O Barcelona brilhou na temporada passada, depois de ter colocado o Real Madrid pra dançar no seu ritmo. Com os títulos da Copa do Rei, La Liga e, de quebra, a Supercopa, o time catalão mostrou que não está pra brincadeira. Apresentou ao mundo um projeto esportivo coeso, promissor, e com identidade. Diante desse cenário vitorioso, Deco não pensou duas vezes: tratou de renovar com os principais nomes do elenco campeão. Agora, com tudo no papel, o clube respira aliviado e se prepara com confiança para o futuro, exatamente o que o interessantíssimo Barça de Hansi Flick precisava.
Os passos do ídolo português começaram há alguns meses, com foco total em oferecer contratos mais sólidos para os jogadores que fizeram a diferença. E não foram poucos. O Barça viu Lamine Yamal explodir em 2024/25, viu também o impacto crescente de Fermín López, e entendeu o recado: era hora de segurar as peças-chave. Flick tinha (e tem) cartas importantíssimas em mãos, e perdê-las agora seria um retrocesso.
De lá pra cá, Deco vem fazendo um trabalho silencioso, porém cirúrgico no Barcelona. Desde janeiro, doze nomes importantes do elenco assinaram renovações. Ah, e claro, Hansi Flick também entrou no pacote. Entre as boas notícias, uma das principais foi Frenkie de Jong, que mesmo em meio a rumores de saída, deu sinal verde pra continuar. O volante holandês segurou as pontas quando Pedri e Gavi ficaram de molho por boa parte da temporada. Nada mais justo que o clube queira mantê-lo por perto, e que ele se sinta parte do plano.
Em apenas oito meses, o Barça já estendeu os vínculos de Ronald Araújo, Pedri, Gavi, Pau Cubarsí, Gerard Martín, Raphinha, Wojciech Szczęsny, Lamine Yamal, Iñaki Peña, Ansu Fati, Koundé e do próprio Flick. E alguns desses já estavam renovando logo no comecinho do ano. Em janeiro, por exemplo, o zagueiro uruguaio Araújo assinou até 2031; Gerard Martín, até 2028. Uma semana depois, foi a vez de Pedri, que fechou contrato até 2030, e no dia seguinte, Gavi seguiu o mesmo caminho.
Em fevereiro, Pau Cubarsí entrou no jogo. Recém-saído da adolescência, o jovem zagueiro assinou até 2027, com uma cláusula de rescisão de 500 milhões de euros (!). Um claro recado do Barcelona: ele está nos planos e não sai por qualquer trocado. Já em 13 de março, o clube anunciou a extensão de Iñigo Martínez até 2026. No entanto, o defensor basco já deixou o clube neste verão, deu tchau antes mesmo da tinta secar.

O mês de maio foi praticamente um festival de boas notícias pro torcedor do Barcelona. O clube garantiu a permanência de Raphinha, Lamine Yamal e também de Hansi Flick. O técnico alemão, que tinha mais um ano de contrato, agora pode ficar até 2027, um voto claro de confiança da diretoria. Já o brasileiro Raphinha renovou até 2028, enquanto o menino prodígio Lamine estendeu até 2031.
Vale destacar: a renovação de Yamal só foi assinada de fato em julho, quando ele finalmente atingiu a maioridade. No mesmo mês, mais novidades: o goleiro Szczęsny, mesmo com a pressão de assumir o gol em um momento turbulento, conseguiu impressionar a diretoria e renovou por mais duas temporadas. Junto com ele, Ansu Fati — atualmente emprestado ao Monaco, também assinou novo contrato, agora válido até 2028.
Pra fechar o pacote, em agosto, Koundé e Iñaki Peña deram fim às dúvidas e colocaram o nome no papel. O francês renovou até 2030 com o Barcelona, enquanto o arqueiro espanhol estendeu sua permanência até 2029.
Barcelona e De Jong: um caso a resolver (e a manter)
Com contrato válido apenas até o fim desta temporada, Frenkie de Jong virou uma das dores de cabeça da diretoria do Barcelona. E com razão. Desde aquela geração dourada do Ajax de Erik ten Hag, o holandês talvez tenha sido o único a se consolidar verdadeiramente na elite do futebol europeu. Por isso e muito mais, o Barça não quer nem sonhar em deixá-lo escapar.
O risco existe: se nada for resolvido até janeiro, o meia já pode assinar pré-contrato com qualquer outro clube. Um cenário que ninguém no Camp Nou quer ver acontecer. Por outro lado, há um alívio: De Jong já deixou claro que quer continuar. E, sinceramente? Propostas não faltaram. Mas parece que o holandês está confortável, sente-se valorizado, e quer fazer parte do projeto de Flick.
Foto: Reprodução/Barcelona