrando uma ansiedade incomum no Morumbi.

São Paulo não sustentou vantagem do jogo de ida

Autor do primeiro gol da partida, André Silva fez muito bem o pivô e entregou bastante intensidade em todas as divididas, mas acabou ficando muito isolado no campo ofensivo e acabou tendo poucas oportunidades de ampliar sua artilharia. Enquanto isso, Luciano acabou sendo pouco acionado pelo restante do time e teve uma participação muito discreta para um jogo decisivo. Hernán Crespo fez a torcida ficar animada novamente quando Lucas entrou no lugar de Rodriguinho, mas o São Paulo acabou piorando ainda mais em termos de equilíbrio devido à perda de força física e capacidade de controlar a posse de bola no meio-campo, impedindo uma boa estrutura para construção de lances.

Por outro lado, o Atlético Nacional voltou do intervalo mais organizado taticamente e muito mais concentrado para buscar o gol de empate, até que Enzo Díaz cometeu um pênalti totalmente infantil ao derrubar Morelos desnecessariamente dentro da área, pois o lance já estava controlado por Sabino. Cardona (autor dos pênaltis errados no primeiro jogo) até se posicionou para bater, mas foi aconselhado pelos companheiros para que Morelos fosse o autor da cobrança, fato que rendeu o gol de empate dos colombianos devido à excelente batida do atacante no canto direito, superando o goleiro Rafael.

Para a sorte do São Paulo, Cardona parecia estar com a camisa Tricolor por baixo e mais uma vez foi essencial para ajudar o Tricolor ao receber o segundo cartão amarelo por uma provocação descabida, situação que trouxe maior confiança para a tentativa do segundo gol. Mesmo que a decisão tenha ocorrido nos pênaltis, o fato do Atlético Nacional ter recuado naturalmente permitiu que Lucas, Ferreira e Luciano tivessem chances perigosas e certamente ganhassem maior confiança para o momento decisivo.

Rafael garantiu classificação do São Paulo

No entanto, o grande herói da classificação mesmo consistiu no goleiro Rafael, que acertou o canto em quatro das cinco cobranças e defendeu o primeiro pênalti do Atlético Nacional. O São Paulo foi para as quartas de final precisando melhorar consideravelmente seu desempenho para tentar seguir adiante nas fases decisivas, mas o fato de decidir novamente em casa contra Botafogo/LDU deixa o torcedor muito esperançoso.

Imagem: AGIF