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Futebol Bundesliga

Ten Hag solta o verbo contra o Leverkusen após demissão “relâmpago”

Três partidas oficiais e apenas uma vitória: esse foi o suficiente para que a trajetória de Erik ten Hag no comando do Bayer Leverkusen chegasse ao fim de maneira precoce e surpreendente. Em nota oficial, o treinador se mostrou atônito e claramente descontente com a decisão da diretoria. Nesta janela de transferências, os Farmacêuticos sofreram baixas importantes: Florian Wirtz e Jeremie Frimpong seguiram rumo ao Liverpool, Granit Xhaka deixou o meio-campo, e o zagueiro Jonathan Tah foi contratado pelo Bayern de Munique. Para Ten Hag, havia confiança no projeto; já da parte da diretoria, nem tanto.

Sem clube desde sua saída do Manchester United no ano passado, o técnico holandês chegou ao Leverkusen para substituir Xabi Alonso, que assumiu o Real Madrid após uma passagem histórica, coroada com a conquista inédita da Bundesliga duas temporadas atrás. No cargo desde o início de julho, Ten Hag comandou a equipe na pré-temporada e esteve à beira do campo em apenas três compromissos oficiais: a vitória por 4 a 0 sobre o Sonnenhof Grossapach pela Copa da Alemanha, a derrota por 2 a 1 contra o Hoffenheim e o empate em 3 a 3 com o Werder Bremen, ambos pela Bundesliga.

Do lado da gestão do Bayer Leverkusen, o diretor esportivo Simon Rolfes reconheceu o peso da decisão, mas afirmou que as primeiras semanas já mostravam sinais de que o modelo atual não permitiria a construção de uma equipe realmente competitiva. Já o CEO Fernando Carro destacou que a mudança, ainda que dolorosa, foi tomada em prol dos objetivos do clube na temporada.

Ten Hag, por sua vez, disparou: “A decisão da diretoria do Bayer Leverkusen de me dispensar foi uma surpresa total. Demitir um técnico depois de apenas dois jogos do campeonato é algo sem precedentes”, disse em comunicado publicado por sua agência nas redes sociais. Na visão do holandês, a falta de tempo, apoio e confiança estrutural da diretoria foram determinantes para o insucesso. “Comecei esta função com plena energia e convicção, mas, infelizmente, a gestão não estava disposta a me dar o tempo necessário, o que lamento profundamente. Senti que esta nunca foi uma relação de confiança mútua”, acrescentou.

O auge da carreira de Ten Hag continua sendo sua passagem pelo Ajax, entre 2018 e 2022, quando conquistou três títulos da Eredivisie e levou o clube às semifinais da Champions League em 2019. “Os clubes que confiaram em mim foram recompensados com títulos e conquistas”, finalizou. Atualmente, o Leverkusen ocupa a 12ª colocação da Bundesliga, somando um empate e uma derrota nos dois jogos já disputados. Com a pausa da Data Fifa, o próximo compromisso será em 12 de setembro, diante do Eintracht Frankfurt.

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Bayer Leverkusen inicia nova fase após saída relâmpago de Ten Hag

A repentina demissão de Erik ten Hag obriga o Bayer Leverkusen a reorganizar seus planos em plena temporada. O holandês deixa o clube com uma das passagens mais curtas da história recente do futebol alemão: apenas três jogos oficiais, com uma vitória, um empate e uma derrota.

Interinato em ação

Enquanto avalia opções para o comando definitivo, o Bayer Leverkusen entregou os treinos à comissão de auxiliares liderada por Rogier Meijer. A ideia é garantir continuidade e alguma estabilidade até o próximo jogo contra o Eintracht Frankfurt.

Possíveis substitutos

Nos bastidores, alguns nomes já estão em pauta em treinar o Bayer Leverkusen nesta temporada:

Edin Terzić, ex-Borussia Dortmund, é visto como a principal opção após contatos iniciais.

Marco Rose, com passagens por Dortmund e RB Leipzig, aparece como alternativa, embora seu interesse ainda não esteja claro.

Oliver Glasner, atualmente no Crystal Palace, surge como candidato de peso devido ao bom trabalho recente na Inglaterra e às conquistas da FA Cup e da Europa League.

Desafios no horizonte

Apesar da turbulência, o Leverkusen não abre mão de suas ambições. Simon Rolfes reiterou que a troca no comando foi necessária para manter a competitividade. A expectativa agora é encontrar um treinador capaz de resgatar a identidade ofensiva deixada por Xabi Alonso, fortalecer a coesão do elenco e conduzir a equipe a um desempenho mais consistente.

Situação imediata

Até a chegada do novo técnico, o clube tenta se reequilibrar em campo e ajustar a filosofia de jogo. O próximo comandante terá a missão de devolver confiança ao grupo e, ao mesmo tempo, implementar um estilo condizente com o perfil ofensivo e ambicioso que levou o time ao título histórico da Bundesliga.

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Por que Ten Hag fracassou no Leverkusen?

A passagem de Ten Hag pelo Bayer Leverkusen se tornou um dos episódios mais curtos e controversos do futebol alemão recente. Mas o que levou um treinador de renome internacional a fracassar em tão pouco tempo?

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1. Elenco desfigurado

O treinador herdou uma equipe enfraquecida após a saída de jogadores-chave, como Wirtz, Frimpong, Xhaka e Jonathan Tah. O desafio de reconstruir um time competitivo em pouco tempo foi enorme.

2. Ausência de respaldo

Segundo o próprio Ten Hag, nunca houve confiança real entre ele e a diretoria do Bayer Leverkusen. A cobrança foi imediata, sem espaço para erros ou adaptação.

3. Resultados abaixo da expectativa

Embora tenha vencido na Copa da Alemanha, os tropeços do Bayer Leverkusen nas duas primeiras rodadas da Bundesliga serviram de gatilho para a demissão.

4. Choque de estilos

O estilo disciplinado e pragmático do holandês no Bayer Leverkusen contrastava com o futebol fluido e agressivo deixado por Xabi Alonso, o que gerou resistência dentro do clube.

5. O peso do legado

Sustentar a herança de Xabi Alonso, responsável pelo título inédito da Bundesliga, colocou Ten Hag em um cenário de pressão insustentável, após passagem sem brilho no Manchester United.

Em resumo, a saída relâmpago do treinador foi fruto da combinação de um elenco desmantelado, falta de confiança da diretoria, maus resultados iniciais e o fardo de suceder um técnico histórico. O episódio escancara não apenas as dificuldades de adaptação de Ten Hag, mas também a impaciência de um clube dividido entre reconstrução e imediatismo.

(Foto: Getty Images)