Três rodadas e três vitórias. O desempenho da Juventus de Igor Tudor no começo da Serie A 2025/26 empolga a torcida, e principalmente a direção do clube, que o contratou em março para substituir Thiago Motta e assegurou sua permanência até junho de 2027, após o time de Turim se classificar para a Champions League desta temporada.
O bom retrospecto da Juve sob o comando de Tudor, que nesse momento ocupa a vice-liderança do Campeonato Italiano com nove pontos e está empatada com o Napoli, apesar da empolgação, levanta semelhanças com o começo de Thiago Motta na edição passada. Na época, a Juventus somou 7 pontos e atingiu duas vitórias e um empate, mas com estatísticas que trazem além de paralelos, diferenças curiosas além da pontuação, como o saldo de gols da equipe.
Juventus com Tudor tem saldo de gols menor que com Motta apesar de mais pontos
Enquanto a Juventus de Igor Tudor começou a Liga Italiana 2025/26 vencendo Parma (2 a 0 em casa), Genoa (1 a 0 fora) e a Internazionale (4 a 3 em casa), em 2024/25 a equipe de Thiago Motta venceu seus dois primeiros jogos contra Como (3 a 0 em casa) e Verona (3 a 0 fora), e empatou sem gols com a Roma distante de Turim.
Em meio aos nove pontos somados pela Juve sob o comando do treinador croata, o time atingiu o saldo de gols +4 (com 7 marcados e 3 sofridos), mas não se sobressaiu ao saldo conquistado com o ítalo-brasileiro, que obteve +6 nos três primeiros jogos (6 marcados e nenhum sofrido).
Semelhanças entre passado e presente
Se no saldo de gols existe uma leve discrepância entre o passado e o presente da Juventus, Thiago Motta e Igor Tudor possuem uma outra semelhança além da invencibilidade no início da Serie A com La Vecchia Signora. Eles utilizaram praticamente o mesmo número de jogadores (22 x 20 para Tudor) e tiveram quase o mesmo número de atletas marcando gols (5 para Motta, 6 para Tudor) nas três primeiras rodadas).
Na temporada atual da Juve marcaram: Vlahovic (2), Kelly, Thuram, Yildiz, David e Adzic. Já em 2024/25, ainda sob a liderança de Motta, Mbangula, Weah, Cambiaso e Savona se juntaram ao centroavante sérvio, que também balançou as redes duas vezes no começo da Liga Italiana passada.
O que chama a atenção nesse tópico é o fato de três dos cinco autores na temporada anterior terem deixado Turim feito Thiago Motta, como Mbangula, Weah e Savona, mesmo tendo recebido oportunidades quando Igor Tudor assumiu o comando técnico. Cambiaso permaneceu, mas ainda não balançou as redes adversárias, tendo ficado de fora dos dois últimos jogos da Juve após ser expulso na estreia do Italiano contra o Genoa.
Quem começou melhor? Motta ou Tudor?
Com tais comparações e diferenças colocadas à mesa, a dúvida final é sobre quem teve um início melhor nos três primeiros jogos comandando a Juventus na Liga Italiana, Thiago Motta ou Igor Tudor. Mesmo alcançando uma invencibilidade ao empatar com a Roma em 0 a 0 no terceiro jogo de 2024/25, o desempenho da Juve de Motta já apresentava um presságio de que sua passagem se transformaria num trabalho irregular e sem condições de continuidade, ainda mais depois que resultados ruins se acumularam junto aos erros do time, até então ameaçado a não se classificar para uma competição europeia.
Mas a partir da chegada de Igor Tudor, a situação da Juventus apresentou uma mudança de patamar que levou a equipe para a Liga dos Campeões, e começou a Serie A 2025/26 de maneira espetacular. O time do croata apresenta uma defesa sólida e um jogo mais dinâmico na frente com e sem a bola, sabendo variar sua preparação frente a um adversário, enquanto que com Thiago Motta o ritmo se apresentava estagnado e piorou ainda mais depois da lesão de Bremer.
Nesta terça-feira (16), a Juventus estreia na Champions recebendo o Borussia Dortmund, e promete não dar vida fácil para a equipe alemã, pondo em prática mais uma vez o futebol agressivo e ousado de Igor Tudor. E numa competição como essa, o que os torcedores esperam é que a abordagem dos italianos não mude, tornando possível que a temporada seja coroada com grandes feitos e torne ídolos jogadores até então esquecidos ou considerados medianos no cenário europeu.
Foto: MARCO BERTORELLO / AFP

