Atlético-MG
Futebol Copa Sul-Americana

Atlético-MG esboça reação com Sampaoli, mas trava em velhos problemas contra Bolívar

O Atlético-MG está retornando da altitude boliviana com um favoritismo ainda maior para confirmar sua vaga às semifinais da Copa Sul-Americana e esta notícia deveria ser encarada com bastante satisfação pelo torcedor do Galo. Por outro lado, o sentimento predominante após o apito final acabou sendo de frustração pelo fato do Bolívar ter conseguido recuperar uma desvantagem de dois gols e quase ter virado o placar durante o segundo tempo graças à erros que já vistos durante a atual temporada com outras comissões técnicas, levando Sampaoli ao quarto jogo sem vencer desde seu retorno ao futebol brasileiro.

Atlético-MG priorizou defesa e lidou bem com altitude no 1º tempo

Jorge Sampaoli optou por modificar a escalação titular mais uma vez em busca da formação ideal em seu início de trabalho, e a grande surpresa desta vez acabou sendo a entrada de Rony no XI inicial no lugar do artilheiro Hulk, fazendo dupla de ataque ao lado de Cuello. Desta forma, tivemos uma equipe mais defensiva com o trio Lyanco, Júnior Alonso e Vitor Hugo, além de Alexander sendo escalado novamente no meio-campo. Pensando nos quase 4 mil metros de atitude, o técnico do Atlético-MG pensou em uma estratégia inteligente e abriu mão da bola optando por deixar o adversário controlar a posse buscando defender-se com linha de cinco.

O jogo muito bem executado sem a bola acabou demorando para render frutos maiores devido aos problemas do Galo quando estava na fase ofensiva, mas a reta final do primeiro tempo deixou o torcedor muito feliz com dois gols próximos dos acréscimos. No primeiro, Alexander recuperou a posse no meio-campo e Rony recebeu muito bem com espaço para conduzir na área e encontrar Scarpa pela direita, acertando um passe rasteiro numa conclusão perfeita. Antes do intervalo, Gustavo Scarpa cobrou falta na medida para Vitor Hugo, que se antecipou à marcação e testou firmemente para marcar o segundo, resultado que encaminhava o Atlético-MG para as semifinais.

Pedro Souza

Falta de concentração e bola parada voltam a incomodar Atlético-MG

Mas a questão da altitude e principalmente o retrospecto negativo do Galo na atual temporada não permitiram que o Atlético-MG mantivesse a mesma postura no segundo tempo. Foram necessários menos de cinco minutos para o Bolívar diminuir a desvantagem aproveitando-se da “maldita” bola parada, com Robson Matheus surgindo livre após cobrança de falta graças à falha de marcação de Guilherme Arana, deixando seu marcador “solto” no momento da finalização. A situação poderia ficar melhor para o Galo novamente quando o Bolívar teve um jogador expulso com 10 minutos do 2º tempo, fato que diminuiu o ímpeto ofensivo do adversário.

O time de Jorge Sampaoli parecia estar retomando o controle da situação até que o cansaço pareceu tomar conta do Atlético-MG, levando à falhas individuais bizarras. Lyanco mais uma vez deixou braço aberto na área e cedeu pênalti aos bolivianos, mas Cauteruccio acertou o travessão na tentativa de chutar firme contra o goleiro Everson. No entanto, aos 40 minutos, Igor Gomes deixou o braço aberto em cruzamento e mais uma vez permitiu outro pênalti claro ao Bolívar, que desta vez não perdoou com Romero buscando o empate. Antes do apito final, Hulk perdeu um gol sozinho dentro da área e impediu que o Galo vencesse na altitude, deixando o torcedor desconfiado para o jogo de volta na Arena MRV, apesar de um considerável favoritismo para avançar.

Imagem: AFP