Palmeiras e Internacional empataram por 0 a 0 neste domingo, no Nubank Parque, pela 22ª rodada do Brasileirão. O resultado não correspondeu ao domínio exercido pelo time paulista ao longo da partida, principalmente na segunda etapa. Com mais de posse de bola e finalizações, o Verdão controlou boa parte das ações e criou as principais oportunidades do confronto, mas não conseguiu superar o goleiro Matheus Cunha.
O Internacional teve alguns bons momentos no início, especialmente com Alexandro Bernabei, mas encontrou dificuldades para transformar suas chegadas ao ataque em oportunidades claras. Mesmo assim, o empate é melhor para o Inter, que soma mais um pontinho em sua luta contra o rebaixamento, onde está em 16° e torce para não terminar a rodada no Z-4.
Com o empate, o Palmeiras desperdiçou a oportunidade de transformar a superioridade em três pontos, e pode ver sua vantagem na liderança do Brasileirão diminuir.
O jogo
O início da partida apresentou um cenário diferente daquele que seria visto no decorrer dos 90 minutos. O Internacional conseguiu encontrar espaços e levou perigo nos primeiros minutos, principalmente através de Alexandro Bernabei.
Aos 10 minutos, o lateral recebeu na entrada da área, pelo lado direito, e tentou a finalização. O posicionamento aberto dificultou o chute, que acabou subindo demais e não levou grande perigo.
Seis minutos depois, Bernabei apareceu novamente. Desta vez pela esquerda, o jogador recebeu, driblou o marcador e finalizou com mais precisão. A bola exigiu uma boa intervenção do goleiro palmeirense, que evitou a abertura do placar.
O bom início, entretanto, não se transformou em domínio. O Internacional encontrou dificuldades para manter a posse e, principalmente, para chegar com frequência ao último terço. Aos poucos, o Palmeiras passou a controlar o meio-campo, ocupar mais o campo ofensivo e empurrar o adversário para trás.
A equipe gaúcha conseguiu se defender com organização, mas praticamente deixou de ameaçar de maneira consistente. A partir desse momento, o Palmeiras passou a comandar as ações.
Com maior posse de bola, o Palmeiras passou a circular a bola em busca de espaços na defesa colorada. A equipe encontrava dificuldades para entrar na área com facilidade, mas começou a acumular finalizações e situações de perigo.
A melhor sequência do primeiro tempo aconteceu aos 27 minutos. Allan Elias recebeu dentro da área e teve duas oportunidades consecutivas para marcar. Na primeira, não conseguiu concluir com precisão. Na sequência, tentou novamente, mas a defesa do Internacional conseguiu impedir o gol. Maripán foi decisivo ao cortar a segunda finalização praticamente em cima da linha.
O lance reforçou o cenário que começava a se consolidar: o Palmeiras tinha mais presença ofensiva, enquanto o Internacional dependia de ações pontuais para tentar surpreender.
Apesar do volume alviverde, o placar permaneceu zerado até o intervalo. O Palmeiras teve mais iniciativa, mas ainda não conseguia transformar sua superioridade territorial em uma vantagem concreta.
O Palmeiras voltou do intervalo mantendo o controle da partida. A equipe continuou com mais posse e passou a encontrar espaços com maior frequência na defesa adversária.
Aos seis minutos da etapa final, Maurício recebeu dentro da área e tentou uma finalização de voleio. O chute saiu bem direcionado, mas foi em cima de Matheus Cunha, que segurou firme e evitou qualquer rebote.
O Internacional seguia com dificuldades para construir suas jogadas. Sem conseguir manter a bola por períodos mais longos, o time gaúcho passou a se concentrar principalmente na organização defensiva, enquanto buscava explorar eventuais espaços deixados pelo Palmeiras.
A equipe paulista, por sua vez, continuava trabalhando a bola no campo ofensivo. Aos 26 minutos, Andreas Pereira recebeu dentro da área em uma situação em que a defesa colorada estava desorganizada. O meia finalizou com força, mas mandou por cima do gol.
O Palmeiras aumentava o volume, mas ainda faltava precisão na conclusão.
Na reta final, o Palmeiras intensificou a pressão e criou suas melhores chances da partida. Vitor Roque passou a ser uma das principais referências ofensivas e teve duas oportunidades claras em sequência.
Aos 34 minutos, o atacante se antecipou a Maripán e cabeceou em direção ao chão. A bola passou rente à trave e saiu pela linha de fundo. Foi uma das melhores oportunidades do jogo.
No minuto seguinte, Vitor Roque teve outra chance ainda mais clara. O atacante recebeu uma bola desviada dentro da área e ficou em boa posição diante de Matheus Cunha. Porém, finalizou fraco, permitindo que o goleiro colorado defendesse sem maiores dificuldades.
Matheus Cunha foi decisivo justamente no momento em que o Palmeiras mais pressionava. O goleiro conseguiu manter o Internacional vivo na partida e foi responsável por evitar que o domínio palmeirense se transformasse em gol.
O Colorado, por sua vez, praticamente não conseguiu responder na mesma intensidade durante os minutos finais. A equipe passou boa parte da reta final protegendo sua área e tentando resistir ao volume adversário.
Palmeiras é claramente superior, mas não consegue sua recompensa contra um Inter valente
O apito final confirmou o 0 a 0. O Palmeiras terminou a partida com números superiores em praticamente todos os principais indicadores ofensivos: 61% de posse de bola, 19 finalizações e quatro escanteios, contra 39%, oito chutes e dois escanteios do Internacional.
A diferença também apareceu na qualidade das oportunidades. O Internacional terminou com apenas 0,28 de gols esperados, enquanto o Palmeiras acumulou situações mais perigosas, principalmente no segundo tempo.
Ainda assim, o futebol não premia necessariamente quem produz mais. O Palmeiras teve o controle territorial, finalizou mais e criou as principais chances, mas não conseguiu superar Matheus Cunha.
O Internacional, mesmo sem apresentar grande produção ofensiva, mostrou organização suficiente para suportar a pressão e garantir um ponto fora de casa.
Para o Palmeiras, fica a sensação de dois pontos perdidos em uma partida na qual a equipe teve volume suficiente para vencer. Para o Internacional, o empate representa um resultado positivo diante de um adversário que passou boa parte dos 90 minutos no controle das ações.
No fim, o placar permaneceu inalterado. O Palmeiras dominou, pressionou e teve as melhores oportunidades, mas esbarrou na falta de precisão e em uma atuação segura do goleiro adversário. O 0 a 0 acabou sendo a consequência de uma partida em que a superioridade estatística não encontrou correspondência no resultado.
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)



