O Palmeiras acaba de concretizar uma das contratações mais impactantes do futebol brasileiro na temporada: Andreas Pereira. O meia, que vinha bem no Fulham e já demonstrou seu talento tanto na Europa quanto no futebol brasileiro, retorna ao país no auge técnico, com 29 anos, e muita lenha para queimar.
A chegada de Andreas não é apenas uma adição de qualidade ao elenco alviverde, é um movimento estratégico que pode ser o diferencial para o clube alcançar os principais títulos em disputa: o Campeonato Brasileiro e o tão sonhado tetra da Libertadores.
Abel Ferreira, conhecido por sua competência tática e capacidade de potencializar jogadores, ganha agora um meio-campista completo. Andreas é um jogador versátil, que pode atuar como segundo volante, meia central ou até mais adiantado, como armador. Ele defende bem, tem intensidade, sabe ocupar espaços e, sobretudo, tem um passe refinado e visão de jogo, algo que o Palmeiras vinha sentindo falta em jogos mais fechados, nos quais a criatividade no meio-campo era essencial.
Com Andreas, o meio de campo do Verdão ganha nova dinâmica. Ao lado de nomes como Aníbal Moreno, Emiliano Martínez e Lucas Evangelista, o técnico português pode montar um setor que marca, mas que também é técnico e equilibrado. Aníbal é um volante mais combativo, de transição e cobertura. Evangelista é dinâmico, inteligente, se movimenta bem entre linhas. Emiliano é o mais posicional, forte nos desarmes e na marcação. Andreas, por sua vez, pode ser o elo entre defesa e ataque, com chegada na área, chute de média distância e qualidade nos passes verticais.

Andreas e as novas possibilidades táticas de Abel Ferreira
A chegada de Andreas permite Abel Ferreira adotar diferentes formações e variações táticas, de acordo com o adversário e o momento da partida. Uma das mais equilibradas é a formação no 4-2-3-1, com Weverton no gol; Giay, Murilo, Gustavo Gómez e Piquerez na defesa; Aníbal Moreno (ou Emiliano Martínez) e Lucas Evangelista como volantes; Felipe Anderson pela direita, Andreas como meia centralizado, e Maurício (ou Ramón Sosa) pela esquerda; com Vitor Roque (ou Flaco López) no comando do ataque. Nesse sistema, Andreas tem liberdade para circular entre as linhas, conectar setores e ainda aparecer como elemento surpresa na área.
Outra alternativa muito interessante é o 4-3-3, com Weverton; Giay, Murilo, Gómez e Piquerez; Emiliano Martínez (ou Aníbal) como primeiro volante, com Andreas Pereira e Lucas Evangelista (ou Maurício) como meias interiores; e um trio de ataque formado por Felipe Anderson ou Paulinho pela direita, Ramón Sosa ou Vitor Roque pela esquerda, e Flaco López como referência. Essa formação favorece a posse de bola e a transição rápida, além de aproveitar a boa capacidade de Andreas de carregar a bola e distribuir com precisão.
Por fim, uma opção bastante ofensiva e ousada, mas possível com a profundidade atual do elenco — seria utilizar Emiliano Martínez (ou Aníbal Moreno) como único volante de contenção, com Andreas Pereira e Maurício como meias interiores. No ataque, Vitor Roque e Paulinho abertos pelas pontas e Flaco López centralizado. Esse 4-3-3 agressivo, com Weverton; Giay, Murilo, Gómez e Piquerez; Emiliano, Andreas e Maurício; Vitor Roque, Flaco e Paulinho, coloca o time no campo do adversário, com volume de jogo, movimentação e criatividade, além de manter um bom nível de recomposição com Andreas e Maurício contribuindo defensivamente.
Andreas Pereira é a cereja do bolo
Em um elenco que já era um dos melhores da América, Andreas chega para ser titular absoluto e, mais do que isso, protagonista. Ele tem experiência internacional, já jogou em alto nível na liga mais competitiva do mundo, a Premier League, e conhece bem o futebol brasileiro, onde já brilhou com a camisa do Flamengo.
Sua capacidade de organizar o jogo e decidir partidas com passes precisos ou finalizações certeiras é algo que o Palmeiras precisava. Se antes o time sofria em jogos truncados, agora ganha um diferencial técnico. Além disso, Andreas tem personalidade e mentalidade vencedora, características alinhadas com o DNA competitivo de Abel Ferreira.
Com esse elenco estrelado e cada vez mais equilibrado, o Palmeiras entra na reta final da temporada como um dos favoritos absolutos aos títulos que disputa. Andreas Pereira é, sem dúvida, a cereja do bolo. Ou, como diriam os torcedores mais empolgados, o maestro que faltava para reger a sinfonia alviverde rumo à glória eterna novamente.
(Imagem de capa: Ettore Chiereguini/AGIF)

